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Frases de Geraldo dos Reis M. Fontes

17 frases

"A solidão cria em nós a ilusão de fatos inesperados e pessoas inesperadas...fazendo-nos sonhar. O sonho prevalece à realidade, levando-nos a viver mais um dia vazio em si mesmo na objetividade, porém, transbordante na psiquê"
"Vejo vidas vazias; Preenchidas de ilusões... Porém, reais em mundos objetivados fora de si. Vejo olhares sedentos de vida; Saciados em 'sepulcros humanos' carentes de cadáveres que ainda respiram. Vejo desejos de eternidade; Realizados em deuses de origem humana.
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"Vejo vidas vazias; Preenchidas de ilusões... Porém, reais em mundos objetivados fora de si. Vejo olhares sedentos de vida; Saciados em 'sepulcros humanos' carentes de cadáveres que ainda respiram. Vejo desejos de eternidade; Realizados em deuses de origem humana. Vejo o Ser carente de amor; Clamando por "migalhas" de afetos mesquinhos de quem nunca amou. Vejo pessoas sozinhas; Felizes assim, porém, sonhando outra realidade... Vejo algo que ninguém vê; mas sente; acha estranho; vive e não quer conhecer, porque tem medo da própria realidade. Vejo sonhos e medos; Medo do inesperado, do imprevisível... E sonhos de não-ser-o que-se-é... ou de nunca ser modificado... Vejo o Início e o Fim; Alguns já se foram mesmo estando aqui e outros ainda não chegaram, mas já não existem. Apenas veja como num espelho que não reflete mentiras. Veja e serás visto.

CONSCIÊNCIA CRÍTICA: Filosofia, Religião e Comércio! O fenômeno religioso faz parte da natureza humana. Toda espécie de religião é produto do ser humano pensante que em um determinado momento sentiu necessidade de relacionar-se com aquilo que julga sagrado. Há alguns pensadores…
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CONSCIÊNCIA CRÍTICA: Filosofia, Religião e Comércio! O fenômeno religioso faz parte da natureza humana. Toda espécie de religião é produto do ser humano pensante que em um determinado momento sentiu necessidade de relacionar-se com aquilo que julga sagrado. Há alguns pensadores que afirmam que as divindades são produtos humanos para compensar as frustrações existenciais. Ao relacionar-se com o considerado sagrado, o homem estabelece que objetos se tornem sagrados, que um determinado tempo (dia, mês e ano) se torne sagrado e até pessoas se tornem sagradas. Tudo isso são características de religiões sistematizadas em diversas culturas. Para o Cristianismo, o tempo do Natal é um tempo sagrado. É tempo de renovação espiritual na fé em Jesus Cristo. É um tempo de renascimento espiritual. Jesus é considerado pelos cristãos como o Senhor; o Emanuel, que significa Deus-conosco. Os fiéis celebram a ressurreição de Jesus na esperança de uma renovação espiritual, conversão e espera da segunda vinda de Jesus. É um tempo místico! Até mesmo quem não crê em Jesus, acaba sendo envolvido pelo espírito da Páscoa. Mas, por outro lado, o sagrado e o profano “andam de mãos dadas”. Presenciamos a mercantilização do sagrado. Nesse tempo que antecede o Natal, o mercado (lojas, shopping centers, supermercados etc) utiliza a data comemorativa para vender mais com promoções tentadoras. Associa-se o tempo sagrado ao consumo e, às vezes, um consumo desregrado. Para muitos um feliz Natal é um Natal com sacolas cheias, carrinhos cheios, presentes e muitas guloseimas... Uma coisa é certa: poder comprar, consumir, ganhar presentes... É fascinante! Necessitamos dessas coisas para nos sentirmos queridos e elevarmos nossa autoestima. Mas as leis do mercado não se fundamentam no verdadeiro espírito Natalino. O homem sem aquisição econômica não é bem-vindo ao mercado. Aliás, o ser humano sem dinheiro no mercado, não tem valor algum. O verdadeiro espírito natalino é celebrado em família, onde talvez não existam muitos presentes materiais, mas existe amor, fé, carinho e fraternidade. “Não havia lugar para eles dentro da casa” (Lucas 2,7). Talvez ainda hoje não exista lugar para Jesus em nossas casas, nem no comércio e, quem sabe, nem em nossas Igrejas, pois nosso olhar e nossas ações estão tão fascinadas pelo consumo, pelas festividades regadas a bebidas e iguarias... pelo Papai Noel, o “saco de presentes” e a árvore de Natal recheada de presentes de marca renomada. O lugar de Jesus em nossas casas talvez já tenha sido ocupado pelo estereotipado Papai Noel, símbolo do consumismo. Mas o que isso importa? É Natal, e se Jesus nasceu ou não, isso é insignificante. Vamos celebrar a vida, a ignorância humana, a alienação e a nossa “fé”.