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Frases de Hidely Fratini

68 frases

Casa de meu pai e cinzas * ⁠Adentro a casa habitada por meu pai desde menina
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Casa de meu pai e cinzas * ⁠Adentro a casa habitada por meu pai desde menina - agora espírito! Estranho a sua ausência... Onde está o ser vivo de matéria carbonada de infinitos? * Dos céus, estrelas caem, cadentes, sobre minha existência. Deixam-me a pensar na vida: __ Como pode, aquele ser, matéria viva, ser hoje, espalhadas cinzas? * Enfim, a madrugada finda... * 2024

⁠⁠O hoje de antigamente Sinto a presença da saudade. Chega mansa,
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⁠⁠O hoje de antigamente Sinto a presença da saudade. Chega mansa, Devagar me alcança, Abraça-me. Toma posse, instala-se. Num repente, vislumbro todos os momentos: *positivos *negativos *vida plena Indo fundo em mim mesma. Consciente X inconsciente - "versus" da poesia - Explode e aflora. Como um vulcão "caliente", Jorro para fora todos os meus ais. Ai que saudades tenho: *do mar *do luar *dos olhos fundos *do bom manejo do afeto e das palavras. Psicólogo leigo, Aconchego pleno... Plena estava como vim ao mundo... Como voltar para o mundo? __Como? indago! Set/1991

⁠Ondas e pessoas Uma a uma as ondas chegam, quebram na praia.
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⁠Ondas e pessoas Uma a uma as ondas chegam, quebram na praia. Uma a uma as pessoas chegam ao mar E eu a contemplá-lo como se não existisse. Mas é real. Pode-se tocá-lo, mergulhar Em profundas ondas... O pescador com a família sonda as águas. Choveu e tudo toma cor de cinza. Céu e mar, um corpo só. Céu no mar. As águas sondam o pescador com a família. Ao longe, mãos, braços, corpos que trabalham Já não sondam mais. Sol ou chuva? Não importa... Gente e rede, um corpo só! Gente na rede! Os frutos pulando, murmurando sons de morte. Um a um, fruto e gente, deixam a rede. Sol – chuva – mar. Novamente frutos na rede... Vida que não se quebra. Outra vez gente na rede. Mar. Gente. Rede. Frutos. Assim, sucessivamente, até que os braços deslizem pelo corpo e encontrem a terra para repousarem eternamente. Out/1978

⁠A soberba do saber (dia da cirurgia de uma irmã) Do alto do seu ser,
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⁠A soberba do saber (dia da cirurgia de uma irmã) Do alto do seu ser, Médico experiente, Longevo no cuidar, Descuidou-se! Quanto mais se sabe, Mais sábio? Não necessariamente. Quando se pensa que sabe, e muito, A soberba e a arrogância Pega-nos. A humildade afasta-se... Nefastos tempos, Incontroláveis seres... ...ditos humanos! Set./2023

⁠Apostas # postas (Dormente... ente, ente, ente!) O peito desponta,
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⁠Apostas # postas (Dormente... ente, ente, ente!) O peito desponta, Aponta, Ponta. ________________________ Lance de erros. Lance de certos... Acertos. Erros que ficam, Persistem, Não ficam mais comigo. Partir a lança, Quebrar os elos, Abrir a porta, A mão fechada. Passar... * Passado * Presente ________________________ Futuro Dez/ 2017

⁠Amor-semente Sementes do amor frutificado Ficaram nas gavetas de minh’ alma,
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⁠Amor-semente Sementes do amor frutificado Ficaram nas gavetas de minh’ alma, Adormecidas. Longe da luz, da água e de nós, secaram, Ficaram lá tão esquecidas. “De repente, não mais que de repente” Vento forte, vindo do Norte, arrebatou-me inteira Revirando minhas gavetas Pondo para fora as tais sementes. O Sol, iluminando-as por inteiro A chuva, lavando-as com carinho Levou-as para dentro de meu coração-ser. Lá, ditas sementes, agora Brotam em busca de novos frutos Acompanhadas por seus ais, ais, ais... Nenhum amor- semente é desperdiçado. Por respeito às suas origens, Mantém-se firmes e, A qualquer Sol, Levantam-se e germinam! 2024

⁠⁠⁠CÍRCULO (Abre & Fecha: deixe a luz entrar) E, assim, a vida passa,
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⁠⁠⁠CÍRCULO (Abre & Fecha: deixe a luz entrar) E, assim, a vida passa, Entre sonos, sonhos e luz! Acorda, acorda, acorda. Gritam! A ilusão insinua-se, Pega-nos pelos ombros E, como num faz-de-conta, Tudo se torna incerto! Chacoalhe-se para não rir, Nem chorar, nem cair. Todos enxergam, Só você não vê... Pulo miudinho Dentro desse labirinto Sem porta, sem seta, Nem janela. Jogo-me nesse faz-de-conta De surpresas - Que se apresentam Incertas. Até a certeza retornar, O círculo abrir-se, Em flor, Para a luz, enfim, entrar! 2017

⁠⁠Foco na construção da vida Seguir reciclando a vida e o já vivido. Basta de manter o que não é mais necessário e é supérfluo:
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⁠⁠Foco na construção da vida Seguir reciclando a vida e o já vivido. Basta de manter o que não é mais necessário e é supérfluo: - seja em coisas materiais, relacionamentos, projetos ou pessoas; - não fiquemos com os votos e os vínculos que se foram, apesar das marcas e das realizações já conquistadas. Basta das coisas que não têm mais razão de ser. Deixemos o novo penetrar os olhos, o coração e a mente. É preciso abrirmo-nos para tudo que já foi pensado e sentido neste mundo. Projetemos tudo em nossa mente e em nosso coração para, através de nosso corpo e de nossas mãos, modelarmos o ar, a terra, o fogo e o céu com sentimentos nobres. Baixemos do Cosmos tudo que precisamos, toda a energia disponível. Reencontremo-nos, pois nossos projetos eram embriões que, agora, fertilizados, pedem para brotar e nascer. A vida é sempre bela. É o maior presente que os criadores do Universo nos proporcionaram. Olhemos tudo! Mais que isso, enxerguemos a fundo tudo o que sempre esteve conosco, o nosso melhor. Mas não esqueçamos dos nossos limites e dos demais seres. Tudo nos indica que estamos neste mundo para evoluirmos, melhorarmos. Viemos do pó do Universo, do Cosmos. Nossa caminhada vem de longe e não tem fim. A vida tem um sentido e uma razão de ser. Busquemo-los! Nossa essência pessoal e a divina, entrelaçadas, nos conduzem. Abram-se corações e mentes! Deixemo-nos ser levados por seres de luz. Aprendamos com a luz, as trevas e com as sombras! Coloquemos tudo o que obtivemos numa nova gaveta, reorganizemos nossas coisas e atividades. Vamos renomear e reorganizar tudo para termos mais clareza do que fazer da vida. Estamos todos no mesmo caminho e no mesmo barco, apesar dos passos de cada um serem diferentes uns dos outros. Não hesitemos! Sigamos! 2021

⁠⁠⁠*QUATRO PONTEIOS* • TEMPOS DE MENINA • CIDADEZINHAS
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⁠⁠⁠*QUATRO PONTEIOS* • TEMPOS DE MENINA • CIDADEZINHAS • EMOÇÕES • A TERRA E O OUTRO TEMPOS DE MENINA Numa tarde perdida hoje no tempo, Atrapalhada, a menina interpretava histórias. Como, até hoje, Tenta essa alternativa, Mas, sem êxito, indaga: __ Onde, a linha divisória? __ Onde, reunião de ventos? __ Onde, homens, lutas, seduções e medos? A menina buscava ligar o ontem, Com o hoje e o amanhã, Sempre difícil em sua memória! CIDADEZINHAS Ai cidadezinhas fora do tempo... Lembro do bairro da minha infância, tão ligado à memória e cheio de pegadas. Marcas de grandes ânsias e desejos. Hoje, cidade grande, com pouco alento, busco, pelos caminhos do país, a raiz dos pais e do bairro operário onde cresci. EMOÇÕES A emoção acabou? __ Não, beija-flor! Maços de rosas, espalhadas na pele, vermelhas e sem fim. Odor à natureza Querendo sair de dentro de mim. A TERRA E O OUTRO Trabalhar com terra Não é trabalhar "a terra" - e nem planetas. É a forma enviesada de atitude e legado Para, no decorrer dos tempos, Ir-se tomando posse de todos os seres! 1992

⁠⁠⁠Descoberta do amor (inspiração pós adolescente) Nas reentrâncias imaculadas que se findam,
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⁠⁠⁠Descoberta do amor (inspiração pós adolescente) Nas reentrâncias imaculadas que se findam, Não vi nada... Rodei pelos caminhos atormentada, Até que me depus adormecida. Vieram mundos iluminados por luz límpida Que transportaram, sem receio, você para mim. Um outro ponto santo me transformou em amante Para, então, sorrirmos um sorriso eterno. Vê que mundo brando há em mim, E quão importante é viver agora? E quão necessário ter as mãos assim tão postas? Não existe nada de irregular em nós. Nem vantagens e nem martírios! Só um grande amor a nos unir para sempre. 1971

⁠⁠Figura de farol (inspiração pós adolescente) Chovia.
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⁠⁠Figura de farol (inspiração pós adolescente) Chovia. As pessoas pegavam capas, escondiam-se da chuva. Enquanto todos fugiam, um ser objeto continuava impassível. Era o semáforo que acenava suas cores gentilmente. Não se abalaram as estruturas. Só gotas d'água lhe escorriam como lágrimas que fossem suas. (São Paulo é um santo pesado que uma procissão carrega. Carlos R. S. Araújo) 1971

⁠Ponto longe (inspiração pós adolescente) Na palidez alva dos teus traços,
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⁠Ponto longe (inspiração pós adolescente) Na palidez alva dos teus traços, A tua alma revestiu-se humilde. Os teus olhos choraram, Apesar das lágrimas não rolarem. Na contemplação do teu amor, O teu ser, meio envergonhado, Fez tuas mãos fugirem Perante o primeiro contato de outra carne. As tuas mãos vagaram pelo nada. Ah, quantos vivem tristes, Quantos não são como este ser amado e se repelem. E quanta insegurança há neste mundo! Agora, no fim deste poema, Pela emoção, nenhuma palavra sai de mim, não há mais nada. A capacidade de mudar tudo tornou-se ponto longe! 1971

⁠Cercas inúteis Coloquei cercas em todos os lugares E em todos os recintos de infinitos ais.
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⁠Cercas inúteis Coloquei cercas em todos os lugares E em todos os recintos de infinitos ais. Coloquei barricadas, Erguidas para delimitar fronteiras. Cimentei o solo para não brotar pavios, Nem de sentimentos, Nem de quaisquer lembranças. Para não deixar entrar sequer um fio Da luz que chegava lá do norte. Isolei-me inteira. Inconscientemente, criei mundos, Submundos, E relações complexas: *Sorridentes *Infelizes *Faz de conta *Perigosas. Onde amarrei meu insólito burro, sempre perguntava, Dando asas a ditados sertanejos. Estava bem lá, o burrego, Dentro de uma caverna sem Platão A sugar meus ossos e de donzelas! Estava. Finalmente, partiu! Hoje, indago sobre o sentido de tudo. E me cobro uma explicação certeira Escancarada nas pedras e na linha do tempo transcorrido e que não via. E, como sempre, saio ao vento Buscando todas as respostas! 2024 Madrugada

⁠Perfil felino Sou mais felina do que dama. Aquela que vai lenta, mas persiste.
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⁠Perfil felino Sou mais felina do que dama. Aquela que vai lenta, mas persiste. Que dispara frente à caça e não domina. Espreguiça ... ... ... Mulher que, na busca de espaço e do seu canto, Vai, por meio do aprendizado diário da observação de gatos e de humanos, À procura de: . Brigar só em caso de autodefesa e proteção do outro; . Ser confidente com abraço e ouvinte atenciosa; . Acarinhar sem (a)parecer; . Ser distante como forma de aconchego - dando espaço. . E ainda, fugindo do perfil felino, ser Amante fiel como forma de respeito! Junho/ 2024

⁠TRINTA E UM DE DEZEMBRO DE DOIS MIL E VINTE E UM Mais um ano passou por mim e por todos os seres.
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⁠TRINTA E UM DE DEZEMBRO DE DOIS MIL E VINTE E UM Mais um ano passou por mim e por todos os seres. 2021 vai-se como todos os demais anos. Apesar de ser, tão somente, ilusório, o planeta retoma a trajetória a partir do mesmo ponto, após 365 dias terrestres e uns quebrados. Eu passei, também, com ele. Envolvida pelo tempo, entrelaço-me com as estrelas querendo voar longe e bem mais... Deixar os que estão por perto para perder-me em mim. Se possível, com outro ser que adentre novos buracos luzes: - um parceiro, que busco, por haver me enganado no passado - e por estar na labuta por (a)braços, cheiros e trilhas! Mas quem se importa? A vida, penso saber, é mais que ter parceiros individuais, ser d’um só coração. Precisamos de muitos braços e corações para os projetos verdadeiros, indo além: • pensar e encontrar novos caminhos • enfrentar o que for necessário • superar as mágoas e tragédias • estender as mãos aos irmãos para ajudar • buscar conhecimento universal e sabedoria • ter sonhos e esperança • realizar o que for possível e, muito mais, • para encontrar o improvável! As pessoas devem ultrapassar as barreiras... dos preconceitos e das divisões sociais. A Mãe Natureza, tão maltratada por nós todos, reivindica seus espaços e os reconquistará, pois é da sua essência não se submeter ao imponderável!

ENTENDI A QUE VEIO (*) Certo dia, recebi imagens e mensagens de orientação geral que, percebi, servem para todos. Por meio da imaginação da minha mente (será?), chegou a imagem de um pássaro enorme, que se aproximou de mim trazendo uma mensagem sem palavras!
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ENTENDI A QUE VEIO (*) Certo dia, recebi imagens e mensagens de orientação geral que, percebi, servem para todos. Por meio da imaginação da minha mente (será?), chegou a imagem de um pássaro enorme, que se aproximou de mim trazendo uma mensagem sem palavras! O verbo era a sensibilidade de entender o TODO, o mundo visível e o invisível existentes ao nosso redor. Como no tempo de nossos ancestrais mais antigos, que não tinham descoberto (ou desenvolvido) o verbo – a palavra – e, assim mesmo, interagiam com o mundo interno e externo, visível e invisível, material e imaterial. Foi assim: Vi o pássaro e entendi a que veio. Senti o vento e entendi a que veio. O odor das flores presentes, entendi a que veio. A força das montanhas e das árvores, entendi porque veio. O sabor dos frutos e do sal do mar, entendi a que veio. O som de músicas e explosões. A luz do universo sem palavras... A tudo e a todos, compreendia a razão da sua existência e porque vieram a mim! Ver, ouvir, sentir, inalar de uma forma única, total e de uma só vez. Interação absoluta entre o material e o sutil. O visível e o invisível. O pássaro continuou, ali, marcando presença como num sinal de alerta, como um elo de ligação entre o presente e o passado. Sem tempo, Sempre! O pássaro trouxe o som, o vento, o gosto, as árvores, as flores, os frutos, os animais, os homens, as montanhas, a Terra, o Céu, o Sol as Estrelas e o amor. O finito infinito! O infinito finito! E eu no meio de tudo e de todos. Tudo em mim, todos em um. Somos todos um! Podemos acessar essa essência sempre! Era, é e assim será. (Hidely Fratini Carvalho - 2012)

⁠Retinas e vidraça O dourado do pôr do sol ficará retido em minhas retinas e memória.
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⁠Retinas e vidraça O dourado do pôr do sol ficará retido em minhas retinas e memória. Todas as imagens juntas. Desde que nasci, ainda menina, Sentava-me no chão e, ao pé da cama de meus pais, privilegiada visão do todo me invadia. Olhos fixos na vidraça e muito além, Sob o astro rei que reluzia - eu confirmava, ainda pequena: __ É redondo como uma laranja, enorme como o fim do mundo e o começar dos tempos! 2021

PRESENTE DOS AMIGOS INVÍSIVEIS Num instante, o perfume penetrou o ar, Passou pelos corpo
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PRESENTE DOS AMIGOS INVÍSIVEIS Num instante, o perfume penetrou o ar, Passou pelos corpo pelas auras pelas almas. Noutro momento, materializou-se flor. Rosas desenhadas em cada chacra, no laríngeo, no cardíaco. Passando suavemente por cada estágio. Trabalho rico e delicado, Permaneceu em cada peito. Rosa translúcida e orvalhada Como a energizar e a rogar por cada amigo. Não satisfeitos pelo realizado, Amigos invisíveis transformaram tudo, Todas as flores em buquês floridos: rosas, margaridas, bocas de leão, cravos, crisântemos. Um mar de cores a se perder de vista... Os fatos sucederam-se um a um, como num filme: Cada buquê debruçava-se suavemente em nossos colos E permaneceram assim para todo o sempre Para acompanharem o grupo em sua jornada infinda! Hidely Fratini Carvalho 2006

⁠PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO Ouço os gritos da família em meus ouvidos... ... ... ...
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⁠PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO Ouço os gritos da família em meus ouvidos... ... ... ... Acenderam-se as luzes, pois se fez noite. Mas o corpo que repousa, morto, na calçada Não vê luz, não a sente e nem a toca. A noite cristalizou-se no eterno E as cores, longe de seu cérebro, Esqueceram-se de voltar! Arrepios... Algo vaga pelo ar. Eu bem sinto! Mas onde está o ser que há minutos nos sorria? Corpo é corpo... Mas a alma, meu Deus – se ele existe – Por onde anda? Arrepios... Algo vaga pelo ar. Eu sinto! Sinto? A alma bateu à minha porta. Atendi. Penetrou-me um sopro E passos invisíveis perderam-se no horizonte! 1975 (retornando da faculdade)