A mim parece que a prática do bem ou do mal guarda certa relação com o momento econômico em que vivemos. Em época de prosperidade as pessoas tendem a praticar mais o bem ou pelo menos diminuem a prática do mal. Já durante um período de crise econômica, com recessão, desemprego e inflação alta entre outras, um número significativo de pessoas descartam tudo que aprenderam na religião e põem em prática toda sorte de mal que permita a elas sobreviverem. O roubo, a traição, a inadimplência, tudo deixa de ter importância negativa. Durante uma crise econômica ocorre a prática da parábola do semeador no que diz respeito às sementes que caíram em terreno pedregoso. Germinaram, mas por não terem raízes, logo que saiu o sol, morreram. Poderíamos incluir também as sementes que caíram entre os espinheiros. Os cuidados do mundo, por natureza, já sufocam aquele que deseja seguir o Cristo. Em época de crise econômica, mais ainda. Seu mundo é mais importante e é preciso garanti-lo.
Precisamos estar preparados para viver na pobreza da mesma forma que na riqueza.
A pobreza não assusta a quem, além de ser rico materialmente falando também é rico de espírito. Quando a primeira riqueza vai embora ele não desespera e aceita a pobreza com naturalidade.
Por outro lado quem é pobre materialmente falando, quando por acaso a sorte sorri para tal pessoa e ela entra no mundo dos ricos, sua riqueza em pouco tempo desaparece porque não está preparado para viver neste mundo, e ele volta a ficar pobre.
O sofrimento é um tema que preocupa a muitos e que provoca muito debate. Interessante é que o sofrimento atinge a todos. Sofre o rico e sofre o pobre, cada um a seu modo. Descobrir a solução para o sofrimento parece ser algo impossível, mas para a pobreza e a riqueza, não. Pobreza e riqueza são faces da mesma moeda. Uma não sobrevive sem a outra. E tudo depende do homem : viver como rico ou como pobre. E mesmo que não esteja à altura de todos a decisão por um ou outro modo de vida, o ciclo proposto por Lao-Tse se encarregará de mudar a pobreza em riqueza e vice-versa.
Jesus não é o criador da esmola. A ideia de esmola já fazia parte do judaísmo. Há várias referências a esmola no livro dos Provérbios e Eclesiástico. Jesus pregou isto sim um desapego aos bens materiais. Ao jovem rico que o procurou para se orientar deu o seguinte conselho: vai vende tudo o que tem e dê aos pobres, depois venha e me siga. Jesus é categórico no que diz respeito a pobreza: "Os pobres SEMPRE os tereis convosco, e quando vocês quiserem poderão fazer bem a eles. Quanto a mim nem sempre me tereis". Essas palavras foram ditas a Judas que hipocritamente lastimava que uma mulher tivesse desperdiçado um vidro de perfume, derramando-o na cabeça de Jesus. Dizia Judas como muitos que não fazem nada pelos pobres: “Esse perfume poderia ser vendido e o dinheiro dado aos pobres...” Judas, além de traidor era ladrão como escreveu o evangelista João em seu evangelho. Tomava conta das economias dos apóstolos e os roubava. Como Judas, há muita gente preocupada com os pobres, mas não fazem nada por eles. Políticos principalmente. É mais fácil socorrer o coletivo que o particular. O coletivo tem a admiração do povo, do eleitor e dá voto. Pobreza e riqueza são efeitos. Cada um que trate de encontrar o porque de sua pobreza e procurar sair dela. Com bolsa família e acomodação não vai sair jamais. O problema do desnível social só vai ser solucionado quando todos tiverem o mesmo grau de inteligência e criatividade. E isso governo algum poderá dar a ninguém.
(comentário a uma postagem no face)
O rico verdadeiro possui bens e nobreza de espírito.
O falso rico possui bens, mas não possui nobreza de espírito.
O falso pobre não possui bens, mas possui nobreza de espírito
O pobre verdadeiro não possui bens, nem tampouco nobreza de espírito.
Se você quiser testar um suposto amigo, peça-lhe para ser sua testemunha em um processo judicial (real ou fictício) onde seu testemunho pode resultar em um prejuízo para ele. Ou peça a ele para ser seu fiador no aluguel de um imóvel, ou qualquer outro contrato de financiamento em que se exige um fiador. Se ele confia em você, ele não lhe dará uma desculpa para ficar de fora.
Em termos de amizade os contrários se repelem e os iguais se atraem. Dessa forma, podemos encontrar amizade entre pessoas desonestas, visto que sabem reconhecer suas manhas, truques e trapaças. Já entre um honesto e um desonesto não haverá amizade. E quando isso acontecer é porque o desonesto enganou o honesto com mentiras que este tomou como verdade. Essa "amizade" tem curta duração, visto que o honesto em pouco tempo será lesado pelo desonesto.
__ Por que as amizades verdadeiras são tão escassas?
__ Porque as pessoas desconfiam umas das outras.
__ E por que existe essa desconfiança?
__ Porque as pessoas em sua maioria apresenta algum tipo de desonestidade, e a pessoa que se julga honesta tem receio de sofrer alguma decepção.
"Do que a terra mais garrida,
teus risonhos, lindos campos têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida.
Nossas vidas em teu seio mais amores".
(O autor se esqueceu de dizer que este jardim de delícias é frequentado por diversas quadrilhas de ladrões e que aqueles que se aventuram a apreciar as belezas do jardim são fatalmente assaltados)
Para o cidadão comum, constitui uma verdadeira aventura constituir um advogado e mover um processo judicial para defender algum direito. Além dos custos advocatícios altos, o cidadão corre o risco de, na reta final, ver sua causa classificada como improcedente pelo juiz. Além de não ver seu direito reconhecido pelo juiz ainda tem de arcar com os honorários do advogado da parte vitoriosa.
A Justiça da mesma forma que a Saúde deveria ser garantida pelo Governo para todos, independentemente da renda de cada um. No atual quadro social, leva vantagem os pobres que podem fazer uso da assistência jurídica gratuita e o ricos que não têm receio de perder a causa e arcar com os custos da parte vitoriosa. Os cidadãos de renda intermediária, muitas vezes se excluem da proteção judicial porque não além dos honorários do próprio advogado têm, em caso de derrota, arcar com os honorários do advogado da outra parte. Justiça para todos e fim de honorários para advogados que passariam a ser funcionários públicos, a exemplo do ministro do Supremo Tribunal e outros.
Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre. Deus é imutável. Mas o homem de hoje é diferente do homem de ontem e o será do homem que virá. Estamos em permanente mudança. Dessa forma, é natural que nossa concepção de Deus seja diferente da que teve o homem de ontem e muito provavelmente será diferente da que terá o homem do futuro.
"Dizem que é o medo da morte, e do que vem depois da morte, que leva os homens a voltar-se para a religião à medida que os anos se acumulam". Escreveu Aldous Huxley em um de seus romances. Mas como explicar a busca da religião por um sem número de jovens que têm a morte tão longe de seu pensamento? Um jovem nunca pensa na morte. Penso justamente co contrário de Huxley, os homens buscam a religião justamente quando são mais jovens porque seu idealismo casa com as ideias difundidas pela religião. Ao acumular idade vão se distanciando porque a experiência da vida vai deixando-os céticos, desiludidos. A fraternidade apregoada pela religião costuma não ser mostrar presente em suas vidas. O mundo é diferente daquele idealizado pela religião e só o mais idoso pode perceber.
Educação versus Cultura:
Eu digo que Educação sem Cultura é como comida sem tempero.
Podemos nos nutrir ingerindo alimento sem condimento, mas é
mais saboroso e desejável se estiver temperado. Da mesma forma
a Educação, se se fizer acompanhar da Cultura fica muito mais
interessante e mais fácil de assimiliar.