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Frases de Hermes Fernandes

483 frases

Ambidestro Desnudo minh’alma devagar, peça a peça
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Ambidestro Desnudo minh’alma devagar, peça a peça Ninguém sequer nota Meu escudo é o trauma de ter vida destra e alma canhota Nem tudo me acalma Nem me interessa Me aponte uma rota Iludo a palma da mão que tem pressa e a outra boicota Ao espelho sem pose Somente reflexo Imagem reversa Se a lente der close Verá quão complexo é o ser que dispersa Sob várias camadas Sob a superfície Esconde-se o magma Energias domadas Um vulcão na planície Onde o ser não estagna Meu prazer será ultrapassar meu dever Vou extravasar, porque não há o que esconder

Diário de bordo Querido diário de bordo Acabei de embarcar
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Diário de bordo Querido diário de bordo Acabei de embarcar Que a viagem seja tranquila Tão serena quanto o mar Já até me aconcheguei Vou dormir até o cais Neste barco sou o rei Não perturbem minha paz Querido diário de bordo Sinto o barco balançar E por pouco não acordo Vamos ver onde vai dar Se for só uma marola fico quieto em meu canto Meu timão Deus quem controla Pra que todo este espanto? Ouço gritos no convés Corre-corre pela nau Da cabeça até os pés Eu me cubro integral Deve ser um pesadelo Logo, logo vai passar Quer por medo ou desmazelo Me recuso a aceitar Querido diário de bordo Alguém bate à minha porta Quem sou eu? Já nem recordo E quem é que se importa? Ei amigo, por que dorme? Todos fazem sua prece A tormenta está enorme É melhor que se apresse Por acaso você sabe a razão desta má sorte? Tanta água aqui não cabe Não há barco que suporte Sou rebelde e infiel Não devia estar aqui Do juízo sou o réu A Deus desobedeci Não me poupem, por favor É melhor lançar-me ao mar Não duvidem, o furor certamente acalmará Quero ser um homem honrado Não descartem a esperança Depois que eu for lançado Virá logo a bonança Ao ouvir meu argumento tão estranho, tão insano Sem remorso ou lamento me lançaram no oceano O meu corpo cai inerte e chega ao fundo do abismo Lanço na morte o meu flerte Lá se vai meu otimismo Pelo menos ninguém mais vai pagar pelo meu ato Se eu sofrer, sofro em paz É mais justo e sensato O que foi que aconteceu? Onde é que fui parar? Este cheiro, este breu No inferno devo estar Oh Senhor, ouve minha prece Recebi o que merece todo que te aborrece e a tua Lei desobedece Oh Senhor, ouve minha voz Eis-me aflito, arrependido Meu castigo é atroz Porém, justo e merecido Quero a chance de seguir O caminho que traçaste Que eu alcance no porvir Tudo o que Tu planejaste Querido diário de bordo Uma luz à frente raia De alegria me transbordo Vomitado nesta praia O que foi que me engoliu Parecia meu castigo Era a graça que sorriu e me pôs em seu abrigo

Avalanche Não repare minha voz estar fanha Se algo me engasga e embarga
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Avalanche Não repare minha voz estar fanha Se algo me engasga e embarga Nem me encare, pois o trauma me acanha O que era doce me rasga e amarga Quero expor o que quer que eu tenha Dar à luz, pois minh’alma está prenha Sensatez naquele que sonha cede a vez à dor e a vergonha Não importa o que se proponha Travesseiro perdeu sua fronha Se quer me encontrar, então venha Se vai me acessar, eis a senha Mas para conter a avalanche O perdão em vez da revanche Se custou pra montar, não desmanche Se já está limpo, não manche Perdoe-me se te insulto Se exponho o que estava oculto Do que vale se tudo te estranha Se nem tua superfície arranha Só há cura se a ferida é exposta Se o amor for além da aposta

Jogo da vida A banca está aberta para quem quer apostar
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Jogo da vida A banca está aberta para quem quer apostar Se falha ou acerta só sabe quem pagar O futuro está em jogo roletas a girar Depois de aceso o fogo quem pode apagar? Os dados viciados garantem a ilusão os mesmos resultados eis a conspiração! Rebeldes contra o mal Que rompem com o jogo desleal Vamos nos rebelar e toda injustiça denunciar Prudência não faz mal Quem vence é quem luta até o final Não é questão de sorte nem jogo de azar Nem sempre é o forte que entra pra ganhar Se a regra agora é esta as fichas vou lançar O que me espera é festa O futuro certo está

Desejo que nossos sonhos de consumo não nos consumam! Que nosso amor ao poder não nos torne insensíveis ao poder do amor. Que aprendamos a dar valor às pequenas coisas que verdadeiramente dão sentido à vida, e nos desapeguemos daquelas que insistem em nos convencer de que são ess…
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Desejo que nossos sonhos de consumo não nos consumam! Que nosso amor ao poder não nos torne insensíveis ao poder do amor. Que aprendamos a dar valor às pequenas coisas que verdadeiramente dão sentido à vida, e nos desapeguemos daquelas que insistem em nos convencer de que são essenciais

Nele, a existência é redimensionada. Pontos absurdamente desconexos são ligados. Peças soltas se encaixam. Ao desprezível se atribui valor. Ao excluído se reserva assento entre os príncipes e por eles é servido. O assimétrico se harmoniza. A dissonante encontra seu lugar na grand…
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Nele, a existência é redimensionada. Pontos absurdamente desconexos são ligados. Peças soltas se encaixam. Ao desprezível se atribui valor. Ao excluído se reserva assento entre os príncipes e por eles é servido. O assimétrico se harmoniza. A dissonante encontra seu lugar na grande sinfonia da vida. O fugaz se eterniza. A vida reencontra seu sentido original.

Haja o que houver, faça o bem. Se fizer movido por culpa, sua consciência o absolverá. Se fizer por constrangimento, certamente poupará sua imagem do desgaste público. Se fizer para se promover, os holofotes lhe acharão. Se fizer por medo, sentirá alívio em sua alma. Mas se fizer…
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Haja o que houver, faça o bem. Se fizer movido por culpa, sua consciência o absolverá. Se fizer por constrangimento, certamente poupará sua imagem do desgaste público. Se fizer para se promover, os holofotes lhe acharão. Se fizer por medo, sentirá alívio em sua alma. Mas se fizer por amor, você experimentará a maior de todas as alegrias. A absolvição da consciência só dura até o próximo pecado. Sua imagem só será poupada até o próximo escândalo. Seus medos eventualmente voltarão a lhe assombrar. Mas a alegria proporcionada pelo amor durará para sempre.

A miséria que a sociedade prefere varrer para debaixo do tapete nada mais é do que os efeitos colaterais de uma sociedade consumista, hedonista e egoísta ao extremo. Não basta sacudir o tapete, fazer a faxina. Temos que rever nosso estilo de vida e aprender a compartilhar em vez…
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A miséria que a sociedade prefere varrer para debaixo do tapete nada mais é do que os efeitos colaterais de uma sociedade consumista, hedonista e egoísta ao extremo. Não basta sacudir o tapete, fazer a faxina. Temos que rever nosso estilo de vida e aprender a compartilhar em vez de concentrar e desperdiçar.