Essência A poesia descreve a minha alma E descrevendo a minha vida
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Essência A poesia descreve a minha alma E descrevendo a minha vida Eu descrevi você
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Essência A poesia descreve a minha alma E descrevendo a minha vida
Essência A poesia descreve a minha alma E descrevendo a minha vida Eu descrevi você
Fácil Difícil é ver o tempo passar Difícil é não aceitar que o tempo passou
Fácil Difícil é ver o tempo passar Difícil é não aceitar que o tempo passou Difícil é sentir saudades Difícil é não querer sentir saudades Difícil é ver que tudo mudou Difícil é acreditar no que mudou Difícil é olhar para o próprio ego Que morre em cada um de nós A essência da alma que precisa de caridade Difícil é ver a esperança Que a chuva abençoou E nos mostrou inocentemente Com os olhos de uma criança O difícil que na verdade Era muito fácil
A Traição Mil palavras a lançar Mas elas nunca nos alcançam
A Traição Mil palavras a lançar Mas elas nunca nos alcançam Elas não alcançam o nosso orgulho Que por traz é muito grande Mil beijos a trocar Mas são apenas duas bocas nervosas Bocas que na verdade Nunca se encontram A cama desarrumada A xícara que triste carrega O café que está frio O dia que está quente Mas não se vê nenhum sorriso É uma euforia de desejos No fundo de cada palavra Vem consigo um desafio Um ombro amigo Ou uma fuga da castidade? Sempre vêm a resposta infiel A fuga que nos alcança lentamente Mas quando vêm invade e destrói Sabe aonde vai chegar Retira as palavras Os beijos, as respostas Retira tanto e tudo Que retirou isto de mim
Choro da Despedida Eu demorei pra ter ver Você não me viu
Choro da Despedida Eu demorei pra ter ver Você não me viu Meu coração te enxergou A sua boca se calou E disse a minha boca O que ela nunca dizia Sua mão acenava um "Olá" Quando na verdade era uma despedida Seus passos se distanciavam da minha visão Mas estavam ao meu lado nos choros e poesias Parte do seu carinho está em mim Parte do meu carinho está em nós Por mais que eu pudesse dizer As palavras não diriam E por mais que eu tente esconder Essas palavras dizem
A cicatriz O meu fardo segue ileso No vespertino e na manhã
A cicatriz O meu fardo segue ileso No vespertino e na manhã Estou entre a cruz e a esperança Esperando o cair da espada Ao mais correto e ao mais bonito Ao infinito e tudo além disso Além de tudo vou guardar minhas palavras Entre o ar seco e o céu puro Entre nós dois e a escuridão Eu me mantenho sempre alerta E as palavras vêm com pressa Pra me tirar toda razão Nas ruas vêm homens marchando E na alegria transformando O que não temos de melhor Passos pálidos grosseiros Vem sem calma, vencem o medo Estendem braços já sem mãos A nossa história é de longe Luta e vitória prometida Eu estou em suas mãos Corpo, alma e brasão Eu vou lutar por existir Hoje nós acordamos cedo Com corpo e alma indiferentes Ainda estamos afastados, acreditamos na mudança E por toda a nossa fé, estamos esperando O que? O que eu ainda não sei Da nossa glória e nosso pão Hoje eu não vejo mais ninguém O ego incha a dor corrói Mentem no que faz enxergar Somos escravos e reféns Da nossa crença no ideal
O Poeta, o Norte e a Estrela Você é magia Alegria, folia
O Poeta, o Norte e a Estrela Você é magia Alegria, folia Faz que desfaz Em mim se refaz O que me levou Ôh meu grande amor Que vem esquece o pudor Me faz velejar Aqui não navega Mas aqui já morou Minha estrela brilhou Para o norte rumou E contigo ficou O meu grande amor O que tu deixou Nem saudade nem dor Aqui tu ficou Então me retorne Traga você e minha estrela Vem divina, vivida Vem sem pressa Em mim recomeça A velha paixão Desse novo poeta Ôh minha emoção Ôh meu grande amor
Meu Querido Tupi Regressei à aldeia de velhos sábios Que nas meias verdades
Meu Querido Tupi Regressei à aldeia de velhos sábios Que nas meias verdades Escondiam palavras Que regridem aos mais velhos sonhos E escondem a coragem Que na língua tupi Se entende o que fala Não sou poeta tupi Mas se falo tupi guarani À aldeia tenho que ir Para ver o poeta despido De todo mal do século No litoral frio que o escraviza Ôh que malvados colonos! E de longe Miragens erguiam bandeiras Gritavam vitória Ancorando em vossos corações A mentira e falsas conquistas Na terra dos mais belos mestiços Aqui não falo mais Minha língua proibida Que não foi salva pelos Jesuítas Aqui morrem meus poemas Românticos e modernistas Não explorem mais minha língua Pois nela meu povo habita Um povo morto, mas agora livre
Ao Trovador Solitário Quero ser mais do que sou Mas não sei como, se consigo entender
Ao Trovador Solitário Quero ser mais do que sou Mas não sei como, se consigo entender Que os sonhos também passam Por pessoas solitárias Que discutem com paredes A alegria de não serem mais vistas Trabalhando dias, para recriar A realidade que não participam Escondendo os detalhes da imperfeição E da confiança que não confia em ninguém Que não confia em ninguém Eu quase cai pra trás Quando vi o ódio Chorando por um pouco de amor Batendo na porta do desespero E quem abriu não viu Que além da dor não há Lugar pra se esconder Que se possa achar
Descendentes de Macunaíma Duelo das Armas Duelo das artes
Descendentes de Macunaíma Duelo das Armas Duelo das artes Desunião por ambas as partes Ir contra quem não era pra ir Na poesia do povo que não fala O que eu te entrego Não é a verdade São possibilidades de infelicidade De situações da nova idade Da humanidade de amanhã O mais novo dos seus dois irmãos Que morreu pela fé na utopia A construção de heróis sem caráter Na capa de revistas da classe operária Nas aspirações do Estado Novo O professor na elite do povo Cuspindo em minha cara Um latim bem vulgar
O Sonho e a Morte A morte me levou E tudo ficou diferente
O Sonho e a Morte A morte me levou E tudo ficou diferente O amor ficou mais puro Nas nuvens o céu mais sorridente A morte me levou Pra onde me levou? Eu não sei Mas fui de bom grado A vida aqui me traz Um breve contentamento Dias de lampejos Mais alegria, menos dissabor Até que me perguntei Aonde eu estou? Que lugar é esse? De uma beleza tão diferente Até que percebi Que estava acordado E pra minha infelicidade Eu estava dentro de casa
A quinta estação A nova estação chegou Mas não trouxe o amor
A quinta estação A nova estação chegou Mas não trouxe o amor Trouxe o sol, trouxe a chuva O caminho no caminho ficou Veio o frio mais tropical A estação mais florescente Mas floresceu rapidamente A planta do dissabor Caiu a ultima pétala Os frutos e folhas secas E o vento vem de mansinho E nunca traz o que leva O mundo muda As estações mudam Só não muda o meu amor A muda que não virou flor A quinta estação do nosso amor
As pessoas que acham que muito sabem, sem consentimento deixam que a mais ínfima manifestação de sabedoria alimente o seu ego de um modo tão superior, arrogante e corruptível que acabam se envaginando em seu próprio mundo sem perspectivas, cheios de verdades e analises totalmente…
As pessoas que acham que muito sabem, sem consentimento deixam que a mais ínfima manifestação de sabedoria alimente o seu ego de um modo tão superior, arrogante e corruptível que acabam se envaginando em seu próprio mundo sem perspectivas, cheios de verdades e analises totalmente vazias.
Comovido como o Diabo A poesia enchia o coração Esse coração que queria esvaziar
Comovido como o Diabo A poesia enchia o coração Esse coração que queria esvaziar Eu senti o beijo, senti os sentimentos Mas esses já não eram meus Na verdade esses nunca foram Então andei, tanto andei que vaguei Tanto vaguei que o corpo e alma Estavam na sintonia do coração O mesmo ritmo A mesma fraqueza Os mesmos passos sem destino Nessa hora Drummond me sussurra "Amar se aprende amando" Mas não foi desse jeito Que eu aprendi a amar
O Peso do Renascer Como é se sentir calada Mesmo falando
O Peso do Renascer Como é se sentir calada Mesmo falando Como é se sentir podada Mesmo lutando Como é depois da dor do parto Sentir a dor do pranto e do abandono É preciso ser forte Para nascer e crescer Por dentro das magoas E juntar aos poucos as lagrimas Pra fazer florescer Pois só tu carregas o dom dos dons O dom da vida A dadiva divina Que mantém o mundo