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Frases de Henry Santos

13 frases

⁠Vem vindo a primavera, com ela quero ficar. Pois dela nascem coisas belas, mesmo que ainda não tenha chegado. Não importa, quando chegar, que chegue carregando alegria.
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⁠Vem vindo a primavera, com ela quero ficar. Pois dela nascem coisas belas, mesmo que ainda não tenha chegado. Não importa, quando chegar, que chegue carregando alegria. Novos sonhos, novos amores. Que renove a tudo e a todos. Dela fiz uma cabana recheadas de recordações e algumas não tão boas, mas lá habita o jovem e o velho, o que esta por vir e o que ficou. Seria como o desabrochar de uma flor, mostrando-nos a vida minuciosamente com todos seus percalços e desafios, sendo como a primavera breve, quando se vai deixa apenas um até mais.

⁠Queria alguém para dividir sonhos, não somente os meus os dela também. Uma amiga, parceira, alguém para viajar, conhecer novos lugares. Pelo mesmo proposito, juntos e unidos mesmo com dificuldades.
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⁠Queria alguém para dividir sonhos, não somente os meus os dela também. Uma amiga, parceira, alguém para viajar, conhecer novos lugares. Pelo mesmo proposito, juntos e unidos mesmo com dificuldades. Alguém que me fizesse feliz e assim também fazê-la feliz. Estar a frente, lado a lado.

⁠Tenho sido desonesto comigo mesmo, Tenho deixado o que importa para mim em último lugar, Na tentativa vaga de talvez a encontrar-la.
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⁠Tenho sido desonesto comigo mesmo, Tenho deixado o que importa para mim em último lugar, Na tentativa vaga de talvez a encontrar-la. Esta corrida interminável, Talvez acabe. Não tenho sido eu mesmo algum tempo, Por medo e a idade tenha me pegado. O tempo não tem sido generoso, Só tem sido apressado. Vagarosamente recolho-me as montanhas, Na eterna fogueira tenho-me sentado. Ouvindo um velho sabio repedidamente...

⁠As folhas se desprendem de seu galho, Em um repouso lento estas caem, Entretanto, longe de onde prendeu-se.
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⁠As folhas se desprendem de seu galho, Em um repouso lento estas caem, Entretanto, longe de onde prendeu-se. Agora distante resta apenas o rumo qual o vento levará, Poderá cair e jamais levantar-se, Poderá pousar em uma imensidão sem fim. Com sorte pousará em terra fértil e distante de onde nasceu, Crescerá e uma nova história será contada... Folhas

⁠O que há Em todas as ruas há alguém em prantos, não há o sorriso puro, apenas dor
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⁠O que há Em todas as ruas há alguém em prantos, não há o sorriso puro, apenas dor Nas esquinas das ruas há aqueles que vendem sonhos Não aqueles que pode-se almejar ou até se quer tê-los em segredo, mesmo que guardados ou escondidos, pois estes sonhos não são meus O que há nestas pessoas que dizem sempre "como antigamente" O que não há na atualidade Há nada porque o ontem já passou e o que pendura é o hoje O mesmo rio que nasce em sua fonte não sera mais o mesmo onde deságua...

⁠Hoje sobretudo o que sinto é solidão Mesmo uma casa cheia, com seus gritos e risos ou choros Alguém sempre sentirá esta infinda sensação
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⁠Hoje sobretudo o que sinto é solidão Mesmo uma casa cheia, com seus gritos e risos ou choros Alguém sempre sentirá esta infinda sensação O desejo se desvai e resta apenas o puro e o real sentimento de solidão Não haverão amigos, irmãos ou país Haverá apenas ou talvez a mais pura sensação Talvez por escolha ou destino Que lhe concerne mostrou-se ser perspicaz, Talvez esse seja o sonho mais lucido, que pude ter.

Soneto da Felicidade ⁠Há quem diga que para ser feliz, Precisa-se de algo ou alguém,
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Soneto da Felicidade ⁠Há quem diga que para ser feliz, Precisa-se de algo ou alguém, Mas sabedoria é saber que o que diz É que sempre precisamos de alguém ou algo, também. Eu digo que tenho ambos, com certeza, Mas felicidade é mais do que isso, É ter em mente que cada beleza, Está nas coisas simples do dia a dia, no seu puro sorriso. Felicidade é ter domingos fartos, De boas conversas e risadas sem fim, De amigos por todos os cantos, E de momentos de paz dentro de mim. Ela também está nos cantos e choros, Nas brigas que nos fortalecem, E no consolo que encontramos no amor, Felicidade é estar presente em tudo que desejamos e merecemos.

⁠Eu, o Inverso Reflexivo Rescindi a espera, mas persisto Estranho, entre os demais me emaranho
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⁠Eu, o Inverso Reflexivo Rescindi a espera, mas persisto Estranho, entre os demais me emaranho Na lucidez plena das escolhas, incertas ou certas. O peito pressiono com incertezas, Noites sem fim, acordado, Determinado a decifrar razões no caos entrelaçado. Ao artista nobre, hora de cerrar as cortinas, Concluir a obra, acenar com um adeus breve. Persistirá na memória, talvez efêmera, Abre-se espaço ao novo, ao porvir, ao que se tece. E, num ciclo eterno, algum dia, o sol ressurgirá...

⁠Novidades Distantes Ao horizonte, um barco se aproxima, Carregando novidades para os habitantes
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⁠Novidades Distantes Ao horizonte, um barco se aproxima, Carregando novidades para os habitantes Desta cidade serena, antes pacata. Insumos e especiarias chegam de terras longínquas, Um suspiro de exotismo em outro continente. Mas, além disso, há algo verdadeiramente novo? No convés, novos rostos, talvez portadores de sonhos. O sonho, entretanto, pode ter partido com a brisa marítima. Tantos lugares incríveis à disposição, onde a felicidade é completa. Escolheram este local, este cantinho do mundo. Uma decisão que pode soar como perda de esperança. Talvez, chegaram aqui para encerrar ciclos, Deixar memórias onde ninguém conhece seus nomes.

Ainda Há Sombra (O Bipolar Contra o Mundo) Há uma sombra nefasta em torno de mim,
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Ainda Há Sombra (O Bipolar Contra o Mundo) Há uma sombra nefasta em torno de mim, que habita o que ignoro, permeia o que finjo não sentir. Carrego uma certeza que me apavora: não há nada, nem ninguém, capaz de me entender. Sigo na redoma, preso, rodando em ciclos intermináveis, como quem gira no próprio abismo. Mesmo quando encontro a sombra, a resposta é clara, e pesa — pesa como a taça de um vinho caro, como a fumaça lenta do charuto de luxo — luxos inúteis. E, ainda assim, não me contento. Por horas vago, me perco, me desfaço, e nas horas mais lúcidas, paradoxalmente, é quando mais me encontro — como uma perdiz fugindo do tiro, assustada, perdida, viva, mas só até o próximo disparo.

⁠Arquirrival da Tristeza (Dilemas de um Bipolar – Henry Santos, 2025) Sou arquirrival da tristeza,
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⁠Arquirrival da Tristeza (Dilemas de um Bipolar – Henry Santos, 2025) Sou arquirrival da tristeza, Mas, na mesma mesa, dividimos as mesmas angústias. Bebemos do mesmo vinho, Comemos da mesma solidão servida em silêncio. E, como quem entende a dor, A tristeza também sorri... Mas seu sorriso não é alegre, nem contagiante. É apenas o reflexo nu de uma emoção que não sabe mentir. Ela não partilha... Ela permanece. Fica. Se aloja nas frestas das horas, E, quando parece partir, Basta o apito distante de um trem... E ela retorna. Sua presença é plena, quase obrigatória, Ainda que alguns finjam não vê-la, Ou recusem senti-la. Talvez eu seja seu melhor amigo, Pois, mesmo sendo tristeza, Ela é pontual como um relógio quebrado: Sempre aparece na mesma hora... Sem ligar, Sem avisar, Sem pedir permissão... Ela apenas chega.