Rio Guamá Barcos respiram o rio. Comem e afagam o rio.
Continuar lendo
Rio Guamá Barcos respiram o rio. Comem e afagam o rio. Violões tocam as águas Que inundam a areia E que vêm, de quando em quando, A conversar com essas calçadas. Calçadas. Cimento. Aço. Tantos pensamentos caminhando. Muitos são sólidos, Outros nem tanto. Mas nada dorme E tudo sonha no teu leito. Por entre tuas águas, Guamá, Caminham esperanças, amor. O amor em tua margem. De algum lugar Dedos te olham. Vêm para esquecer Esquecer de lembrar Desse pulsar plausível Que está no coração Tudo caí ao esquecimento. Em tuas águas Inundam os versos. Misturam com lagrimas, Vindas de direções diversas, Pessoas diversas. Cada vez que as águas vêm beijar calçadas, O coração bate Bate mil vezes Vezes mil. Bate-bate. E olhas continuam fixados. Há uma Primavera nas tuas águas. Francisco Alves Arruda (08/03/2009)