"De um amigo nunca se sabe o que esperar, mas dos inimigos sempre se pode esperar o pior". (Nicolás B. Vidal) Outra inverdade. Se não sabemos o que esperar de alguém a quem chamamos de amigo então esse alguém não é ainda um amigo. Quando tivermos a certeza de que alguém é um amigo, saberemos o que esperar dele. Saberemos o que ele aceita e o que ele rejeita. Não é pelo fato de ser nosso amigo que ele deva acolher todos os nossos desejos e procurar satisfazer-nos. Quanto ao inimigo vai depender do grau de sua evolução. Os inimigos verdadeiros geralmente são mentalmente inferiores a nós. Geralmente nos odeiam por qualidades que tempos e eles não.
"Um bom amigo pode nos abandonar, nos trair, nos decepcionar e até ser trocado por outro... mas um bom inimigo é para a vida toda". (Nicolás Buenaventura Vidal) O autor está equivocado. Um bom amigo não nos abandona. Quem é amigo nunca deixará de ser. Quem deixa de ser amigo nunca o foi. Um amigo é um confidente em quem podemos confiar porque não nos trairá. Um amigo é alguém que não nos decepciona porque já conhecemos seu jeito de ser e sabemos o que esperar dele. Um amigo poderá fazer novas amizades, independente da nossa, mas sua amizade é para toda a vida e não nos trocará por outro. (Quem troca uma amizade por outra, ou nunca foi amigo do primeiro ou é um buscador de vantagens e que age dessa forma jamais pode ser considerado amigo) Diante disso podemos afirmar que um amigo é coisa rara. Como disse o cantor "amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração", porque é como uma pedra preciosa difícil de ser encontrada. Quanto ao inimigo, se formos hábeis, podemos transformá-lo em amigo, deixando de ser inimigo para a vida toda.
"Os inimigos sempre dizem a verdade, sobretudo quando dói". (Nicolás B.Vidal) Discordo do autor: os inimigos estão sempre nos enganando com mentiras. E através delas procuram dominar-nos e até mesmo prejudicar-nos. Quando dizem a verdade não têm a intenção de nos ajudar, mas sim de ferir-nos. O amigo sim. O amigo verdadeiro, este não não se furtará de nos dizer o que precisa ser dito para o nosso bem, embora muitas vezes prefere se omitir para não nos magoar.
Parafraseando Hamlet, votar ou não votar, eis a questão. O que pode pesar mais na minha consciência: abster de votar deixando que o inimigo tome o poder no país, ou votar, acreditando mais uma vez em promessas que, certamente, não serão cumpridas, para evitar o mal maior, e dessa forma, tornar-me cúmplice do sistema corrompido que aí está, por legitimá-lo com meu voto?
Observe as falhas cometidas pelo outro e as consequências sofridas por ele. Não o julgue, mas procure não incorrer nas mesmas falhas, caso tenha oportunidade de as cometer. Agindo assim, estará usando sabedoria adquirida com a experiência do outro. E, na prática é a única que nos vale alguma coisa.
Os sentimentos das pessoas em relação às outras podem ser classificados em quatro categorias que vai desde a antipatia, passa pela apatia ou indiferença, evolui para a simpatia e finalmente atinge o ponto máximo que é a empatia, quando se adquire a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir o que ele está sentindo.