Guardo comigo lembranças que não me fazem feliz: álbum, vestido, alianças,
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Guardo comigo lembranças que não me fazem feliz: álbum, vestido, alianças, e profunda cicatriz.
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Guardo comigo lembranças que não me fazem feliz: álbum, vestido, alianças,
Guardo comigo lembranças que não me fazem feliz: álbum, vestido, alianças, e profunda cicatriz.
Autobiografia. Meu coração é barroco Mergulhado em confusão;
Autobiografia. Meu coração é barroco Mergulhado em confusão; É brisa que vai, aos poucos, Se tornando furacão.
Meu amor é um segredo que não ouso revelar. Um mistério, um enredo,
Meu amor é um segredo que não ouso revelar. Um mistério, um enredo, e de pensar, tenho medo do que diga meu olhar. Seus olhos são como filtros, que em rede de luz me enlaçam. E sigo, absorta, os rastros que deixam seus breves passos, no instante em que por mim passam. Meu amor é a razão do riso de minha boca. E de eu estar, (e porque não?), sozinha, falando em vão, andando como uma louca! Meu amor é para não ser além do que sinto em mim. É para amar e esquecer, a chance de o conhecer como o desejo enfim.
Já estive em mares revoltos, também já vi calmaria, mas deixar meu leme solto
Já estive em mares revoltos, também já vi calmaria, mas deixar meu leme solto só na tua companhia.
Com pesados grilhões fomos mantidos em servidão, e até hoje não dispomos
Com pesados grilhões fomos mantidos em servidão, e até hoje não dispomos de completa redenção.
Pelo Espaço Sideral Ele não é dessa galáxia, Definitivamente.
Pelo Espaço Sideral Ele não é dessa galáxia, Definitivamente. Talvez exista em outra dimensão, Talvez não. É possível que tenha sido Engolido Por um buraco negro, Absurdo, Ou seja feito De matéria negra E eu não possa Enxergar, Apesar de estar preenchendo O espaço que me rodeia. E se for aquela estrela Que brilha para mim de madrugada, É romântico, mas pouco prático. Eu busco o prático! Busco a forma E a matéria, E a união de mundos Subjetivos e Habitáveis.
Beijou cada pedaço de Luana como se fossem páginas de um livro, percorreu seus dentes com a língua como se roubasse suas palavras e a penetrou como se pudesse entrar nas histórias e viver lá para sempre.
Restos de Espanca Essa lua que ilumina nossos sonhos, E também os pesadelos mais medonhos
Restos de Espanca Essa lua que ilumina nossos sonhos, E também os pesadelos mais medonhos Que assombram nossos corações doentes; É a mesma sob a qual, juramos santos, Que o amor que nos protege com seu manto É o maior e o mais sincero entre as gentes. Essa lua que, outrora, padecera De saudades, junto a mim e ao que eu era, Poisa agora, solitária e demente Neste céu, escuro e frio de tristeza Em saber que fui sozinha na certeza De que havia, em nosso amor, algo premente. Essa lua que foi minha companheira, É agora testemunha derradeira De que amar foi para mim mais que um castigo; Pois a ti dei mais que o corpo e o coração, Dei-te a alma carregada de emoção, Dei-te tudo o que de bom tinha comigo.
Não diga que não avisei! Acho que sou muito fácil, Mas todos dizem que não;
Não diga que não avisei! Acho que sou muito fácil, Mas todos dizem que não; Gosto das coisas de um jeito Que não tem explicação. Não adianta um caderno Com tudo tintin por tintin, Que as regras dos outros Não funcionam pra mim. Você pode até pensar Que foi falta de castigo, Mas meus pais fizeram tudo O que sabiam comigo. A língua é bem afiada, Mas o coração é bom; Se me tratar com carinho Sou mais doce que bombom. Não me ofereça presunto, manga, quiabo e jiló; Jaca também não me desce, Não há uma lista pior. Se quiser me agradar É mais fácil que a crianças, Me dê papel e caneta E me encha de esperanças. Só não tente provocar Minha parte irritadinha Ou você vai preferir Beijar um galo de rinha. Estou dizendo isso tudo Para não ouvir qualquer dia Que você dormiu com brisa E acordou com ventania. Não te prometo um amor Que a gente vê em novela, Ofereço a realidade E o que vier com ela. Há dias que vou te querer Em outros irei me isolar, Mas se tiver paciência Apesar da aparente ausência E de tanta incoerência Eu volto a te procurar.
Sonetinho Triste que Só. Assisti a tua partida resignada, como um pássaro que deixa de voar;
Sonetinho Triste que Só. Assisti a tua partida resignada, como um pássaro que deixa de voar; como se ficar sem ti não fosse nada, só o flash de um relâmpago no ar. E te vi andar sozinho na levada Do caminho oposto ao que costumavas andar Quando vinhas me encontrar, de madrugada, E suas dores em meus braços repousar. Só agora é que percebo, assustada, Que há muito perdi a entoada Deste verso sem rima que é minha vida; Que fiquei a contemplar os teus espasmos, Os teus risos, os teus sons, o teu descaso, No lugar de procurar minha batida.
De que lado? Muda, imperceptível, estagnada. E a vida segue,
De que lado? Muda, imperceptível, estagnada. E a vida segue, E a marca fica, E o melhor seria esquecer. Mas qual? Esquecer implica Em deixar ir. A porta bate atrás dela E o mundo para, Então ela volta E tudo recomeça. Ele diz que não sabe, Mas é insuportável ficar. Ficar é aceitar a dor E isso não faz o seu tipo, Mas ela não é a mesma de antes Há muito tempo... - Não, meu bem, Preciso me resgatar, Dessa vez A porta vai se abrir E quando ela fechar Eu não estarei mais aqui.