Chora-se sozinho, e não se sabe: Sofre-se lindamente. Com tal dignidade que dói em quem olha
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Chora-se sozinho, e não se sabe: Sofre-se lindamente. Com tal dignidade que dói em quem olha As núpcias com a dor presente. O olho do outro nunca é destino do olhar de fuga Do feio, do torto, do doente Pois estes estão sempre perdidos, pra lá da janela Pensando em amor, engolindo a dor, silente. O sorriso, fingido com maestria É resposta à pergunta impertinente Pois todo silêncio, é prece Que se cala contente.