o teletransporte vs a presença, de todos nós Estou deitado… E incessantemente de um pensamento à outro eu vago
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o teletransporte vs a presença, de todos nós Estou deitado… E incessantemente de um pensamento à outro eu vago Até que de repente “Como assim esse tempo todo eu estava de olhos fechados?” E então eu descobria que eu era teletransportado De forma sútil e automática, pelo pensamento eu era carregado A máquina de teletransporte fica tão escondida quanto um nariz no meio da cara E é tão sorrateira quanto a respiração antes de ser apontada Estou de pé… E incessantemente de um pensamento à outro eu vago Até que de repente eu percebo “Esse tempo todo eu estava de olhos abertos, sonhando acordado??” Novidade, de olhos abertos eu também estava sendo teletransportado A máquina pode nos levar pra lugares bons ou ruins Mas eu não estou lá de verdade então tanto faz A paz só pode estar no aqui e no agora Morar nos pensamento é sempre algo precário e insatisfatório A máquina sabe pintar e pinta sobre qualquer tela Ela pinta de paraísos precários à infernos imaginários Seja sobre a tela sem cor do breu dos olhos fechados Ou sobre a tela colorida dos olhos abertos Pra imaginação não há cortinas reais, ela se sobrepõe a qualquer coisa De um pensamento à outro, e assim sigo sendo enganado Busquei tanto tanto pela realidade, mas me perdi procurando no lugar errado Mas agora sabendo que sou um prisioneiro, talvez eu tenha alguma chance de ser libertado A saída não está dentro e nem fora, pois não existem lados Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço, sem distâncias Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço, sem distâncias, sem moldura Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço, sem distâncias, sem moldura, sem quadro Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço, sem distâncias, sem moldura, sem quadro, sem pintura Como as aparentes distâncias em um quadro, sem tempo, sem espaço, sem distâncias, sem moldura, sem quadro, sem pintura, sem aparência, sem nada sem conceitos, sem pensamentos, livre, livre de si mesmo, solto de si mesmo, absolutamente solto, enxergando paredes e muros materialmente vazios como de fato são, como na visão de uma criança vendo as mesmas paredes mas sem se sentir presa sem tudo, sem mundo, sem barreiras, apenas o infinito, apenas a realidade como ela é, como ela realmente é pra além de perspetivas, pensamentos, abstrações, pra além de alguns centímetros cúbicos que sustenta a ilusória separação sem camadas de ilusões, apenas o núcleo permanente de todo lugar, sem indivíduos, sem eu, sem nós, alguém ou ninguém, sem partes, sem formas, sem contornos, sem corpo, sem tudo, sem mundo, sem universo, sem barreiras, sem imaginação, apenas o real, apenas o infinito, o ilimitado, apenas o que é