Eu: aquele que não é tu.
Frases de Flávio Alberi Zahn
24 frases
A autopiedade é o que segrega o espírito.
O samba é a voz de Deus ecoando: respeitai domingos de festas!
Muitas vezes a vida nos leva a fazer coisas sem sentido para que possamos encontrar sentido nas coisas que fazemos.
Vociferou o ambientalista agastado: há horas em que gostaria de atear fogo em certos humanos. Logo penso no desperdício do palito de fósforo e desisto
Saudades temos das boas coisas que o tempo nos privou; todo mais são lembranças!
A autopiedade nos faz exigir dos outros uma compaixão que para com os quais jamais teremos.
Às vezes é preciso perder-se do caminho para encontrar o destino.
Logrou o Sábio: a cartilha está aposta; após isto desfaz a ignorância ou provêm a estupidez.
O indivíduo é um espetáculo ensaiado só esperando a cortina abrir. A depressão é uma cortina que não abre. E atrás da cortina o espetáculo da vida não acontece.
Professor não é só uma profissão; é o alicerce de todas as profissões.
Equação da vida: cada dia a mais é um dia a menos.
Não fique esperando o porco se importar com a sujeira do chiqueiro.
De tombos em tombos é que aprendemos a ficar em pé.
Olhando para o outro também nos vemos.
Alienação: diminuição da capacidade de enxergar o todo.
Quem incessantemente viaja ou está em busca de algo - ou fugindo de algo.
Para chegar é preciso partir.
A JOANINHA A Joaninha era tão bonitinha; cheia de pintinhas, meio amarelinhas.
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A JOANINHA A Joaninha era tão bonitinha; cheia de pintinhas, meio amarelinhas. Sem querer botar quebranto - mas era muito perfeitinha. Apesar de pequenina era muito ligeira, dava para todo mundo; Até para quem não cabia.
Hereditário Eu tremia mais que vara verde... parecia o meu irmão quando meu pai o apanhou usando drogas. Eu não conseguia falar uma só palavra sem gaguejar... parecia meu irmão mais velho quando a esposa descobriu que ele tinha um amante.
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Hereditário Eu tremia mais que vara verde... parecia o meu irmão quando meu pai o apanhou usando drogas. Eu não conseguia falar uma só palavra sem gaguejar... parecia meu irmão mais velho quando a esposa descobriu que ele tinha um amante. Eu estava mais nervoso que quarentão aguardando o primeiro exame da próstata... parecia minha irmã de quinze anos grávida e sem ideia de quem seria o pai. E a minha cara de gato cagando na chuva! Parecia minha mãe vomitando de bêbada. Estou falando do dia em que fui pego roubando o dízimo da igreja em que o meu pai é pastor.
Às vezes o começo só faz sentido no fim.
Gente de mais é gente de menos.
Alegria do Morro Muvuca era do "vuco-vuco", gostava de samba, gela e mulher: principalmente se fosse mulata, e tivesse samba no pé.
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Alegria do Morro Muvuca era do "vuco-vuco", gostava de samba, gela e mulher: principalmente se fosse mulata, e tivesse samba no pé. Era um cara "sossêga", e respeitado pela rapaziada, andava de boa no morro, nunca foi visto de cara amarrada. Sangue bom prestativo, só sabia fazer o bem; ajudava todo mundo, sem nunca perguntar a quem. Malandro "responsa", não arrumava confusão, se alguém lhe apresentasse encrenca, ia logo dizendo que não. Mas a vida lazarenta resolveu com Muvuca aprontar, e despachou o pobre diabo, para ir fazer festa para os lados de lá. Os samangos chegaram no morro dando tiro pra todo lado, tentando acertar bandido, mas o Muvuca é que foi alvejado. Levou duas balas certeiras, e não teve nem como fugir; Os tiras ainda disseram que o pobre tentou reagir. A gente falou a verdade, mas ninguém quis escutar; Nos mandaram baixar o facho, e não procurar sarna para se coçar. E assim o Muvuca se foi - deixando mais triste o morro. Só nos resta sentir saudade, e a Deus pedir socorro. Socorro, meu pai, meu pai, socorro; receba o Muvuca, meu pai, e traz de volta a paz pro morro. Socorro, meu pai, meu pai, socorro; receba o Muvuca, meu pai, e traz de volta a alegria pro morro.
Chifrudo é o Diabo Josineide pensa que me engana com esse papo de caô-caô, todo domingo saindo perfumada, dizendo que vai ao culto do senhor.
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Chifrudo é o Diabo Josineide pensa que me engana com esse papo de caô-caô, todo domingo saindo perfumada, dizendo que vai ao culto do senhor. Mas só volta para casa de madrugada, descabelada e deita ao meu lado. Devagarzinho vai se aconchegando, enquanto eu roncando finjo dormir! No outro dia já acorda cansada, toda disfarçada e prepara o café. Eu fico só de butuca com o meu jeitão de mané. Depois puxa papo e inventa lorota tentando me enrolar; dizendo que fica até mais tarde no templo ajudando o pastor orar. Para salvar umas almas perdidas, que já estavam nas mãos do cão. Enquanto o outro chifrudo aqui em casa, fica assistindo as bostas da televisão. Se dormir no trilho, meu irmão - não adianta rezar; Pois se o trem já esta desgovernado, não há santo que possa ajudar. Se fosse São Tomé - só acreditaria vendo. Se fosse Pôncio Pilatos - lavaria minhas mãos. Mas sou cabra da peste, devoto de Padinho Cícero. Descendente do cangaceiro, com sangue de Virgulino Lampião. Por isso vou ter que dar um chego lá no igreja, ter um lero com esse pastor e resolver a situação. O cabra resolver acabar de vez com a hora extra do culto, ou então que se entenda com o meu três oitão. Se vendeu a alma para o diabo, meu irmão, não adianta rezar. Depois que o chifrudo descobre, a conta ele vai cobrar. Chifrudo é o diabo - literalmente.