A percepção de que tudo tem um fim, mesmo em meio a uma vastidão temporal, surgiu quando me flagrei observando o calendário e me perguntando: 'Esse ano já vai acabar em 5 meses? É intrigante como nos primeiros dias de janeiro, encaramos aqueles números com uma sensação de que a espera será longa, mas em um piscar de olhos, já estamos imersos em julho. A efemeridade da vida revela sua verdade universal, provocando-nos a refletir sobre a própria natureza transitória de todas as coisas.
Nós somos como a lenha que ao ser queimada transforma-se em brasas ardentes. Inicialmente somos capazes de aquecer e iluminar a vida de alguém proporcionando conforto e calor. No entanto à medida que o tempo passa nos tornamos apenas brasas incandescentes diminuindo gradativamente a nossa intensidade e importância.
Assim como o vento leva as brasas embora somos levados pela corrente da vida muitas vezes nos tornando insignificantes diante das circunstâncias. Enquanto isso a panela símbolo da vida de alguém precisa ser reaquecida e nutrida com uma nova lenha.
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar