As Chuvas Nas mãos dos ventos as chuvas amorosas Vinham cair nos campos de dezembro
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As Chuvas Nas mãos dos ventos as chuvas amorosas Vinham cair nos campos de dezembro E de repente a vida rebentava Na força muda que as sementes guardam Nas ramas verdes rebentava a luz E a doçura transformava A terra e o gado na pastagem tenra, Na alegria dos rios renovados Cheiro de mato e currais suspenso No ar que os dedos do inverno vão tecendo Mais uma vez nos campos de dezembro E nos trovões a tarde acalentada, Cantigas de viver que a chuva traz Numa clara certeza repetida