As luzes tristes da cidade Debaixo de um poste De luz amarelada
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As luzes tristes da cidade Debaixo de um poste De luz amarelada A qual mal iluminava o próprio entorno Numa rua sem saída, escura e úmida Morria aos poucos de fome mais um morador de rua Esse é um de tantos outros cantos tristes escondidos na selva de concreto e aço A qual não sede espaço pra esperança Aqui mora um milhão de milhares de pessoas Sem perspectiva de futuro Sobre as luzes tristes dessa cidade faço meu nome, não pertenço a lugar nenhum E ao mesmo tempo sou de todos os lugares Sigo firme Pois Assim são Os cantos iluminados Pelas tristes luzes dessa cidade Não tenho certeza do futuro Não sei se tem algo nesse mundo Não quero sair no escuro Tenho medo deste mundo Imundo Naquela rua morreu um senhor Naquela outra, mora um senador No final nenhum dos dois tem valor Aos bairros nobres desejo boa sorte As favelas desejo que Deus tenha pena Para que eles vivam e prosperem a cada dia Pois aqui, não existe piedade Sobre as luzes cruéis e tristes da cidade.