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Frases de Gerson Cesar Souza

20 frases

⁠RELIGIÃO Por trás das regras de uma religião você se põe a criticar meu jeito.
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⁠RELIGIÃO Por trás das regras de uma religião você se põe a criticar meu jeito. Contabiliza cada um defeito que não se encaixa em seu “padrão cristão”. Você idolatra um deus que é preconceito, e se aliena em horas de Oração, mas desconhece o amor e a compaixão que vêm da cruz, que pende no seu peito! E dessa forma, “em nome de Jesus”, você decide quem vai pôr na cruz, julga... Apedreja... Igual aos Fariseus! Mas Deus, que abraça ovelhas desgarradas, deve estar dando muitas gargalhadas desta visão que você tem de Deus!

⁠VISITA A triste Morte, no final do dia, veio tentar tirar-me deste mundo...
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⁠VISITA A triste Morte, no final do dia, veio tentar tirar-me deste mundo... Pedi a ela só mais um segundo para encerrar a última poesia. Ela aceitou, com desprezo profundo, e ficou lendo os versos que eu fazia, notei, então, centelhas de alegria a transformar seu rosto moribundo. E ela entendeu: como levar-me embora, se a minha essência estava eternizada nas tantas rimas e versos que eu fiz? Então, jurando voltar outra hora, Pediu-me uns versos para ler na estrada, deu-me um sorriso e lá se foi, feliz...

VEREI QUE É PRIMAVERA⁠ Verei que é primavera se o poente cobrir com raios rubros nosso leito,
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VEREI QUE É PRIMAVERA⁠ Verei que é primavera se o poente cobrir com raios rubros nosso leito, e a flor do nosso amor (que era perfeito) surgir desabrochando lentamente. Verei que é primavera se meu peito sentir brotar o ardor que estava ausente, e, então, tendo-te perto novamente, unir as partes do que foi desfeito. Verei que é primavera se chegares e o teu perfume em todos os lugares vier recompensar tão longa espera. O inverno da saudade irá sumindo, deixando, em seu lugar, o amor florindo, e ao ser feliz verei que é primavera...

⁠DEPRESSÃO Se alguém pudesse ler o teu olhar enxergaria uma neblina densa,
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⁠DEPRESSÃO Se alguém pudesse ler o teu olhar enxergaria uma neblina densa, ventos, tornados e a tormenta imensa que o teu sorriso insiste em disfarçar... Se alguém tivesse o dom de mergulhar no que tu calas, e a cabeça pensa, descobriria a correnteza intensa do mais revolto e perigoso mar! E, sob o véu desta aparente calma, veria monstros te assombrando a alma soprando escuras nuvens do desgosto... E entenderia todos os momentos nos quais a chuva dos teus sentimentos transborda o peito e escorre no teu rosto...

⁠COVARDE Vós que habitais a profundeza fria de onde espalhais venenos sem alardes
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⁠COVARDE Vós que habitais a profundeza fria de onde espalhais venenos sem alardes e navegais a nau da hipocrisia, e governais o reino dos covardes. Vós que escondei-vos no final das tardes, vinde enfrentar-me sob a luz do dia! Eu hei de expor aquilo que ocultardes, desmascarando a vossa covardia! Correi covarde! Que eu já vou marchar, fazer ruir, tremer, desmoronar vossas muralhas cheias de mistério. Ao confrontar a própria decadência, vossa arrogância há de implorar clemência... Correi covarde! É o fim do vosso império!

⁠MELODIA Os filhos são quais notas musicais de uma canção que na vida tocamos.
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⁠MELODIA Os filhos são quais notas musicais de uma canção que na vida tocamos. Mas como os sons, depois que os libertamos não há maneira de prendê-los mais. E quando vão ao mundo, é que notamos que nossa "afinação" deixa sinais, os filhos são espelhos de seus pais, nos bons e maus exemplos que ora damos. Por isso o nosso orgulho mais profundo é ver um filho, nos "palcos" do mundo viver sua "canção" com harmonia. Sempre que um filho, em sua caminhada, escolhe a trilha honesta e afinada a nossa vida ganha melodia.

⁠EXTREMOS Somos assim: estranhamente extremos… Gostos opostos, sonhos discordantes…
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⁠EXTREMOS Somos assim: estranhamente extremos… Gostos opostos, sonhos discordantes… Somos canção de acordes dissonantes, há divergência em tudo o que queremos! Só concordamos por breves instantes até entender que não nos entendemos... E esclarecendo aquilo que dissemos dizemos sempre coisas conflitantes??? Tu, me querendo, dizes que eu não presto, E ao te querer, sempre de ti reclamo... Mas tu me chamas, disfarçando o gesto e entre protestos eu também te chamo... Pois mesmo amando tudo o que eu detesto, tu és na vida aquilo que eu mais amo!

⁠QUIMICAMENTE FALANDO Quimicamente falando Nós vivemos reagindo
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⁠QUIMICAMENTE FALANDO Quimicamente falando Nós vivemos reagindo Somos átomos se unindo Compostos se combinando Falando quimicamente, Somos soluto e solvente Comburente e combustível... Viver sem ti é impossível, Quimicamente falando... Quimicamente falando Nós temos grande entalpia, A nossa estequiometria Está sempre balanceando. Falando quimicamente, O nosso calor latente Mantém essa ebulição! Somos dupla ligação, Quimicamente falando... Quimicamente falando Tu és a equação direta, O íon que me completa, O amor se catalisando... Falando quimicamente, Esta paixão entre a gente Jamais será diluída! Eu te entrego a minha vida, Quimicamente falando!

FILHO PRÓDIGO Um dia resolvi ganhar a estrada... Ardia em mim uma revolta interna,
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FILHO PRÓDIGO Um dia resolvi ganhar a estrada... Ardia em mim uma revolta interna, busquei nas ruas a vida moderna, andei sem rumo, sem rota traçada... E em cada noite, no bar, na taberna, uma amizade falsa era encontrada. Fui enganado... e ao ficar sem nada restou-me o rumo da casa paterna. E ao encontrar, justo ao abrir a porta, o beijo doce, o abraço que conforta, fui entendendo, após andar demais: Mesmo que os filhos vivam a vagar eles somente vão chamar de “Lar” a casa onde reside o amor dos pais!

⁠POEMA PARA MINHA MÃE Queria dar-te o que é teu por direito: a poesia bem metrificada
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⁠POEMA PARA MINHA MÃE Queria dar-te o que é teu por direito: a poesia bem metrificada feita com rima rica e rebuscada e que outra igual, jamais se tenha feito. Queria dar-te o verso mais perfeito, criar aquela estrofe iluminada que fosse bela, simples e inspirada nesta emoção que mora no meu peito. Mas sabe, Mãe, nenhuma poesia vai conseguir dizer o que eu queria, porque este sentimento que é tão meu somente o coração pode guardar. E o coração eu não posso te dar... Não posso dar-te o que sempre foi teu!

⁠INDECISÃO Quero querer-te menos do que quero! Já não desejo desejar-te assim...
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⁠INDECISÃO Quero querer-te menos do que quero! Já não desejo desejar-te assim... Quero findar a espera que é sem fim pois de esperar-te, enfim, me desespero. Sinceramente, eu não fui bem sincero... Quero querer-te e desejar-te, sim! E se esperar, preciso for, te espero na indecisão do amor que habita em mim. Amor? Repulsa? Não sei bem ao certo, pois te rejeito quando estás por perto e te desejo quando estás ausente... Neste meu ódio, que de amor foi feito, vou odiando amar-te deste jeito, e vou te amar, negando eternamente!

⁠LEMBRANÇAS Nas horas em que bate uma incerteza, em que meus pés não pisam com firmeza,
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⁠LEMBRANÇAS Nas horas em que bate uma incerteza, em que meus pés não pisam com firmeza, eu busco, pai, a força dos teus passos. Como se eu fosse ainda uma criança que tenta caminhar... treme... balança... mas sabe que ao cair, cai em teus braços. Nas horas em que eu erro (e eu erro tanto) para acalmar as dores do meu pranto eu tento recordar cada lição... E então, como num toque de magia, eu volto a ver o olhar que corrigia e a ouvir a voz que dava o teu perdão. Nas horas em que eu busco mais coragem, ao reencontrar, na mente, a tua imagem, com ela, os meus temores eu reparto. E eu sinto que tu segues ao meu lado me protegendo, como no passado, afugentando os monstros do meu quarto... Pai, eu cresci... E o teu menino agora não pode te chamar sempre que chora e nem pedir teu colo quando cai. Porém eu sou, no mundo das lembranças, a mais feliz de todas as crianças por ter um grande amigo, herói e pai!

⁠FLOR E ESTRELA Sempre que o sol se põe no teu jardim fecham-se as rosas, dorme o colibri,
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⁠FLOR E ESTRELA Sempre que o sol se põe no teu jardim fecham-se as rosas, dorme o colibri, porém, ó Flor, eu sei que estás aí olhando estrelas neste céu sem fim... É que tu sabes que é também assim que eu passo a noite a observar aqui: olhando estrelas eu só penso em ti, e tu, ao vê-las, lembras só de mim... É dura, Flor, a dor desta distância pois a saudade traz tua fragrância, como se a vida, por puro ciúme, o nosso amor quisesse separar: tu vês a estrela, sem poder tocar, e eu, sem tocar-te, sinto o teu perfume...

⁠VIDA Me diga o quanto você já viveu... A sua idade? Não! Não me interessa...
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⁠VIDA Me diga o quanto você já viveu... A sua idade? Não! Não me interessa... Quero saber das flores que colheu... De quando andou na chuva, sem ter pressa... Me conte sobre o frio na barriga Quando a paixão surgiu sem avisar... Sobre a saudade? Sim, também me dia! Sobre partir, voar e retornar... Me conte sobre aquela gargalhada Que lhe escapou, bem no momento errado... E sobre olhar o céu de madrugada... Sobre a surpresa de um beijo roubado... Quero saber das suas aventuras; Como enfrentou seu medo mais terrível? Me conte sobre como fez loucuras Provando que seu sonho era possível... Não deixe o seu viver ter por medida Só o contar dos anos que é proposto, Que a morte irá medir-lhe, ao fim da vida, Pelo sorriso que estampar seu rosto!