ILUMINISMO NO SÉCULO 21
Somos aqueles que postam fotos sorridentes com os próprios filhos e ao mesmo tempo celebramos a morte de terceiros nas redes sociais.
Nos declaramos a favor da liberdade de expressão mas prontamente cancelamos quem pensa diferente de nós.
Pertencentes a execraveis grupelhos de indivíduos pedantes, fomentado pelo comum desejo de sermos iguais em mediocridade.
Eu diria a qualquer pessoa que a poesia não se trata apenas das associações harmoniosas das palavras, ritmos e sentenças. Realizadas por meio de uma composição poética de pequena extensão.
Sob um olhar mais profundo, todos que se propõem a tentar sua real compreensão, acabam por perceber que a poesia é um chamado, uma vocação!
Ser poeta é amar a leitura, é amar o conhecimento, e acima de tudo é amar a si mesmo.
É ter fome de olhar para o mundo, e querer dar sentido- mesmo que por um momento na forma de um poema - ao Mundo.
A geração triste das fotos felizes!
Somos o que restou da humanidade.
Que tem sempre à mão intensas emoções (ou pseudo-emoções), mas que ainda assim, perdeu as únicas qualidades admiráveis - o estoicismo, a autocrítica e um agudo senso de ironia - De quebra, ganhamos no lugar, qualidades desprezíveis!
Trocamos profundidade por superficialidade, pensando que, levaremos alguma vantagem nessa execrável negociação!
Num instante, surge alguém como um sopro no teu caminho, um estranho que, subitamente, torna-se imprescindível. Apesar da brevidade do encontro, a conexão é tão profunda que parece ter raízes em tempos imemoriais. E então, em meio ao encanto efêmero, percebe-se que o coração já está partido, embalando a triste melodia de um amor que transcendeu a brevidade do tempo.
Perceber quando somos impelidos a seguir adiante, pois não mais ecoamos neste espaço, é dançar entre a resignação involuntária e o brado autêntico da rebeldia.
Saiba que até mesmo no teatro de fingir que já não me importava, reside um ato de bravura. Enquanto sua suprema covardia se revelou em culpar-me pela minha reação.