Deve haver discriminação rigorosa caso se pretenda atingir a meta de uma anarquia de propriedade privada (ou uma pura e genuína sociedade de leis privadas). Sem discriminação constante e implacável, uma sociedade libertária rapidamente erodiria e degeneraria no socialismo assistencialista estatal.
"Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível."
A democracia é responsável pelas fatídicas condições que nos afligem hoje. O número de pessoas produtivas está em constante declínio, e o número de pessoas parasitamente consumindo a renda e a riqueza deste declinante número de pessoas produtivas está aumentando constantemente. Isso é algo que não pode se prolongar por muito tempo. É economicamente insustentável.
Não, o estado é tudo menos o resultado de um contrato! Ninguém com um grama de bom senso concordaria com tal contrato. Tenho muitos contratos em meus arquivos, mas em nenhum lugar existe um como este. O estado é o resultado de força agressiva e subjugação. Evoluiu sem base contratual, como uma máfia de gângsteres de proteção. E sobre a luta de todos contra todos: isso é um mito.
A propriedade privada é um dispositivo institucional para salvaguardar um estoque existente do capital de ser excessivamente explorado ou para punir um proprietário por deixar isso acontecer através de perdas do rendimento. Isso ajuda a permitir que os valores produzidos sejam maiores do que os valores destruídos durante a produção.
Não pode haver socialismo sem estado e na medida que há um estado, há socialismo. Portanto, o estado é a própria instituição que coloca o socialismo para funcionar. E como o socialismo se asenta na violência agressiva dirigida contra vítimas inocentes, a violência agressiva é a natureza de qualquer estado.
Os impostos nunca são, em qualquer nível de tributação, consistentes com a liberdade individual e com os direitos de propriedade. Os impostos são um roubo. Os ladrões – o estado, seus funcionários e aliados – se esforçam para esconder esse fato, é claro, mas simplesmente não há como fazê-lo.
Quanto mais alto você olhar para uma hierarquia socialista, mais você encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que supostamente deveriam fazer. Não é nenhum obstáculo para a carreira de um político-zelador ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente. Só é necessário que ele tenha boas habilidades políticas.
Os governos dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão obrigatoriamente o seu dinheiro ao Estado e aqueles que ganham dinheiro do Estado. Para manter o sistema em funcionamento, aqueles que dão dinheiro devem ser numericamente muito maiores do que os que recebem. Foi assim nos primeiros dias das nações-estado e assim continua a ser hoje em dia. A existência de eleições não muda a essência desta operação.
Guerras e agressões são atividades extremamente caras. Os Estados empreendem guerras porque podem, através de impostos e criação de dinheiro, atribuir esses custos a todos os cidadãos que não estão diretamente envolvidos na guerra. Pelo contrário, para as empresas cujo financiamento é obtido voluntariamente no mercado, fazer uma guerra seria um suicídio econômico.
Em suma, quanto mais as despesas do Estado em segurança social e segurança pública foram aumentadas, mais os nossos direitos de propriedade privada foram corroídos, mais a nossa propriedade foi expropriada, confiscada, destruída ou depreciada, e mais fomos privados do fundamento de toda a protecção: independência económica, a força financeira e a riqueza pessoal.
A ideia de ter uma agência que seja protetora da propriedade e que mantenha a lei, e ao mesmo tempo, seja monopolista dessas atividades, é uma contradição. Este monopólio, seja um rei ou um presidente eleito, será sempre um «expropriador protetor da propriedade» e um «infractor protetor da lei» - e sempre caracterizará todas as suas ações como o foco do «interesse público».