O seu lucro não é tudo, não é minha poesia que flui, usufrui, flutua e deságua em mim. Seu lucro não é nada, não se compara a meu soluto gênico, não busca a explicação da vida. Seu lucro não é tudo, não é definitivamente meu caráter espelhado e refletido, minha cultura, meu viv…
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O seu lucro não é tudo, não é minha poesia que flui, usufrui, flutua e deságua em mim. Seu lucro não é nada, não se compara a meu soluto gênico, não busca a explicação da vida. Seu lucro não é tudo, não é definitivamente meu caráter espelhado e refletido, minha cultura, meu viver. Seu lucro não é nada, não me realiza não te realiza, não sacia sua sede de pseu-espaço preenchido em si. Seu lucro não é tudo, te encaminha para destruição programada, fôlego mortal, destrutivo. Seu lucro não é nada, é a fonte da miséria, da matéria extrínseca, é invasiva, é óxido. Seu lucro não é tudo, corrosão na escala a frente, ao morrer se lembra da modéstia. Repito seu lucro não é tudo e ao mesmo tempo não é nada.