E nesse hábito meu de escancarar doçuras, tudo vira afeto - mesmo o que ainda não existe.
Frases de Flávia Brito
83 frases
Aí eu me peguei cantando mentalmente uma musiquinha cafona, eu assim meio encantada, sabe? E, depois do susto, tive certeza: a felicidade é um descuido.
Não sou o tipo de pessoa que enlouquece de amor. Sou o tipo de pessoa que já acreditou que amava loucamente mas aprendeu que amor não enlouquece: sereniza.
Cultivo aquele tanto de dor necessária para ser feliz. Porque é impossível reconhecer que se é feliz sem, em algum momento da vida, ter sido sensibilizado pela dor de uma ou outra coisa.
Se essa é a hora certa ou errada eu não sei, e não me interessa. É o tempo que tenho. É o que me importa.
Amar é (im)preciso.
Não sei não esperar. E o faço meio disfarçada, meio olhando pelo buraco da fechadura para ver se o que desejo chegará sem me flagrar à sua espera, mas espero.
Tanta coisa é feita pra doer na gente, tanta coisa, mas é tudo de passagem. De permanência, a gente ficando mais viva.
Não consigo conceber alguém que queira mesmo viver e consiga manter os dois pés sempre no chão. Viver é se aventurar; não combina com precauções, nem previsões.
E, sobretudo, eu lhe desejo um momento de paz cuja lembrança possa apaziguar por uma vida inteira.
Hoje eu penso que liberdade, mas do que se atirar de cabeça no que a gente quer, é não se deixar acorrentar por aquilo que a gente pode até querer, mas não nos serve.
Até minhas tentativas de dissimulação são confessionais. Quando penso não ser tão aparente é que sou mais óbvia.
Abandonar a prática de conjecturar sobre o "se".
Deve ser enlouquecedor ser lúcido o tempo todo.
Gosto do inapropriado. E isso não tem nada a ver com subversão, mas com humanidade.
Meu segredo mais bem guardado nem eu conheço. É coisa do meu coração, que a razão não atina.
E esse gosto de "quase" que trago na boca chega a ser amargo, de tão doce.
Aquela sensação de que, embora não falte nada, falta.
Leia o meu silêncio. Há nele o melhor de mim sendo dito, e é para você.
Não sou sentimental. Sou sentimento.
Eu não sei de nada. Não sei de nada. E eu gosto dessa ignorância, dessa quase inocência de desconhecer as coisas para me permitir não depender delas.
Viver é delicado. A gente sempre pensa que já viu e fez e passou de tudo quando, na verdade, está apenas começando.
Gostar dói. Não gostar dói mais. Dor por dor, escolho a que me faz sentir menos vazia.
Não acredito nisso de amar muito ou amar pouco. A gente ama, e ponto. Ou não ama, e ponto. Não há como existir um meio termo: é como respirar. A gente respira ou não respira. E ponto.