Nos cantos da memória, tua imagem brilha, Uma mulher totalmente incerta, mas tinha a alma pura,
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Nos cantos da memória, tua imagem brilha, Uma mulher totalmente incerta, mas tinha a alma pura, Dois anos se passaram, mas a chama persiste, Meu coração ainda suspira pela tua ternura. Oh, como o tempo voa, e como eu temo, Perder-te foi como perder a própria essência, Amar-te intensamente, mas deixar escapar, Um medo paralisante, uma dolorosa ausência. Em cada estrela que pontua o céu da noite, Vejo o reflexo dos teus olhos, tão radiantes, Em cada brisa suave que afaga meu rosto, Sinto teu toque, tão suave, tão constante. Quisera eu ter coragem, enfrentar meus receios, Resgatar o que deixei escapar por temor, Mas ainda guardo, no mais íntimo do peito, O amor que floresceu, eterno e fulgurante, sem pavor.