O poeta é um fingidor (mas sente de verdade) o poeta, às vezes, sente o que nunca viveu e jura pra si que doeu.
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O poeta é um fingidor (mas sente de verdade) o poeta, às vezes, sente o que nunca viveu e jura pra si que doeu. mas não doeu. é só que ele viu alguém doendo e achou bonito o jeito que o mundo sangra em silêncio. ele sente por nós, por quem esqueceu de sentir, por quem cansou de tentar entender o próprio peito. finge tão bem que a gente acredita, que a dor dele é nossa, que o amor que ele perdeu era o mesmo que a gente procurava. o poeta cria sensações não pra enganar, mas pra lembrar a gente de que o coração ainda existe, mesmo quando a vida não deixa. e no fim, não é que ele minta. é que ele traduz. traduz o que a gente não sabe dizer, e chama de poesia aquilo que ainda resta de humano em nós.