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Frases de Hudson Henrique

96 frases

Em todo mundo, sem exceção, há uma linha tênue entre o ódio e a explicação. Ódio: de entender. Explicação: pra todas as versões de si mesmo que lutou pra ficar bem, e hoje você respira, e é um bom começo.
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Em todo mundo, sem exceção, há uma linha tênue entre o ódio e a explicação. Ódio: de entender. Explicação: pra todas as versões de si mesmo que lutou pra ficar bem, e hoje você respira, e é um bom começo. Uma pena que as condolências; que rítmicas, dançam em uma coreografia ridícula de pena, junto ao meu peito problemático que hoje bate como um marca passo.

⁠Aquele garoto que não sabia de muita coisa, mas ainda enxergava tanta bondade nos outros. Um garoto, que agora, sente saudade do seu avô, das pescarias em um rio manso. Que não dava peixe, e nem mesmo dava tranco. Mas fomos aqueles momentos, e isso é irreversível em meus pensa…
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⁠Aquele garoto que não sabia de muita coisa, mas ainda enxergava tanta bondade nos outros. Um garoto, que agora, sente saudade do seu avô, das pescarias em um rio manso. Que não dava peixe, e nem mesmo dava tranco. Mas fomos aqueles momentos, e isso é irreversível em meus pensamentos. Não consigo entender a possibilidade de sermos apenas instantes.

⁠Estou inteiro e jovem o suficiente pra dizer que eu sinto muito ter-te perdido desse mundo. Porém, crucificado em tanto vinho amargo e sem rótulo que me deixaram, junto às adegas de carvalho roto, deixado pros ratos em um esgoto. Às sobras. Minhas mãos tocam o infinito que há d…
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⁠Estou inteiro e jovem o suficiente pra dizer que eu sinto muito ter-te perdido desse mundo. Porém, crucificado em tanto vinho amargo e sem rótulo que me deixaram, junto às adegas de carvalho roto, deixado pros ratos em um esgoto. Às sobras. Minhas mãos tocam o infinito que há dentro das memórias intactas, e ainda quentes, da perturbação. E hoje sou um pouco mais frequente em olhar pra frente, tentando não ser só essa solidão que me devasta, que me devora, que me tira os pedaços de carne e couro quando me visita e me assola.

⁠Hoje estou vivo, porém aflito, de que nada mais poderá me ferir; a não ser eu mesmo. Mas não temo. Já fui meu herói algumas vezes. Hoje sou a cruz diante da aversão ilusória em uma metáfora de magnitude ambulante, que me alarma, porém não me avisa quando parar. Eu te amo, e se…
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⁠Hoje estou vivo, porém aflito, de que nada mais poderá me ferir; a não ser eu mesmo. Mas não temo. Já fui meu herói algumas vezes. Hoje sou a cruz diante da aversão ilusória em uma metáfora de magnitude ambulante, que me alarma, porém não me avisa quando parar. Eu te amo, e sei como te desarmar.

Sempre tive a ideia de que um anjo é todo trajado de branco, digo isso em sua total formalidade na vestimenta. Branco. Apenas. Hoje me condecoro um anjo. Irei dormir com a alma leve como uma ceda. Me sinto um pedaço de rolha nas entrelinhas da imensidão pluvial; que bate em min…
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Sempre tive a ideia de que um anjo é todo trajado de branco, digo isso em sua total formalidade na vestimenta. Branco. Apenas. Hoje me condecoro um anjo. Irei dormir com a alma leve como uma ceda. Me sinto um pedaço de rolha nas entrelinhas da imensidão pluvial; que bate em minhas ondas e me faz entrar água nas orelhas, sentindo aquele riso inocente e frágil da minha criança quando pequena.

⁠Achei algo que valia a pena; mas não era você. Sempre acabei ficando com o resto que os outros deixaram; com os pesos, e as malas prontas, cheias de insegurança.
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⁠Achei algo que valia a pena; mas não era você. Sempre acabei ficando com o resto que os outros deixaram; com os pesos, e as malas prontas, cheias de insegurança. Quais nunca ficaram de verdade em mim. E que se foram quando se supriram de suas necessidades. Não quero mais tentar curar ninguém.

⁠Todas as escritas acabam aqui. Nunca faz ou fizeram diferença. Sempre alguém morre o tempo todo;
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⁠Todas as escritas acabam aqui. Nunca faz ou fizeram diferença. Sempre alguém morre o tempo todo; e às vezes não é enterrado. O funeral acontece aos poucos, sendo velado sob risadas escalafobeticas de quem você achava que era importante. E aos poucos, me consideraria bom o suficiente pra desparecer lentamente; sem comoção de aplausos. Sumir ao poente de uma alvorada lenta e desperdiçada em minha cama infinita e dormente. Sempre alguém deixa de existir, e não é por escolha. Você segue as massas ou se contenta com uma solitude inaceitável e desvastadora. Não há outra escolha. Sua mente não se aconchega. E eu não sigo ninguém que pensa igual ao outro. Por que me sinto tão suficiente, que os assuntos discutidos ao meu pé do ouvido são totalmente desinteressantes e sem brilho. Pudera eu poder rir das mesmas velhas piadas e me considerar sortudo por isso. Elas são desgastantes e ingratas, confusas, chatas e arrogantes, sem graça. Teu sorriso inibido contra meu pudor, pode me desencadear tanta maldição. E teus elementos atirados ao fogo, me colocaram colares sufocantes; esperando de mim o que eu não posso entregar. Nunca serei páreo, nunca serei ácido, nunca serei sério. Alguém morre o tempo todo. E essas são minhas últimas frases estacadas em uma estaca no chão, que não sobrarão, senão, caliças e destroços de mais uma vez que "tentei ser" o que alguém procurava. A última vez que fui enganado por sentimentos em formato de migalha. E os acontecimentos precoces que me ponderaram a escória de passar por tantas guerras sem armas, me tornaram infrágil diante de todas as carcaças que levei diante minhas costas. Então, o que apaga de repente não causa alarde constante. E ser facilmente esquecido na estante é o que mais desejo. Nunca serei constante. E essas são as últimas frases que escrevo nessas lápides. E meus fios de cabelo se desvanecem diante a escuridão de madeira. Minha barba cresce junto com a arrogância, com a impertinência, e me torno tão frio que já não me reconheço mais. Meia dias delongos, esvairados: no tempo certo da minha loucura sentimental. É tão barato não ter um preço a se pagar. E minhas dividas estão sanadas diante seu inquérito de passagens de idas e voltas; abrindo machucados sarados. Como se eu pudesse tapar todos os seus buracos. Fui uma caravela que soprava teus dias, fazendo dele um dia bom. Fui embarcação, que você se apoiou e usou pra se esquecer de si mesma. Sem mais, navegar não é e nunca foi preciso. Aceno. Ninguém balança à mão do horizonte. Nada corresponde. E Todas as escritas acabam aqui. E me vou junto com elas. E como se eu não fosse nada, se faz de indiferente no meio de tanta gente que só queria contabilizar mais um digito em sua cadeia alimentar. Se faz de diferente, no meio de tanta indiferença que não fez, se quer, nenhuma sequência em meus atos, degradando minha inocência. E como se eu não fosse nada: se esquece fácil. Se desloca, novamente, pra sua quietude, me separando do resto do mundo. Me excluindo de tudo que julga ser incorreto. Me esquecendo como um passar de vento mechendo seus lençóis na janela. Já não há mais motivo pra seguir. Eu amo vocês, mas é tarde.

⁠O significado da vida é morrer várias vezes enquanto você a vive. É renascer a cada fracasso. É cair e se desintegrar ao mínimo.
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⁠O significado da vida é morrer várias vezes enquanto você a vive. É renascer a cada fracasso. É cair e se desintegrar ao mínimo. Mas enquanto você respirar: você luta. Você grita, e você corre. Viver não é o encontro do fim ou da morte. Viver é desistir todo o dia, e mesmo assim, continuar a insistir no que você acha que vale a pena. Apenas você sabe dos seus próprios valores. Viver é só morrer depois que você aprender a lutar contra si mesmo: o seu pior inimigo.