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Frases de Hermes Fernandes

483 frases

TUDO POR VOCÊ Veja nos meus olhos Que eu não minto
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TUDO POR VOCÊ Veja nos meus olhos Que eu não minto Você vai perceber Nada se compara Ao que eu sinto Mesmo que eu queira te esquecer Não me diga Que não vale tentar Nem me diga Que não vale arriscar Eu faço tudo, tudo por você, só por você Quero te surpreender Rasgar o roteiro Ao teu amor me render Me aceite como eu sou Me aceite inteiro Pois largo tudo por você Não me diga Que não vale lutar Nem me diga Que é melhor evitar Eu faço tudo, tudo por você, só por você Não há amor maior que o meu amor E nenhum outro te amaria mais Aonde quer que eu for, tudo que eu viver Só valerá se for com você Oh, não peça pra não sacrificar Nem me impeça De querer demonstrar Vou lutar até conquistar o que eu quis Darei o que quiser Pra te fazer feliz Eu faço tudo, tudo por você, só por você.

DISTRAÍDO Não é que eu esteja distraído Olhando pra você assim desse jeito
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DISTRAÍDO Não é que eu esteja distraído Olhando pra você assim desse jeito É que a paisagem na janela fica bem mais bela quando se revela em seu olhar Prefiro nem saber como teria sido Viver sem você assim perto do peito Seria como se roubassem as cores da aquarela E secassem toda a água do mar Fizemos de um bote salva-vidas a nossa caravela E de um mero salto, nosso voar... Nosso voar ao luar Se o sol se recusa a nascer Se a lua inibida se esconde de nós Chegando o entardecer Nosso amor não nos deixará a sós Como um farol que rasga a neblina Pra o nosso barco ancorar Como um gigante que se inclina Pra uma pequena flor regar Como um instante que nos ilumina E faz dos dois um coração Como escalar a mais alta colina Pra ver o céu beijar o chão Como se o vento soprasse a cortina E soltasse a imaginação Como se o tempo dobrasse a esquina E renovasse a estação Se venço minha timidez Rompo o silêncio que rouba minha paz Exponho o que sinto outra vez E deixo todos meus temores para trás

O TEMPO Tempo Tão pouco
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O TEMPO Tempo Tão pouco Insuficiente Nem louco tampouco consciente Sou confesso réu Cortejando a insanidade Pois tão cruel é ser refém da realidade Um espesso véu é que esconde a eternidade Pressa Pressão Sensação que me atravessa Que sucumbe à promessa de ficar um pouco mais Se num lapso o tempo entrasse em colapso E o fim enfim virasse início Então assim teria paz Sacrifício Em vão se evita o desperdício Ignorando o precipício Em busca do que satisfaz Sagrado Torna eterno o segundo Faz do raso, o profundo Segue impoluto e voraz Paradoxo Acelera quando em sua companhia Longe de ser ortodoxo Seu fluxo beira à heresia Tempo é flecha Não bumerangue Abre e fecha Mesmo que se zangue Num piscar de olhos Só sobraram os espólios O que é deixou de ser O porvir deixou saudade O que resta a perder além da oportunidade?

De repente Eis-me numa esquina Da minha existência
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De repente Eis-me numa esquina Da minha existência Sem saber o que fazer Nem que direção tomar Assim, tão de repente Não mais que de repente Tudo se desfez enfim Diante dos meus olhos O que parecia ser O raiar do dia Trouxe a escuridão pra mim Quando amanhecia Quis mentir para viver O que era de verdade Desejei me esconder Pra ter liberdade Diante desta sina a resiliência O que me restou fazer A não ser me conformar? Fiz-me displicente Nada inocente Do que eu sonhei pra mim Sobraram espólios O que parecia ser Um gesto de zelo Fez tudo desvanecer Virou pesadelo Não dá mais para mentir Pra ninguém, nem para mim Nem sei como reagir Só não quero pôr um fim Sim, devo admitir Cansei de omitir O que sinto aqui dentro Sim, para quê insistir Disfarçar ou fingir Esconder meu lamento? Sim, cansei de dizer não Para o meu coração Que já bate mais lento Sim, ainda estou aqui E espero prosseguir E estar sempre atento Sim, devo me permitir E assim conferir Até onde aguento Sim, possa o céu se abrir E minha vida cobrir De perdão e alento

Mesmice Que vergonha! Antes que o sol se ponha
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Mesmice Que vergonha! Antes que o sol se ponha Tenho que admitir Fiz tantos planos Ao longo dos anos Que não incluíam estar aqui Achei-me preparado para o que desse e viesse Tentei me blindar contra o tédio e o estresse Desdenhei das expectativas que punham em mim Transformei em começo o que supunham ser fim Julguei-me capaz de contornar qualquer aperreio Forjei desculpas que justificassem meu devaneio Alimentei meu ego Deixei subnutrido meu coração Então me vi cego Vendado e iludido pela razão Lá estava eu... Cheio de si... Imbatível... Testando meus argumentos Protegido pelo breu... Eu me senti... Insensível Alheio aos meus fragmentos Quer mesmo saber? Falhei Neguei a atenção que me foi requerida Ocupei-me demais Perscrutando oceanos abissais Ignorando as riquezas da superfície Cansado de ver sempre a mesma mesmice Quer mesmo saber? Flagrei-me Ao tentar convencer-me que assim é a vida Preocupei-me bem mais Ao dar-me conta do quanto é fugaz Pra se perder tempo com idiotice Pois tempo não é coisa que se desperdice

JESUS, DEUS PRESENTE, PRESENTE DE DEUS Deus despido para nos agasalhar. Deus solitário que nos oferece companhia.
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JESUS, DEUS PRESENTE, PRESENTE DE DEUS Deus despido para nos agasalhar. Deus solitário que nos oferece companhia. Deus traído que se mantém fiel. Deus faminto que nos oferece pão. Deus sedento que nos sacia a alma. Deus vulnerável que nos dá proteção. Deus fraco que nos empodera. Deus pobre que nos garante provisão. Deus louco que expõe a futilidade de nossa sabedoria. Deus condenado que defende réus. Deus que ama quem não merece ser amado. Deus operário que nos promete descanso. Deus que chora nossas dores. Deus que festeja nossos êxitos. Deus que lamenta nossos fracassos. Deus que compreende nossas limitações. Deus que perdoa nossas falhas. Deus que apaga nossas mágoas. Deus que encerra ciclos e renova todas as coisas. Deus que ressignifica nossas tragédias. Deus que rompe nossa indiferença. Deus que morre nossa morte para vivermos sua vida. Deus que abastece de esperança a dispensa de nossos corações.

DIAS MELHORES Troque as boas lembranças pela esperança de dias melhores.
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DIAS MELHORES Troque as boas lembranças pela esperança de dias melhores. Só não te esqueças: o que sempre plantas é o mesmo que sempre colhes. Se semeias misericórdia, compaixão ceifarás. Mas se juízo semeias, nele te condenarás. Se semeias tolerância, a ela tu recorrerás. Mas se ódio e preconceito, neles tu te arruinarás.

A DIFERENÇA ENTRE MORAL E ÉTICA Imagine uma calça. Ela tem três aberturas: a da cintura e as das duas pernas. A abertura da cintura representa a moral. Ela é ajustável de acordo com o peso que damos às coisas. Para isso, temos o costume de usar um cinto que equivale às regras d…
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A DIFERENÇA ENTRE MORAL E ÉTICA Imagine uma calça. Ela tem três aberturas: a da cintura e as das duas pernas. A abertura da cintura representa a moral. Ela é ajustável de acordo com o peso que damos às coisas. Para isso, temos o costume de usar um cinto que equivale às regras da etiqueta. Ora mais justa, ora mais folgada, a moral muda com o tempo. Ela atua, sobretudo, na área da sexualidade. Por isso, como extensão da cintura, há um zíper que deve ser mantido fechado em público. Já as aberturas contidas na boca de cada perna são fixas. Isto é, não são ajustáveis como a cintura. Elas representam a ética. São duas porque a ética diz respeito à maneira como convivemos com quem está para além de nós. O que vale para um, vale para o outro. Ninguém anda com uma perna boca-de-sino e a outra no estilo 'pescando siri', ou uma dobrada para dentro e outra para fora. Elas devem ter o mesmo modelo, comprimento, espessura. Assim é a ética. Independe do peso que atribuamos a uma ou outra questão. Independe da época ou da circunstância. Tenho a impressão que temos invertido as coisas. Damos à moral o valor que deveria ter a ética, e à ética o valor que tem a moral.

Não quero que meus inimigos sejam envergonhados, e sim, perdoados. Não quero que sejam expostos, mas que tenham sua consciência iluminada. Não quero que se sintam humilhados, mas amados. Afinal, nossas armas não são carnais, mas espirituais e poderosas em Deus para destruir as fo…
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Não quero que meus inimigos sejam envergonhados, e sim, perdoados. Não quero que sejam expostos, mas que tenham sua consciência iluminada. Não quero que se sintam humilhados, mas amados. Afinal, nossas armas não são carnais, mas espirituais e poderosas em Deus para destruir as fortalezas nas quais nos entrincheiramos. E a única munição compatível com nosso arsenal é o amor. Refiro-me àquele amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Que não suspeita mal. Que não constrange o outro. Que não se porta de maneira inconveniente. Que não arde em ciúmes. Que não inveja, nem se vangloria. Que não se incomoda com a felicidade alheia. Por um amor assim vale a pena viver.

A FÚRIA DO AMOR A FÚRIA DO AMOR – 13/01/2018 Ah, o amor...
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A FÚRIA DO AMOR A FÚRIA DO AMOR – 13/01/2018 Ah, o amor... O amor não se porta inconvenientemente... não expõe ninguém ao constrangimento, nem fere seus escrúpulos. O amor não busca os seus próprios interesses... não impõe sua agenda particular em detrimento do bem comum. O amor não se irrita... não perde a compostura. O amor não suspeita mal... ainda que tudo indique haver culpa no cartório. O amor jamais diz "bem feito!", pois não se alegra com a injustiça, mas com a verdade, mesmo que esta nos desaponte. O amor tudo sofre... até a maior decepção. O amor tudo crê... mesmo quando há tantas dúvidas e perguntas sem resposta. O amor tudo espera... ainda que o tempo pareça esgotar-se. O amor tudo suporta, tudo releva, tudo perdoa... inclusive a mais dura e cruel verdade. O amor jamais se acaba... Ele pode mudar de estado assim como a água, esfriando até congelar, ou aquecendo até evaporar, mas jamais deixa de existir. Ele pode até fluir discretamente sob o solo, infiltrando-se pelas paredes ou jorrar com força feito um chafariz; ele pode açoitar as rochas feito ondas ou gotejar serenamente como uma garoa, mas jamais deixa de fluir. Como um rio, ele contorna obstáculos e segue até desaguar no mar, seu destino. Não ouse represa-lo, pois com o tempo, sua fúria irrompe os diques, inundando tudo à sua volta sem nem mesmo respeitar os limites do seu próprio leito.