A posse sempre é uma via de mão dupla. Somos possuídos por aquilo que julgamos possuir.
Frases de Hermes Fernandes
483 frases
Nosso alvo deveria ser ter cada vez menos razão para nos arrepender. E para tal, temos que acertar mais, errar menos.
Quanto menos vulneráveis à compaixão, mais vulneráveis às paixões.
Quando a alegria do outro não mais te ofender e à sua tristeza não disseres "bem feito!", então terás alcançado um coração semelhante ao de Cristo.
Deus só justifica aquele que admite não haver justificativa para os seus erros.
A diferença entre ser econômico e ser avarento? Simples. O avarento só é econômico com o que é dele, mas é pródigo com o que é dos outros.
Tem que ser muito homem para ter a coragem de expor seus sentimentos sem temer ser ridicularizado. Afinal de contas, homem tem que ser corajoso! Há que se ter mais coragem para dizer o que sente do que para dizer o que pensa, para expor uma emoção do que para expressar uma opiniã…
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Tem que ser muito homem para ter a coragem de expor seus sentimentos sem temer ser ridicularizado. Afinal de contas, homem tem que ser corajoso! Há que se ter mais coragem para dizer o que sente do que para dizer o que pensa, para expor uma emoção do que para expressar uma opinião. Tem que ser muito homem para admitir sua fragilidade e suas limitações. Tem que ser muito homem para conter seus desejos e paixões e direcioná-las a uma única mulher. Tem que ser muito homem para reconhecer seus erros e pedir perdão. Tem que ser muito homem para jamais trair uma amizade, mesmo que o amigo não lhe seja tão leal. Tem que ser muito homem para manter sua palavra e cumprir o que prometeu, mesmo que lhe custe um grande prejuízo. Tem que ser muito homem para correr qualquer risco a fim de fazer feliz a quem se ama. Tem que ser muito homem para não esmorecer diante das lutas e não se render ao desânimo. Tem que ser muito homem para manter acesa a chama da esperança mesmo em meio à mais devastadora tempestade. Tem que ser muito homem para levar a vida com leveza e rir de si mesmo sem perder a ternura. Tem que ser muito homem para se calar reverentemente diante de um espetáculo da natureza como um pôr-do-sol ou o canto de um passarinho. Tem que ser muito homem para romper com os grilhões da mesmice e surpreender os que o julgavam previsível. Tem que ser muito homem para ser firme em suas convicções, mas vulnerável em suas emoções. Homem que é homem chama para si a responsabilidade, sem jamais deixar de ser menino, franzindo a testa ante as injustiças, mas mantendo nos olhos a pureza da ingenuidade.
Há que se ter mais coragem para dizer o que sente do que para dizer o que pensa, para expor uma emoção do que para expressar uma opinião.
As mais exuberantes praias do Caribe devem sua beleza à passagem dos mais devastadores furacões.
Quem merece seu perdão jamais precisou dele.
Quem te pede prova de amor prova não te amar.
Entre aspas - Um poema Para quê tantas asneiras Se inventaram as “aspas”?
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Entre aspas - Um poema Para quê tantas asneiras Se inventaram as “aspas”? Uns comem pelas beiras Outros se fartam de raspas Desqualificam o oponente Expondo-o ao ridículo Vale é o escândalo recente Não importa o seu currículo Quem nos deu procuração Pra pensar pelos demais? Se quiser dar sua opinião Tem que provar ser capaz Basta dizer o que pensa E as pedras lhe atingirão Porém sua recompensa Vai além de se ter a razão Se deles recebe sentença de Deus vem seu galardão Ser autêntico tem um preço Quem se dispõe a pagar? Se agrado ou se aborreço Ou se vão me difamar No meu rumo permaneço Sei aonde vou chegar Não me tratem pelo título Entre aspas ou colchetes Isso é só mais um capítulo Falem grosso ou em falsetes Só me nego andar em círculo iludido entre verbetes Por Hermes C. Fernandes em 26/06/2014
Se não quer amar, não ame. Mas não difame.
Moisaico - Por Hermes C.Fernandes em 11-06-2014 Peça a peça vou montando meu mosaico. Onde o novo se mistura ao arcaico.
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Moisaico - Por Hermes C.Fernandes em 11-06-2014 Peça a peça vou montando meu mosaico. Onde o novo se mistura ao arcaico. Numa busca pelo que faça sentido. Algo que talvez não seja exprimido Pelos lábios... Algo que jamais venha ser esquecido Pelos sábios... Pelos tolos... Pelos loucos... Sonhadores Por poetas... Por profetas... Visionários... Uma imagem vejo, uma silhueta Não a identifico, não tem etiqueta. Falta uma peça no quebra-cabeça Busco em toda parte antes que anoiteça Finalmente encontro uma peça avulsa Ela não se encaixa, a si mesmo expulsa Algo errado... Penso em aparar um pouco as arestas E forçar passagem por outras frestas Mas não adianta querer dar um jeito Não terá no fim o desejado efeito Algo errado... Inadequado... Fora de lugar... De repente algo chama minha atenção Uma peça que parece destoar Nem usando toda imaginação Dá pra encaixá-la no mesmo lugar Como pude deixar isso acontecer? E a harmonia almejada se perder Vejo o formato da peça em questão Perfeitamente se encaixa n’outro vão E a outra que por pouco deformei Eis o seu lugar, finalmente encontrei
Apenas, ame. Se há quem contra ti trame, ame.
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Apenas, ame. Se há quem contra ti trame, ame. Se houver quem te difame, ame. Se te expõem ao vil vexame, ame. Se não há quem por ti clame, ame. Se te cercam de arame, ame. Se submetem-te a exame, ame. Não procure quem te aclame, apenas, ame.
Tão-somente, perdoe Se há quem de ti destoe, perdoe.
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Tão-somente, perdoe Se há quem de ti destoe, perdoe. Se há quem de ti caçoe, perdoe. Se há quem te atraiçoe, perdoe. Se há quem sempre te magoe, perdoe. Se há quem te amaldiçoe, tão-somente, perdoe.
Como lidar com o preconceito? Se você já foi vítima, sabe como dói. Então, não vitimize ninguém. Não pague com a mesma moeda para não retroalimentar o ciclo. E jamais reforce o esteriótipo adotando um comportamento correspondente às expectativas que o preconceito lhe impõe. Surpr…
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Como lidar com o preconceito? Se você já foi vítima, sabe como dói. Então, não vitimize ninguém. Não pague com a mesma moeda para não retroalimentar o ciclo. E jamais reforce o esteriótipo adotando um comportamento correspondente às expectativas que o preconceito lhe impõe. Surpreenda seus algozes. Trate-os com amor.
Conto de Enfado (Perdido) Não há placas na floresta Que me apontem uma trilha
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Conto de Enfado (Perdido) Não há placas na floresta Que me apontem uma trilha Já nem sei quanto me resta Alguns metros ou uma milha No meu barco há uma fresta Estou preso numa ilha O que antes era festa Revelou-se armadilha Ora o meu ser protesta Ou se engaja na guerrilha Se o pavor se manifesta Não me escondo na escotilha Que fortuna indigesta! A lanterna está sem pilha! Se tem uma, me empresta Luz que é luz se compartilha O meu coração detesta Freio que perde a pastilha Gente séria e modesta Não se exalta, nem se humilha Toda árvore no apogeu sempre aponta para o alto Não há rastro de pneu, Nem sinais ou mesmo asfalto Paraquedas de ateu Não me servem neste salto A ferida me doeu Inútil é gritar bem alto Do meu grito ouço o eco Pois sou gente, não boneco Se acerto ou se peco Minha paz que hipoteco Extraíram meu sorriso Do molar até o siso Me deixaram duro e liso Deixaram o chão, levaram o piso Só me acho, se perdido Minha alma não se espanta Não me poupo, fui ferido Pela mão que me acalanta Já não caio neste conto Nem no canto da sereia Que diante do confronto Sem ter pernas, esperneia Pois o raio nunca cai duas vezes na areia Presa fácil, nunca mais Eu rompi com sua teia Hoje volto a sorrir, Mesmo que quase banguela Meu caminho vou seguir Pra tristeza não dou trela Restam os dentes da frente os caninos e os incisivos Só caminho com gente decente Mais que fichas em arquivos Confiança quando se quebra, De uma vez se esfacela Nem tudo se celebra É meia-noite, Cinderela!
Um dia como outro qualquer - Poema Natalino Marcos Um dia como outro qualquer
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Um dia como outro qualquer - Poema Natalino Marcos Um dia como outro qualquer Sua voz ecoou pelas praias da Galileia Não se ouvia um ruído sequer Começava ali sua incrível odisseia Arrependei-vos pois chegado é o tão esperado reino dos céus Não mais por força, mas pela fé Que das faces caiam os véus Lucas Mas esta história não começa aí Antes desta cena tantas coisas vi E o que não vi, alguém relatou Por isso escrevi e aqui estou Um jovem profeta o antecedeu abrindo o caminho para o Galileu Seu nome João de apelido Batista Por onde passou deixou sua pista Em pleno deserto atraiu multidões De longe e de perto, tocou corações Pregou conversão dos pais aos filhos E do coração dos filhos aos pais Reuniu após si tantos andarilhos Gente humilde que anelava por mais Até Jesus foi por ele batizado No rio Jordão, ao cumprir-se o prazo Diante de todos por Deus aclamado: Este é meu filho, meu filho amado A Ele ouvi, n’Ele me comprazo Marcos O próprio João também deu testemunho Se com água batizo com meu próprio punho Com fogo e Espírito Ele vos batizará O Cordeiro de Deus é quem vos conduzirá Ao ouvir tais palavras muitos o seguiram Todos te abandonam, alguém insinua Convém que Ele cresça e eu diminua João respondeu aos que o arguiram Cheio do Espírito, doentes curou A um povo faminto Ele alimentou Sinais indicavam: seu reino chegou! Amor verdadeiro Ele demonstrou Mateus Mas a história também não começa daí De onde terá vindo o jovem galileu? Alguém, por favor, queira me ouvir Pois vou lhes contar como nasceu Um anjo do céu a uma virgem apareceu Anunciando que ela havia sido escolhida Seu ventre hospedaria o filho de Deus Nela se geraria o Salvador, o autor da vida Sobre ela viria o Espírito Santo E a cobriria com seu próprio manto O que para muitos seria um espanto Pro mundo inteiro, motivos de canto Foi lá em Belém que ocorreu seu natal Seu primeiro berço foi uma manjedoura Embalado ao som do coro angelical Anunciando aos homens a paz duradoura Guiados por um astro de brilho intenso Magos vieram prestar-lhe homenagem Trouxeram-lhe ouro, mirra e incenso Só de ver o menino, já valeu a viagem João Sinto informar, a história vem de muito antes É anterior às minas de ouro e diamantes Aquele menino nos braços da jovem Maria O Verbo Divino, antes de todos os antes já vivia Sem Ele nada do que existe, existiria Ele é a Palavra que deu origem ao universo Ele é o poema de Deus em prosa e verso Que tem o direito de exercer primazia Até Sua cruz, seu perfeito sacrifício Se deu antes da fundação do mundo Nem mesmo a luz acesa desde o início Antecedeu o Cordeiro Moribundo O que a outros parece apenas loucura Para os que creem é a sabedoria suprema Nele encerrou-se toda a procura Cessou-se de vez nosso maior dilema
A igreja está para a nova humanidade o que o casulo está para a borboleta. Já não somos a lagarta (velho homem), mas ainda não alcançamos a perfeita humanidade. Estamos em plena metamorfose.
A igreja que vai durar para sempre é o rebanho, não o aprisco. Todos os apriscos desaparecerão para que haja um só rebanho e um só pastor.
A igreja enquanto instituição é apenas a placenta que envolve o embrião da nova humanidade. Tão logo a criança nasça, a placenta será descartada para sempre.
Ostras fechadas Avançar em alto mar berçário de suas ondas
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Ostras fechadas Avançar em alto mar berçário de suas ondas Mergulhar para encontrar Cenário em que escondas... Pérola de valor que ninguém calculou Que custou tamanha dor Mas que cicatrizou Conchas abertas, sempre vazias Seus cacos se espalham por toda a areia Ostras fechadas, guardam segredos Nunca cantados por qualquer sereia Não há prazer sem dor Nem liberdade sem pressão Onde houver luz há cor Na profundidade está a paixão Molhar os pés na beira-mar Nunca me satisfez Em seus tonéis me embriagar Perder a lucidez Desbravar seu oceano Sem mapa do tesouro Me entregar Tornar-me insano Por algo duradouro Seus corais vou vislumbrar Em cores sem iguais Em seus corais vou entoar O que se ouviu jamais Conchas abertas, sempre vazias Seus cacos enfeitam castelos de areia Ostras fechadas, guardam segredos Nunca cantados por qualquer sereia Pois é dom do amor da liberdade abrir mão Fidelidade é Ceder ao outro a razão O genuíno amor De coisa alguma faz questão Felicidade é Dar à saudade ocasião
A solidão do sol se deve à intensidade de seu brilho. A lua descobriu que é melhor brilhar menos, mas ter a companhia das estrelas.