“Querer “ter” Conhecimento não é querer ser Livre ou procurar a Liberdade, mas estar preso ao próprio desejo de Descobrir”.
Frases de Henrique de Shivas
143 frases
De todos os sentimentos, a vingança e o ódio são os únicos que não podem andar separados. Saber usá-los é próprio de um gênio.
Amar não é estar alegre por si mesmo, mas feliz pelo outro: quem se sente feliz pela felicidade do outro é porque ama.
Nem mesmo a morte é capaz d’apagar aquele amigo que ficou ainda vivo em nossas lembranças: ela que é a maior de todas as desilusões humanas.
A família é um bem precioso que merece suprema atenção e reflexão.
A amizade é um fenômeno social onde se celebra uma nova família, e esta parece ser tão antiga quanto a própria vida.
E a roupa, e o perfume, quantos delícias não trazem para aquele que deseja, para aquele que sonha, para aquele que alucina?
A Estrela e o Navegante, e em pensar que algo tão insignificante e distante, significa para o homem o caminho de volta para casa.
“Querer ser livre é estar preso ao próprio desejo de ser livre. Enfim, um paradoxo que a razão ordinária não compreende”.
“O galo tem um peculiar orgulho: porque, além de “comer” todas as galinhas; ainda acorda a vizinhança”.
“O verdadeiro pensador é aquele que não rubrica seus pensamentos com a vaidade de seu próprio nome”.
A Inveja Hoje eu vi nos olhos das pessoas, O seu segredo de inveja,
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A Inveja Hoje eu vi nos olhos das pessoas, O seu segredo de inveja, De querer ser o que não é. Suas vidas são tristes, é certo. Seus semblantes pesam demasiadamente, É porque em si não encontram a si mesmas, É lá no Outro que procuraram existir.
Manifesto Geração Devaneio Nós que amamos o devaneio, as forças-ocultas que explodem fantasia no domínio da consciência... Nós que estudamos a finco a vida, o cemitério dos ideais, a fortaleza das atitudes. Lançamo-nos trementes d’expectativa pelas estradas-obscuras da curiosida…
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Manifesto Geração Devaneio Nós que amamos o devaneio, as forças-ocultas que explodem fantasia no domínio da consciência... Nós que estudamos a finco a vida, o cemitério dos ideais, a fortaleza das atitudes. Lançamo-nos trementes d’expectativa pelas estradas-obscuras da curiosidade, em uma espécie de peregrinação rumo ao desconhecido-lar dos prazeres, dos enigmas, das revelações, em busca de Bacco e todos os santos da alegria. Nós que depredamos tudo aquilo que não compete aos nossos reais-sentimentos... Discordamos da lógica, da coerência, e fazemos uma revolução que começa com a transubstanciação de nossa própria alma-particular. Uma alma que se transmuta em vinho; um vinho que dá forças – néctar que fomenta a voz de verdades proclamadas com eloqüência-espiritual, transcendente, divinal. Uma voz que, das Trevas do Espírito, faz tremer como trovão os Firmamentos do Destino; balançando e destruindo dogmas que estão impregnados na língua da opinião – explodindo sóis! Há uma geração de poetas que assim pensam, que assim fazem, que assim delineiam... Que assim revolucionam os domínios onde o capital ainda não comprou definitivamente a cabeça das pessoas. O templo-budista onde a palavra desses poetas faz-se luz e escuridão são os bares espalhados pela Cidade-Perdida. Lá eles oram blasfêmias e gargalham dos ordinários conformados com uma vida de limitação, conformação e diversão controlada pela Lei. Nós que devassamos o conceito-comum do social, aquele conceito que existe pra corromper e nos fazer seguir um caminho-determinado. Preferimos andar em ziguezague; tropeçando nos espinhos que em suas pontas brilham venenos que embriagam a alma, e elevam-na ao Nirvikalpa Samadhi das emoções. Um brinde a todos que assim pensam, que assim fazem, que assim delineiam. Um brinde a todos que amam a Baudelaire, a Rimbaud e todos os poetas-malditos que tanto contribuíram para formação de uma mentalidade cada vez mais forte, maciça e imortal. Subvertemos o meio para torná-lo um meio-risível, chocante, alucinante. Viajamos pelo mundo a beber, a sorver o sonho, o delírio, a lombra. Pulamos para cair de cabeça no duro solo dos prazeres; quase quebramos as “vértebras da sobriedade” com pulo tão ousado e perigoso.
Teu Beijo Neste desejo De beijar
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Teu Beijo Neste desejo De beijar O teu beijo Amaciar Tua pele Nesta dura Loucura De saciar Uma dor Que vem Do fundo De uma paixão Sem coração Eu me regozijo Com um lampejo Impar Do teu olhar Neste desejo De beijar O teu beijo
“Não sei se sentimentos são razões da alma ou instintos disfarçados de mulher; forçando, nós, homens, a buscar amor, num consolo desprezo. Ou, na dúvida que me cabe, não sei se é loucura dizer que louco é o ser dominado pelo sentimento, ou se o é insanidade ousar dominá-los. Mas,…
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“Não sei se sentimentos são razões da alma ou instintos disfarçados de mulher; forçando, nós, homens, a buscar amor, num consolo desprezo. Ou, na dúvida que me cabe, não sei se é loucura dizer que louco é o ser dominado pelo sentimento, ou se o é insanidade ousar dominá-los. Mas, de dúvida não me resta em pensamento... já porque a seguinte máxima me diz e me consola: - eis que respiro e sinto; nada mais importa, do que viver num colo de uma mulher carinhosa, e dormir”.
“O moralista não vê que suas opiniões são produtos do egoísmo de outras pessoas; hereditariamente, os homens morais, por sentirem-se bem com a situação sob a qual vivem egoistamente, impõem sua arrogância aos outros e depredam a si próprios”.
As frases nos conquistam, quando nos roubam, um pouco do mau-humor que possuímos.
“As grandes frases também são as mais sórdidas; quando o muito delas nos parecem agradar”.
“As coisas do coração não devem ser pensadas, devem ser vividas”.
Uma breve Indefinição do Eu I Nada pior, afirmo nada menos importante do quê, o deixar-se enganar pelas idéias de toda gente, não é mesmo? E cujas debilidades dos nossos pensamentos são como velhos sapatos furados, por onde entram desagradáveis pedrinhas.
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Uma breve Indefinição do Eu I Nada pior, afirmo nada menos importante do quê, o deixar-se enganar pelas idéias de toda gente, não é mesmo? E cujas debilidades dos nossos pensamentos são como velhos sapatos furados, por onde entram desagradáveis pedrinhas. II Embora eu não seja depositário de palavras delicadas para com as pessoas cuja mediocridade sobrepuja as montanhas, e não possua nenhum escrúpulo se não aquele de não agradar a ordinária gente, e quase que insuportavelmente falando para não agradar a vaidade alheia; penso: - em não mostrar-me a vós, gratuitamente. III Pois, para não relevar aqueles segredos que todo mundo esconde: - a nojeira de nossa própria personalidade; agradeço enfim, o intuito daqueles que lêem minhas palavras com olhos de um Judas. Se me entendes ou não, a traição da consciência é o pensamento pré-concebido. E muito pensamos por antecipação, sem nos apercebermos, não é mesmo? IV Aliás, evito pouco “tornar-me” claro no palavreado monográfico, pois, deixar-se enganar pela falsa noção de que as idéias que temos a respeito de uma dada coisa são verdadeiras, já é prova de tamanha estultice. Não é verdade? V E se és tu, “amigo” leitor, que “ais” de ler o que te escrevo agora; como um curioso: - deve-me suportar todos os perigos, se me queres conhecer. VI Garanto, pois; e não confiai tanto em mim!... não sejas mais um tolo no mundo; mas, assim mesmo, garanto não magoar-te nas chagas menos dolorosas. Sou bastante incauto para não tocar nas feridas da alma, quando estas ainda estão tão inflamadas. VII Sou como o tubarão a comer os cardumes do pensamento desprevenido. E custo a ser diferente de uma idéia que se faz de um ácido e da sua corrosão. VIII Embora novamente, isso pareça ser um mal, eu assim tão braviamente instável e corrosivo; e de não ter deixado nada de sólido e entendido em teus pensamentos; sabes, pois: - que “o Sábio sem conceito”, sabe quê, igual ao fogo a acender as madeiras mortas, servindo de aconchego na noite fria ao valdevino passante, ou igual ao tubarão a equilibrar os ecossistemas marinhos, às vezes, o que te feres demasiadamente levar-te-á a compreender como manusear aquele ácido corrosivo e desentupir as valas da ignorância.
É muito egoísmo querer ter amigos sem antes nos perguntarmos se algum dia, nós, os solitários do mundo, tivermos a disponibilidade de sermos amigos de alguém.
“Não existe receita para tornar-se amigo de alguém; é por isso que tornar-se amigo, ainda é um desafio para as ciências, e para os homens”.
“Não se vence os sentimentos pela demora; se vence pelo esgotamento das sensações, quando já não mais desejamos provar, do caju doce, ou da doce desgraça”.
“O pecado de elogiar é o de causar maior vaidade a aqueles que já não enxergam acima da lama que afundam”.