O soneto que hoje fiz foi escrito D'uma forma correta, d'um modo inverso Sei que morro no final de cada verso
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O soneto que hoje fiz foi escrito D'uma forma correta, d'um modo inverso Sei que morro no final de cada verso Para enfim renascer no infinito. Infinito este no qual ecoa o meu grito Nos confins do meu pequeno universo Onde comigo falo, me contradigo,me desconverso No mesmo instante que sou feliz,estou aflito!. Travo um diálogo mudo entre lucidez e loucura No mundo claro da minha sala escura Onde cansado de não correr eu me deito. Tateando na cegueira a minha mão procura Achar o teu semblante, a tua figura Para dormir o sono do amor no teu peito