Olhei no fundo dos olhos negros dos meus demônios e novamente eles me convidam a ser mais forte. Porem o medo que criei de coisas que não conheço me impede. Agora a única coisa que me resta é enterrar meus demônios, mais uma vez.
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Olhei no fundo dos olhos negros dos meus demônios e novamente eles me convidam a ser mais forte. Porem o medo que criei de coisas que não conheço me impede. Agora a única coisa que me resta é enterrar meus demônios, mais uma vez. Sabendo que mais cedo ou mais tarde eles irão retornar e dessa vez em maior quantidade. E quando me deparo que estou novamente encarando os olhos negros dos meus demônios sinto medo. O medo é passageiro, ele se vai para que a tristeza e angustia possa tomar conta da minha mente. Sinto que não tenho mais força e nem sequer vontade de tentar enterrá-los novamente, sinto que o melhor a se fazer e deixar eles me dominar. Me encontro totalmente perdido na minha melancolia, na minha ira e nos meus pensamentos que me relembra todos os instantes que eu não sou merecedor de nenhum tipo de afeto e de nenhuma graça da Fortuna. Olho para cima, e vejo que mais uma vez estou no fundo do poço, um poço que eu não cavei. Sinto raiva, medo e angustia, não me recordo para onde meus demônios foram, única coisa que vem na minha mente são lembranças dolorosas e tristes. As horas passa, já não sinto mais nada, nem tristeza, nem medo e muito menos angustia, entro em desespero, pior do que sentir o peso do mundo nas costas é não sentir nada. Me encontro totalmente só e sem esperança, nesse momento a morte me convida, isso parece uma boa ideia.