Morrer é Injusto Morrer é injusto tão cedo, tão frio, Quando ainda há sonhos no peito vazio.
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Morrer é Injusto Morrer é injusto tão cedo, tão frio, Quando ainda há sonhos no peito vazio. Não pede licença, nem diz o porquê, Só leva embora quem a vida quer ver. É roubo sem rosto, é sombra sem cor, Um fim que não cabe num mundo de amor. Deixa perguntas no ar, sorrisos partidos, E passos perdidos em caminhos vencidos. Por que se desfaz o que mal começou? Por que o adeus vem sem quem suplicou? A vida se esvai, e ninguém pode deter, Esse silêncio cruel que é o morrer. É injusto, é demais, é duro demais, Ver olhos fecharem sem olhar para trás. Mãos que abraçavam, já não vão tocar, Lábios que riam, não vão mais cantar. Mas mesmo na dor, que o tempo não cura, Há algo que fica, uma luz que perdura. Pois quem partiu cedo, por mais que doa tanto, Ficou nos abraços, ficou no encanto. Ainda assim, é injusto, cruel, imoral, Levar quem amamos sem gesto final. Morrer é um erro que a vida comete Um fim sem justiça, que a alma repete.