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Frases de Genuzi de Lima

13 frases

SOU ADVERSA À DIREITA? - Mulher direita não gargalha. - Mulher direita não usa batom vermelho.
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SOU ADVERSA À DIREITA? - Mulher direita não gargalha. - Mulher direita não usa batom vermelho. - Mulher direita não usa brinco grande. - Mulher direita não usa minissaia. - Mulher direita não profere palavras pejorativas. - Mulher direita não fala alto. - Mulher direita não dança com malícia - Mulher direita não anda após as vinte duas horas... Eu sou: - Mulher direita que gargalha. - Mulher direita que usa batom vermelho. - Mulher direita que usa brinco grande. - Mulher direita que usa minissaia. - Mulher direita que profere pornofonia. - Mulher direita que fala alto. - Mulher direita que dança com malícia, - Mulher direita que anda após as vinte duas horas… E mais ainda: Mulher direita que é vermelha, Mulher direita que é verde, amarela, azul e branco, Mulher direita e esquerda que usa todas as cores: rosa choque, lilás, amarelo, marrom, roxo, preto, coral… E? todo ser vivo tem lado direito e lado esquerdo, portanto: - Chega de tudo isso, porque eu estou aqui parafraseando Mulher do fim do mundo, de Alice Coutinho e Rômulo Fróes, na voz de Elza Soares. Mulher do fim do mundo Eu sou, eu vou até o fim FALAR FALAR, eu quero FALAR até o fim DEIXE-ME FALAR até o fim Não a violência. Não ao preconceito. Não ao dogma... Não a morte. O Brasil é laico, o estado é laico... E nós mulheres? - Precisamos de respeito, amor, empatia e todos os sentimentos auspiciosos O Senhor Jesus não faz acepção de pessoas e a Carta Magna afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza Então vamos refletir e nos livrar das algemas e da horda de quem quer nos amordaçar. Estamos em pleno século vinte um livres, plenas, com lados esquerdo e direito sem conceito, só precisamos de AMOR e RESPEITO.

AOS NÃO DECENTES Eu sou aquela não só de momento Escreverei poesias maledicentes
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AOS NÃO DECENTES Eu sou aquela não só de momento Escreverei poesias maledicentes Corrupção, engodo, envolvimento... Verbetes considerados indecentes. Escrevo mais uma vez, uma poesia Assuntos iguais ou até divergentes Assunto que não me causa alegria Éris, chefe da discórdia e seus agentes. Curupira pedira que proliferasse com clichê De centro-oeste, nordeste, norte, sudeste, sul Jatobá, carnaúba, seringueira, mogno, ipê... Festival em cores verde, amarela, branca, azul... Nenhum momento excetua o calar Sonhe e levante-se do divã, Porque sua atuação há de se espalhar E acordar o zagal Tupã. Será? Sou tipo o Boca do Inferno? Minha essência predomina o falar? Escreverei até conceito que e/ou externo É o que posso fazer para não calar... Vivo em um mundo de valores Seguindo mandamento divino, Preconceitos, conceitos não inovadores Sem manual, nem destino. Metade de nós, perfeita Repleta de virtude A outra metade imperfeita Maldade em plenitude. Sou resquício da era que não fala Sabendo da situação do país em tormenta Que prende, acusa, banaliza, cala, Chora, lastima e se atormenta. Sonho e dou asas à fantasia Um representante honesto, Incorrupto, sem hipocrisia E na política experto. Escolho o político velho, impuro Cheio de artimanhas e vícios Escolho o político novo, imaturo Nas entranhas, cheios de artifícios. Qualquer verbete faz boca Enfatiza que todo político é ladrão Qualquer oportunidade na biboca Compra sem nota e não perde ocasião. Sou guardiã de certo preceito Dona da verdade, cheia de atitude Na entranha nenhum conceito Abuso de almas com e, sem virtude. Em cada fresta um olheiro Que sabe a vida do vizinho Pesquisa, escuta, espreita ligeiro Para informar certinho. Um anjo, um projeto de santo Verdadeira besta ciranda Espalhando desencanto Adeptos de igreja, umbanda... Quantas falcatruas expostas no jornal, Que usam garfos de cinco unhas, Estampadas propinas, em rede nacional Com sobrenomes tradicionais e alcunhas. Acredito em alienígena Herdei telhado de palha Sou de ascendência indígena Portanto não acendo fornalha. Somos ascendentes de Adão Que comeu a maçã pelo desejo Enganado por Eva cheia de sedução. Saúde, segurança, educação... Almejo. De cada região um representante Que compõe qualquer regra, norma ou preceito E que interpreta palavra dissonante Nem analisa morfologicamente o conceito. O tempo passa... Previdência. Previdência?... Em berço esplêndido. O que esperar? Divina providência. Nosso investimento? No paraíso escondido. Sisudos da tecnologia não têm alegria? Não sabes tocar, cantar? Então dance... Sabes sonhar? Transforme em poesia... Plante uma árvore e faça até um romance.

RETORNAR… POR QUÊ? As pernas andam no passo que pode Enquanto a angústia foge do compasso
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RETORNAR… POR QUÊ? As pernas andam no passo que pode Enquanto a angústia foge do compasso Coração acelera sem trégua Neste panorama sono corre légua. Mas os sonhos não adormecem Porque o meu pensar sobressai nas palavras. E neste emaranhado de verbetes Como não questionar a sabedoria da natureza? O cacto rústico cheio de espinho Não agride a sensível suculenta Não há conflito com a suave rosa Nem disputa de aroma com o jasmim. Sua raiz pregada no chão Extrai o melhor da aridez do sertão Não se contamina com a impureza E tudo converge para a perfeição da natureza. Não sou de grupo codinome Nem sou conhecida por cognome Somos José, Maria, João, Genuzi... Sem sobrenome Sou ativista. E, me apresento com nome? Lembrem-se: - Os direitos trabalhistas Foram conquistas Não de um militante exangue Mas a preço exorbitante de sangue. Retorno a década de sessenta E a memória retrata Pietá Que ampara uma pessoa querida Sem o sopro de vida. E quando a estátua se materializa Protagoniza a própria Pietá Nas famílias sem brasão nem divisa Que na sua dor não aprecia o voo da borboleta. Sobressaiu a minha mesquinhez E retornou a minha lucidez Pensei nas angústias de Severino, Joana, José, Maria... Que não é estátua com avaria. Não somos oriundos do regime teocrático Estamos em um regime democrático Por que ressuscitar a ditadura Era de sofrimento e tortura? Veja a junção de rosa e cacto Que jamais fizeram pacto Então, analise e converse sobre a história Porque foi delineada outra trajetória. Despedem-se do verde quando chega o momento Porque cada um tem o seu espaço Cumprem suas funções de florir em seu tempo Simples assim companheiro: - Dê-me um abraço.

O CHAMADO Se olhares para a floresta E ouvires o farfalhar das folhas
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O CHAMADO Se olhares para a floresta E ouvires o farfalhar das folhas Repleta de trejeitos Se olhares para o mar E vires a onda a dançar Cheia de emoção Se olhares para o céu E vires a beleza do luar Seduzindo-te sem falar E o teu coração palpitar E o teu coração tremular Não se deixe enganar... Com ou sem norma Nesta senda Ingressos à venda. Difícil escolha! Porque muitas apostas E múltiplas propostas... Aprecie, suspire, respire... A flor do bonsai Porque a voz do amor sobressai. Se o teu coração palpitar E o teu coração tremular Não se deixe enganar... Com os tons do mundo Acredite que há um amanhã Florido e cheio de artimanha Com ações, gestos e atitudes Repleto de gotículas de otimismo E caldo cultural de iluminismo Neste emaranhado de dica Ainda é o amor que indica Que o caminho é Jesus.

PROLIFERAS A PAZ O silêncio da madrugada inspira-me. Faço versos e prosas com ou sem rima.
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PROLIFERAS A PAZ O silêncio da madrugada inspira-me. Faço versos e prosas com ou sem rima. A imaginação flui toma forma e retrata a paz. Um fragmento, um pensamento. A mão desenha rabiscos, E os rabiscos formam letras, E as letras formam sílabas, E as sílabas formam palavras, E as palavras formam frases, E a frase versa paz. Paz é sossego. Paz é liberdade. Paz é direito de ir. Paz é direito de vir. Paz é social. Paz é legal. Paz é moral. Paz é constitucional. Paz é celestial. Adentre no mundo da pesquisa Lá está a paz que espera ser descodificada. Paz serena, sublime, sossegada A espera de ti para se proliferar no espaço. Não a deixe cair no limbo. Não permitas que passe ao largo. Segure-a, guarde-a dentro do coração. Observas a paz: No ermo. No silêncio da noite. Na beleza do natureza. No acervo humano. Linda, suave, disponível Para adentrar na essência. Espalhar-se no mundo. Inundar o teu, o meu, o nosso coração. Contemplas o universo. Vejas a perfeição. Absorves a paz. Proliferas este sentimento desmedido, Sem máscaras, sem subterfúgio onde passares. A paz tem mil facetas E um único propósito: o amor.

PANDEGOMANIA* Um voo noturno sem direção, porém, inquietante, é sempre sombrio e sofro o grave frio do pânico, coronavírus. Diante das considerações, colocações eu sinto que estou em um país acéfalo. Não sei decodificar o que é informado e arriscar a imaginação como uma águia q…
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PANDEGOMANIA* Um voo noturno sem direção, porém, inquietante, é sempre sombrio e sofro o grave frio do pânico, coronavírus. Diante das considerações, colocações eu sinto que estou em um país acéfalo. Não sei decodificar o que é informado e arriscar a imaginação como uma águia que aos quarenta anos, sem qualquer compromisso coerente com a razão se confina. Diante do panorama mundial até esta manhã é cinza em nosso horizonte, em Palmeira dos Índios, Alagoas, 25 de março, como nosso destino. Deixo a águia na sua renovação e me vem, como um insight, o alerta do especialista Jean-Claude Manuguerra, em 2012 que há seriíssimos riscos de pandemia. Portanto, quem fala diferente da linguagem literária da ciência e dos fatos de outros países contradiz o que está na literatura, na ética, no compromisso e responsabilidade do profissional. A nossa vida e saúde estão em risco. - Socorro! Diante dos especialistas, qual é o pândego que diverge da veracidade da ciência? * Pandegomania – neologismo

CONFIANTE Tenho pavor de todo país De A a Z, o que escapar é por um triz
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CONFIANTE Tenho pavor de todo país De A a Z, o que escapar é por um triz Tenho pavor do mundo E também de todo mundo Ouço muito fato fementido Tenho pavor, pavor do desconhecido Tenho pavor de abrir a janela Ou de quem passa perto dela Na rua até se escuta um oi Entrei na sala e dela sai Pensamento inquietante, coração acelerado. Nenhum vizinho para dividir um segredo Um monstro sem tamanho Alvoroço estranho Garatujo poema, conto, haicai... O pavor até que se esvai O vírus fez um tufão de revolução Mas, a solidariedade invadiu nosso coração Como uma grande explosão Anjos labutam por mim, por nós. Momento de reflexão! Aperto o botão: vírus da molesta Eu tenho pavor de abrir a fresta Que dá para o agreste da minha inquietação Enxergo a placa certa indicando a contramão Constato em Isaías: "Não temas, pois eu sou contigo; Não te assombres, pois Eu sou o teu Deus. Eu te fortalecerei, e te ajudarei, Eu te sustentarei com a destra da minha justiça". Um vírus incompreensível ao homem Até compreensível ao cientista homem As normas adotadas são essenciais Vamos ficar em casa porque o nosso Deus é mais

SUPERLUA ROSA Manto negro Alguns pontos luminosos
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SUPERLUA ROSA Manto negro Alguns pontos luminosos Não fala, nem se manifesta Oito de abril de dois mil e vinte Lua está cheia e em seu perigeu Se falasse e se manifestasse Apreciaria cerejeira em flor E acalmaria qualquer coração Que está em aflição ou cheio de amor A flor espreita o pirilampo E a superlua aprecia flores novas no campo Eu no meu quarto sinto mais, ou menos angústia Nesta fase de quarentena mundial (Em respeito aqueles que trabalham por mim, para mim e para o outro Estou em casa em trabalho remoto Lavo as mãos com água e sabão Álcool gel 70% para nenhum vestígio de impureza) Porque tudo está escrito... Eu aceito, eu respeito Conversa a distância ou da janela A superlua rosa mais bela