AMOR IMAGÉTICO Ao longo da minha vida, descobri que o amor não é algo verdadeiramente acessível e vivido por mim. Percebi que os romances que vivenciei não foram necessariamente histórias de amor. Talvez tenham sido excessos de prazer, paixão, alegria ou dor.
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AMOR IMAGÉTICO Ao longo da minha vida, descobri que o amor não é algo verdadeiramente acessível e vivido por mim. Percebi que os romances que vivenciei não foram necessariamente histórias de amor. Talvez tenham sido excessos de prazer, paixão, alegria ou dor. Para me sentir amado criei o imaginário de um lugar possível, que me permite evocar sentimentos e memórias para de alguma forma experienciar um pouco de amor. Tentei em vão oferecer outras linguagens que pudessem transmitir a essência do meu amor, de maneiras que palavras isoladas poderiam não ter sido suficientes. Exausto, ainda persisto projetando estórias para o meu amor poder existir em algum lugar, me convencendo da ideia de que ainda sou capaz de amar. Acreditar no amor imagético foi a única forma que encontrei de manter viva a perspectiva de que ainda posso amar e a esperança de ainda viver o amor.