"Errava tanto e errava feio. Queria tanto fazer o certo, queria tanto não errar, não, dessa vez não, mas errava em querer acertar. Errava em querer ser certa, errava em querer não errar, errava com as pessoas e consigo mesma.
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"Errava tanto e errava feio. Queria tanto fazer o certo, queria tanto não errar, não, dessa vez não, mas errava em querer acertar. Errava em querer ser certa, errava em querer não errar, errava com as pessoas e consigo mesma. Afinal, quem é esse ser tão certo que falava que ela estava errada? Talvez o erro dela pode ser o acerto de outro alguém. Talvez o acerto dela possa ser o erro desse alguém. Quem pode dizer que os erros não virem a ser acertos? Quem pode dizer que esses mesmos erros não sejam acertos para não errar mais no futuro? Se errar é humano, seus erros viraram desumanos. De tanto errar, ela perdeu a pose, e simplesmente ficou com medo de errar mais. Perdeu a pose, a vontade de acertar, perdeu a referência do que era certo e errado. E no meio dessa confusão mental de querer ser certa, mas sempre errando, ela acertou. Acertou em decidir não mais querer acertar com pessoas erradas, acertou em querer ser a pessoa certa para ela mesma, a pessoa errada. Aceitou simplesmente ser a pessoa errada na pessoa certa, que busca outra que erre e acerte como ela, afinal, se é errando que se aprende, ela ainda está em plena evolução."