Um dos conceitos do existencialismo é que a última palavra é sempre do acaso.
Frases de Fernanda Montenegro
24 frases
O jornalista foi a um convento das carmelitas e entrevistou uma freira que estava atrás de uma porta. Ele não via a mulher e nem ela o via. E ela falando de liberdade. E ele disse: “Mas a senhora está falando de liberdade atrás de uma porta, de onde a senhora não tem nem permissã…
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O jornalista foi a um convento das carmelitas e entrevistou uma freira que estava atrás de uma porta. Ele não via a mulher e nem ela o via. E ela falando de liberdade. E ele disse: “Mas a senhora está falando de liberdade atrás de uma porta, de onde a senhora não tem nem permissão de me ver! Como a senhora explica isso?”. Ela respondeu: “Liberdade, para mim, é um ser humano estar onde ele deseja estar.”
Se me incomodasse tanto o ser humano me solicitando, eu deixaria de me exibir, ficaria dentro de minha casa e procuraria um trabalho num laboratório de pesquisas químicas, por exemplo.
O teatro e a educação devem caminhar juntos; educar não é só ensinar a ler e escrever, é ensinar a pensar e sentir mundo de outras formas.
Investir em cultura não é caridade: é uma parceria que ajuda a projetar o Brasil internacionalmente.
A palavra não é apenas um conjunto de sinais gráficos. Nela há sangue, suor e lágrimas.
Nosso ofício, falo de teatro, não nos deixa provas. A posteridade não nos conhecerá. Quando um ator pára o ato teatral, nada fica. A não ser a memória de quem o viu. E mesmo essa memória tem vida curta.
A nossa sociedade vê a mulher na menopausa como apenas um instrumento em finitude.
O improviso é importante na novela e na vida.
Esta palavra, “velha”, bem, deveriam inventar outra porque ela já vem contaminada de coisas como a decadência, a finitude. Os velhos são produtivos, apesar de terem uma sociedade que só cultua o novo.
Tenho um otimismo realista, porque a condição humana é falha. Todos nós somos atores nesse palco que é o mundo.
Eu penso na finitude, porque está perto. Tenho menos tempo adiante do que aquele que já passou. E isso não é uma festa. Na hora de ir, eu vou ter pena. Eu gosto muito da vida, o que eu vou fazer?
Santo Agostinho dizia que “se você duvida, é porque você crê”. Essa frase põe a gente no colo. Então creio, tenho fé.
Uma mãe vive preocupada. Quando eles estão bem, penso: “Agora está tudo bem, mas e depois?” Existe uma calma. Mas é uma calma em atenção.
Se você exerce a sua vocação, metade da sua vida está resolvida.
Não existe educação sem cultura. A educação é um esqueleto, a cultura é a carnificação desse esqueleto.
Como artistas criadores, nós somos representantes de uma cultura altamente referencial, mas abaixo da linha do Equador. De vez em quando nós conseguimos atravessar essa linha e temos o reconhecimento internacional do nosso talento amplo e irrestrito. De pé, vi minha filha comovi…
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Como artistas criadores, nós somos representantes de uma cultura altamente referencial, mas abaixo da linha do Equador. De vez em quando nós conseguimos atravessar essa linha e temos o reconhecimento internacional do nosso talento amplo e irrestrito. De pé, vi minha filha comovida e agradecida. Eu aplaudo Fernanda Torres. Bravo, minha filha, bravo.
Na velhice, a solidão é inarredável. A vida vai levando você à solidão. Com a idade você vai ouvindo menos, vendo menos, se levanta com menos agilidade e as juntas começam a secar. Isso tudo é uma solidão também.
A consciência da morte é constante, diária, a cada segundo. Não é se conformar, é tentar aceitar, porque vai vir. O que vamos fazer? Ninguém é eterno.
A gente tem que se conduzir na vida e tem que ter fôlego e tem que ter sonho. A vida é sonho. Então se é sonho, a gente tem que realizar o sonho com o nosso fôlego.
Se der certo, você é o herói da família. Se você não der certo, você é um maluco, uma maluca, um artista.
Na vida, temos que encontrar nossa vocação. Se você já encontrou, se agarre a ela.
Aos 95 anos, meu corpo pede pra ficar deitado. Mas eu não me rendo.
Todo dia, acorde, levante e dance. Não podemos parar.