Me vejo Olhos extremamentes inchados Mal consigo me olhar no espelho
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Me vejo Olhos extremamentes inchados Mal consigo me olhar no espelho Não queria acreditar q esse sou eu Sem querer acreditar nas palavras que escutei E como eu tenho escutado... e ouvido Estou chorando incontrolavelmente Um choro de dentro da alma Q me faz emitir sons mesmo sem querer Talvez eu não queira acreditar que já cheguei no meu limite Vou tomar banho Minhas lágrimas tentam competir com o chuveiro A batalha é tão intensa que sento no chão Me dou por vencido Nunca chorei tanto durante esse relacionamento Talvez esse seja um sinal q meu limite chegou A queda da água me permite parar de querer controlar a minha dor O barulho da água ajuda a abafar o desespero do meu choro Agora, um choro livre Meu coração molhou Não conheço os meus limites Mas, estou cansado Não, na verdade estou esgotado E estou só Me banhando em lágrimas O tempo vai escorrendo pelo ralo Sinto o contato da água me abraçando ELE nunca me deixou só Ouço a água me acalmando Lavando Levando Eu vou continuar amando Amando uma mulher, uma filha/filho, uma mãe/pai Amor sem medida, sem disputa Pq amor é uma conta q não bate Quanto mais se dá, mais temos e maior fica a nossa vontade de amar Se quiser diminuir, ele zera Transferir? Pq dividi-lo se ele se multiplica? Quem não escolhe amar? Mas lutar tem sido mais constante que amar O que tenho que aprender com esse momento? Porque tem que ser tudo tão difícil? Essa pergunta me fez desabar em lágrimas mais uma vez Não sei bem o que eu quero Mas sei q não quero mais me ver assim