“A crítica literária deve brotar de uma dívida de amor. De modo evidente, ainda assim misterioso, o poema, ou peça, ou romance capturam nossas imaginações. Quando terminamos a obra, não somos os mesmos que éramos quando a começamos. (...) Grandes obras de arte nos arrebatam como tempestades, escancarando as portas de nossa percepção, pressionando a arquitetura de nossas crenças com seus poderes transformadores.”
Aqueles que queimam livros, que banem e matam poetas, sabem exatamente o que fazem. Seu poder é incalculável. Precisamente porque o mesmo livro e a mesma página podem ter efeitos totalmente díspares sobre diferentes leitores. Podem exaltar ou aviltar; seduzir ou enojar; estimular a virtude ou a barbárie, acentuar a sensibilidade ou banalizá-la.