''Ela que desfilava sobre as estações, com a claridade divina, a luz
triunfante. Tinha o nome escrito em Milão, como quando estava sobre a
hierarquia das estrelas, acariciando o arrebol. Tinha doce os passos,
véus de Paris, aurora navegante nessa trajetória de
sucesso...brilhava. Tão maravilhosa, culminava sua grandeza sobre
algodão de Nova York, e em uma temporada eternizava sorrisos, no fim
era a sua luz que tanto brilhava.''
O sol em sua solidariedade vem encantar as flores das vagas coloridas. Essa luz generalizada vem golpear a escuridão, outrora sobre o devaneio da vida. Agora a luz se veste pelos rios, mares e encostas divinas. Nessas vagas há tanta beleza que ofusca os olhos à imensidão, e o sol queima, como se fosse o amor puro da divindade celestial. O Céu, rico no azul dourado desse amor infinito, vem encantar como nunca, bordando as flores nas roupas de felicidade.
Pode ser que não seja tarde demais pra desenhar os seus traços na visão artístico-objetiva do romance, da narração sem limites, além da linguagem. Redesenhar os traços que na palavras não estavam, não existiam sobre a sombra dos homens, apenas sobre o amor de Deus, a menina cujo sorriso ao infinito é inexplicável, e sem defeitos, é imortal.
''Voar pra algum lugar. Ser livre. Ter a minha essência disseminada completamente. Ter meus valores, outrora sonhos, agora completos sobre a luz do coração. Amar e amar, e não ter remorso-arrependimentos. Seguir me frente, diminuir a diferença entre a Terra e o Céu, entre o certo e o errado. Voar pra longe, não pelos outros, mas por mim mesmo, e ser livre.''