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Frases de Hudson Henrique

96 frases

⁠Quando eu vi aquela mensagem eu sorri. Aprendi a esperar.
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⁠Quando eu vi aquela mensagem eu sorri. Aprendi a esperar. Não morri. Aprendi a esperar. Você não tem ideia do quanto eu sorri. Eu aprendi a te tornar imortal. Mas para meu mal criei expectativas. E isso mata. A decepção seria só minha. Pois fui eu culpado de criar mais essa história depois de tantos finais sem fim.

⁠A impossibilidade da improbabilidade. É você.
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⁠A impossibilidade da improbabilidade. É você. Tudo fica impossível quando você me parte em vários cacos. É impossível ser ativo quando você se afasta. E faz com que eu corra contra mim, contra o muro que você me projeta. Sou bem mais alto que esses prédios. E ainda sim, me sinto insuficiente em tudo. Sempre abaixo do nível do mar. Me torno frequente em teus traços. Te transformo em vinho do porto e bagaços. É improvável sua chegada, quem dirá saída. É inigualável sua alma com a minha. Você, uma santa. Eu, a impossibilidade de te trazer pro meu mundo. Você se afasta, de longe oblíquo. Você se afasta, em poucos dias some. Em poucos minutos me temo, acho que tenho medo. Fiz mantras pra me confortar. Fiz preces pra serem ouvidas. Indaguei e roguei cordéis. Você se afasta. Como bem fez, como bem quis. Como mal me quer. Como bem me quer. Como não sei mais o que quero. Já cansei de contar quantos perdi. Por força do azar. Seja da jaula que eu sai, me tornei carrancudo. Arranhei o chão. Nunca colhi tais frutos. Recíproco e precipício andam juntos e são amigos. Eu moro no inevitável. Por vezes, sou desagradável. Mas não deixo de falar o que penso, não me engasgo. Imprevisível. Sem traços. Sou um camelo, marcado pelo tempo árido e pelo sol em meus ombros largos. E todo mundo vai embora pelo mesmo motivo que nunca me contaram. Simplesmente vão embora e deixam o relógio marcando todo o tempo a hora. Hora de se afastar, hora de ir embora. Hora de despertar o que adormece. Hora de se atrasar pra escola.

⁠Um estômago no soco. A felicidade é um momento. E o problema das pessoas
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⁠Um estômago no soco. A felicidade é um momento. E o problema das pessoas é tentar eternizar esse segundo. Esperando que seja eterno, mas não enquanto dure, mas enquanto seja lúcido. A felicidade dura um fragmento estúpido em uma pauta, e as lembranças ficam cobrando algo que já passou. Não marque a felicidade como uma ferida na pele. Pois, sempre haverá um machucado novo pra te lembrar que você nunca vai ficar bem.

⁠A moça de Curitiba se curva perante a noite, que não cala, que não fala nada. Brilha debaixo das estrelas,
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⁠A moça de Curitiba se curva perante a noite, que não cala, que não fala nada. Brilha debaixo das estrelas, sopra soberana entrelinhas. Sinto você voltar como um trem chegando em casa. Me molha o sereno tardio, gela meus ombros de pedra. Vampiros saem pra ver a lua, e eu não me importo mais.

⁠De todas as agonias possíveis, posso afirmar que: a felicidade é completamente individual.
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⁠De todas as agonias possíveis, posso afirmar que: a felicidade é completamente individual. Por que quando a face olha as horas, é o tempo que está aceitando o indivíduo; já que nele não cabe mais nenhum minuto que sobra. E tudo que resta, são os segundos que me deteriora. Em meu relógio no punho que não sabe mais ver as horas.

⁠O passado é meu local de encontro, onde há dois amantes em um solo sem dono. Não há fronteiras para o meu pudor. Sou um navegante encontrando teu porto; pra me alocar, entrar no cais e me derramar o transbordo que carrego,
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⁠O passado é meu local de encontro, onde há dois amantes em um solo sem dono. Não há fronteiras para o meu pudor. Sou um navegante encontrando teu porto; pra me alocar, entrar no cais e me derramar o transbordo que carrego, que é bem maior que todo o mar. Sou estrangeiro em seus traços. Porém, fui extraditado pelos inúmeros pecados. Me levaram pra casa à força. Nunca mais pertenci ao seu abraço, que foi embora de vento em popa.

⁠Que trinfa e range os dentes, faminta, me olhando a par das mandíbulas ferozes, que me atroz um grito soberbo, e perante um grito, gemido, que me tenha calado. Junto ao pé do holofote cenográfico, sou um ator. E hoje choro lágrimas de confete, assim como a maquiagem no riso do…
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⁠Que trinfa e range os dentes, faminta, me olhando a par das mandíbulas ferozes, que me atroz um grito soberbo, e perante um grito, gemido, que me tenha calado. Junto ao pé do holofote cenográfico, sou um ator. E hoje choro lágrimas de confete, assim como a maquiagem no riso do palhaço, assim como a graxa que faz lustrar e rodopiar os asfaltos.