PARA O AMOR NÃO HÁ REGRAS
Para se amar
Não existe normas
Regras ou análises!
Amar é simplesmente
Querência, paixão
Entrega, dedicação.
Amor é centelha
É fogo que arde.
Quando apaixonados
Não existe defeitos
Apenas mimo, harmonia
Carinho, integração!
Amor é recíproco
É alegria, motivação
Não se aprende
Muito menos se ensina
Amar é perder o senso
É dividir culpas sem saber
Quem está com razão!
ELEGIA DO AMOR
Foi tão lindo aquele amor
Que vivemos sóbrios, felizes
Encantados, apaixonados.
Foste carne, sonho, realidade
Amor e prazer em noites
De manhãs quentes, primaveris!
Foste fruta, estrada, mar
Doçura, poema de posteridade
Escrito nas nuvens com giz
Meus olhos deslumbrados
Não sabiam de você, desviar.
Foste um destes amores febris
Que nos faltam palavras
Pra todo amor poder mencionar
Mas, aí, de repente toda doçura
Do mel azedou...
Virou de ponta cabeça
Se transformou!
Era amor principiante, aprendiz
E quando menos esperamos
Se definhou!
De todo amor que se quis
Restou apenas uma canção
E um nome que não se pronuncia
Não se comenta, nem se diz.
Você era, foi, passou!
REPRIMENDAS AO CORAÇÃO
Tento frear vontades...
Os impulsos me condenam!
E por mais que eu queira
Por mais que eu reprima
Não consigo! Meus desejos
Falam mais alto, contrariam.
Pela insanidade dos meus atos
Que se tornam incontroláveis
Perco o equilíbrio, a estribeira
Por anseios de mera ilusão.
E sem dó me flagelo como punição
E tudo que eu disser...
Serão apenas palavras.
Palavras sem qualquer sentido
Sem fundamento, sem razão!
AMOR NAS NOITES DE LUAR
Quanto ao resto do mundo...
Pouco haverá de importar!
Pois, tendo você ao meu lado
Tudo na vida se concretiza:
Afetividade, carinho, felicidade
Porque por trás do dias de sol
Sempre haverá um canto
De amor nas noites de luar!
SER LIVRE PARA AMAR
E depois que decidi
Ser livre para amar
Tudo mudou de lugar!
Onde havia medo
Ressentimento, dor
Infelicidade, ódio, temor
Abriu-se de par em par
As portas do coração
Para um novo endereço
Repleto de alegria e amor!
ESPELHO FILOSÓFICO
Quando converso com meu espelho, é sobre vida que falo! Falo de maneira clara, sincera, pausadamente. E ele com seu olhar de 'dono da situação', pede licença...me calo!
Examina-me de cima a baixo e recrimina filosoficamente:
- O que queres da vida?
- Ainda achas pouco?
- Ainda ontem nascestes nu simples, ignorante.
- E hoje tens a petulância de reclamar da vida?
- Retruco severamente:
- Calma, se quer teci comentário...
- E continua com implicância:
- Se digo é pra que não esqueças:
- Não vês, não sentes
- Que tudo que tens
- Tens em excesso, demasia
- Quantidade abundância?
Por mais que eu queira
Discordar ignorar, fugir da situação
Sei que ele está com a razão.
Tudo tenho, nada falta!
Tomada a lição do dia, reflito
E recolho-me na significância
Da sábia e correta lição!
AMOR PSICODÉLICO
As horas passam aleatoriamente
Desnecessário se faz esperá-la.
Desse modo não posso, não devo
Ter que me sujeitar...
Cansei. Desisto!
Desisto de sofrer por alguém
Que não me quer, não me ama!
Decididamente, chega! Chegou a hora
De seguir em frente, levantar a cabeça
Nunca mais me submeter a caprichos
A infortúnios dolorosos da paixão.
Nossos caminhos, são caminhos contraditórios
Tantas vezes nos encontramos
E nesses encontros não nos achamos.
Sem haver uma explicação, uma resposta
Tudo se embaraça às nossas voltas
Como se fossemos dois estranhos
Num lugar ainda mais estranho... Como pode?
Seria um amor psicodélico? Ou simplesmente...
Estaríamos vivendo um desencanto frenético?
Se você não me compreende... paciência!
O que posso fazer? Mudar o incompreensível?
Um homem não muda seus atos, quando seus atos
Fazem parte de um sonho, de uma história.
E numa história de amor, não se ama sem ser amado.
Se tudo aquilo que imaginamos viver, termina agora
Que termine. Sobreviverei! Juntarei os destroços
E todos os resíduos que permanecem
Dentro da alma, dentro do coração
E os expulsarei um a um e a todos
De forma que nem mesmo as lembranças
Possam manter-se avivadas.
Se a culpa foi minha ou sua, já não importa.
Deixemos que o tempo apague
Tudo aquilo que um dia pensamos querer.
AMAR DE VERDADE
Amar de verdade...
É esperar com paciência,alegria.
É sorrir, cantar, desejar.
É estar pertinho, compartilhar.
É sentir saudades da ausência
Como se um minuto fosse dias!
Amar de verdade...
É sonhar juntinhos, fazer brilhar.
Curtir cada momento da vida
É acordar cedinho só pra te olhar.
É amar sem sentir medo de ser feliz.
E ao cometer erro, saber perdoar!
Amar de verdade...
É se entregar por inteiro.
É servir, afagar, acarinhar.
É superar obstáculos, fronteiras
É saber cuidar, abraçar, zelar.
É ser leal sem meias verdades.
ENSINA-ME A TE AMAR
Ensina-me a te amar
Sem sofrimento, sem dor.
Definitivamente, ensina-me
Como entender o amor!
E nesse relacionamento
Se permita viver sem que tudo
Seja ponto de interrogação.
Ensina-me a te amar
Com alegria, razão, cumplicidade
Sem cobrança, sem omissão.
Se tudo gira em torno do amor
Sonhos, desejos, felicidades
Ensina-me a te amar
Que te amarei pra posteridade!
SONHOS E OUSADIAS
Minha ousadia
vai além dos meus sonhos
E se porventura sinto medo
tristeza ou melancolia
persisto nunca desanimo
pois encontro a força necessária escrevendo uma nova poesia.
E se esse sonhos adormece
à medida que esmoreço
é tempo de renovar energias
Parar! Dá um tempo pra pensar
revigorar tudo aquilo que mereço
pois já é chegada a hora
de um novo desafio
de um novo recomeço.
DÁDIVA DIVINA
Felicidade pra mim
É sempre uma constante
Porque nunca espero
Que a vida me traga
Coisas que vão muito além
Das minhas expectativas
Sonhos que não caibam
Dentro dos meus planos
Por isso sorrio sem desengano
Quando lembro efetivamente
Que viver é uma dádiva!
QUANDO ESTOU CONTIGO
Quando estou contigo
Minh'alma se sente aquietada.
E se me perguntas o porquê?
Porque tua alma também junto
Da minha, sente-se ajustada.
Enquanto nossos corpos
Vibram prazerosos e inquietos
E tremem pulsando ardentes
Por beijos, desejos indecentes!
TODA VEZ QUE O VENTO SOPRA
Toda vez que o vento sopra
Entreabrindo a porta
Me pergunto: será que a felicidade
Está voltando para os meus braços?
Aí, meus olhos vagueiam a procurar-te
Desesperados, sôfregos por amor
Mas sei que é mentira, pura ilusão
Confusão da minha mente
Que já não suporta essa ausência
E implora pedindo desesperadamente
Que seja realidade a dor da desilusão!
DEGRAUS DA VIDA
De degrau em degrau
Percorro meu caminho
Sem mesmo me importar
Se estou cansado, exausto!
Nunca titubeio ou esmoreço
Nem perco o prumo
Ou mesmo desalinho.
São as estradas da vida!
A cada dia faço dessa trajetória
Mais uma etapa vencida.
E se nessa escalada
Sendo a estrada pedregosa
De barro ou de asfalto
Não faço reviravoltas contraditórias.
De maldade desprovida
Subo e desço os degraus
Cada um por sua vez
E quando muitas vezes
Estando prestes seu topo alcançar
Paro, reflito, repenso e volto
Pois, é hora de recomeçar...
O SILÊNCIO DA PALAVRA
No meio da algazarra
Ecoou o silêncio da palavra.
E a forte mudez por sua vez
Destemida, calma, pacífica
Revelou-se misteriosa, audaz.
Era preciso saber calar!
Calar o que se fazia loquaz.
E o verbo como bom entendedor
Travou moderado na garganta
Por mais que quisesse
Explanar suas manifestações.
E assim todos os silêncios
Sem questionarem rumores
Ao mesmo tempo emudeceram.
Emudeceram sem se quer
Contestarem suas indagações!
MADEMOISELLE
Quando penso em você
Penso em carne, estilo, prazer!
Como posso explicar, ter calma
Se meus sentidos, minh'alma
Se confundem, se manifestam
No mais intenso desejo, querer?
Como posso não concordar
Se a sua sensualidade assevera
Meus ímpetos, minhas vontades?
Não existe conceito, metafísica
Que impeça essa impetuosidade.
Se é puro prazer? Certamente!
Vislumbramento, encantamento
Do seu corpo, da minha fantasia
Se misturam em minha mente.
Desse sonho não dá pra desistir...
E pra tornar-se verdadeiro, real
Toda vontade que rege o destino
Basta somente ela querer, existir!
A LENTIDÃO DAS HORAS
A lentidão das horas
Atordoa meu pensar.
Adio datas, compromissos
Ignorando, retardo tudo aquilo
Que leva o pensamento
Como um moinho de vento
Girando contra o próprio tempo
Prestes a parar, encalhar!
Passam-se segundos, minutos
E as horas... continuam,
Continuam lentas no ponteiro
Esperando calmas e silenciosas
Como um filme em câmera lenta
Retardando todo o desenrolar
Do enredo do seu mensageiro!
BEIJANDO TEUS LÁBIOS
Quando beijo teus lábios
Me perco na ilusão
E viajo por entre nuvens
Abraçando cada estrela
Como um viajante sábio
Em permanente sentinela
E solvo cada espaço
Existente dentro de você
Sua voz, seu ar, seu calor
E tudo mais para lhe conceber.
AOS POUCOS
Aos poucos
Fui apagando de minha vida
Seu rosto, seu corpo
Seu andar, cada vontade...
Fui esquecendo cada momento
Vivido, consumido, distraído
Como se nunca tivesse acontecido.
Aos poucos
Fui esquecendo seu nome
Cada promessa feita, jurada
Quando na sede de amar
Sem sentir, medo, dor ou fome
Acalentávamos nossa história
Rompendo no céu a madrugada!
AMOR QUE NÃO TEM FIM
Nosso amor
É amor que não tem fim!
Se sinto falta de mim
É você que me faz viver
E se porventura acontecer
Justamente o inverso
Sou que estou sempre perto
Pra lhe querer, lhe envolver.
Nosso amor
É amor predestinado
Que vive, se deleita, pulsa
Em nossa cama se debruça
Com ar de cumplicidade
Sem temer tempo
Vivência, contratempo
Sem se importar com idade!
UMA TAL FELICIDADE
Em vez de se aborrecer
De se alterar, entristecer
Coloca um sorriso no rosto!
E aí, certamente abrandarás
As amarguras do coração!
Assim se procedendo
A alma fica feliz e liberta-se
De qualquer raiva, desgosto.
Nada nesta vida pesa mais
Que alma presa, acorrentada.
Liberte-se! Liberte sua alma!
Abrande suas inquietações
Problema gera problema...
Dê um tempo...Siga em frente
Reflita suas imperfeições!
Se preciso, pare! Olhe pra trás
Descanse, respire fundo
Desmanche esse amargor
Bebendo um pouco de alegria
Da alegria de viver com satisfação.
Deixe que o vento toque sua pele
Invada seu corpo, seu sorriso.
Às vezes o sorriso é a solução.