Fecha os teus olhos bem! Não vejas nada! Empalidece mais! E, resignada, Prende os teus braços a uma cruz maior!
Frases de Florbela Espanca
180 frases
Ódio por ele? Não...se o amei tanto, Se tanto bem lhe quis no meu passado (...) Nunca mais amá-lo é já bastante! (...)
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Ódio por ele? Não...se o amei tanto, Se tanto bem lhe quis no meu passado (...) Nunca mais amá-lo é já bastante! (...) Ódio por ele? Não... não vale a pena...
Procurei o amor, que me mentiu Pedi à vida mais do que ela dava..
Os teus olhos são frios como espadas E claros como trágicos punhais Têm brilhos cortantes de metais
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Os teus olhos são frios como espadas E claros como trágicos punhais Têm brilhos cortantes de metais Vejo neles imagens retratadas De abandonos cruéis e desleais
Sonhos que logo são realidades, Que nos deixam a alma como morta!
Gritando que me acudam, em voz rouca Eu, náufraga da vida, ando a morrer
Sou, como tu, um riso desgraçado! Não ser poeta assim como tu és Para gritar num verso a minha Dor!...
E ser-se novo é ter-se o paraíso, É ter-se a estrada larga, ao sol, florida Aonde tudo é luz e graça e riso!
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E ser-se novo é ter-se o paraíso, É ter-se a estrada larga, ao sol, florida Aonde tudo é luz e graça e riso! Dizem baixinho a rir : "Que linda a vida!..." Responde a minha Dor : "Que linda a cova!"
Gritem ao mundo inteiro esta amargura, Digam isto que sinto que eu não posso!...
Nesse triste convento aonde eu moro, Noites e dias rezo e grito e choro E ninguém ouve... ninguém vê... ninguém...
Falo de Ti às Pedras das Estradas Falo de ti às pedras das estradas, E ao sol que e louro como o teu olhar,
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Falo de Ti às Pedras das Estradas Falo de ti às pedras das estradas, E ao sol que e louro como o teu olhar, Falo ao rio, que desdobra a faiscar, Vestidos de princesas e de fadas; Falo às gaivotas de asas desdobradas, Lembrando lenços brancos a acenar, E aos mastros que apunhalam o luar Na solidão das noites consteladas; Digo os anseios, os sonhos, os desejos Donde a tua alma, tonta de vitória, Levanta ao céu a torre dos meus beijos! E os meus gritos de amor, cruzando o espaço, Sobre os brocados fúlgidos da glória, São astros que me tombam do regaço!
Pior velhice Sou velha e triste. Nunca o alvorecer Dum riso são andou na minha boca!
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Pior velhice Sou velha e triste. Nunca o alvorecer Dum riso são andou na minha boca! Gritando que me acudam, em voz rouca, Eu, náufraga da Vida, ando a morrer! A Vida, que ao nascer, enfeita e touca De alvas rosas a fronte da mulher, Na minha fronte mística de louca Martírios só poisou a emurchecer! E dizem que sou nova... A mocidade Estará só, então, na nossa idade, Ou está em nós e em nosso peito mora?! Tenho a pior velhice, a que é mais triste, Aquela onde nem sequer existe Lembrança de ter sido nova... outrora...