De repente... E tudo ocorre de repente... De uma amizade se faz um amante
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De repente... E tudo ocorre de repente... De uma amizade se faz um amante Uma aventura errante se faz reincidente Posto que é zeloso, tornaste um amor prestante *** É como uma sinfonia, um toque, conjunto de movimentos Dentro da eternidade e atento no vão momento A labuta de sermos detentos De nossos ritmos de comprometimento *** A consequência de um sorriso, um olhar O paraíso capaz de inebriar O ar preso relutantemente no balbuciar Da impetuosa luxúria de jamais abnegar *** A inocência que é violada Na colisão dos desejos, as vestes despidas Mas somos soberanos, da volúpia desmedida No roupante voraz das vontades corrompidas *** Então se sofrer de amor For a condenação, que seja sem pudor Uma sacana, insana dor No aparato da abnegação do temor.