me
vejo entre a cruz e a
espada
existe o caminho
existe
a verdades das coisa
sonhos
sonhados a dois
existe
um destino
pois eis que os sentimentos
eles tingem
tudo
o vermelho de veias infladas
o negro
das noites mal dormidas
na solidão de nós
dois ...
que busca é essa
que não se
acaba ...
insana
impossivel de ser
tocada
lacunas criadas no tempo
eis pois
que me vejo acuada
sou livre
mas a liberdade não me
da paz
ainda caminho em realidades
vividas
a suar acordo encharcada
de teu cheiro
este
que nem mesmo conheço
sou
aquele passaro entre
outros
que apesar de saber seu
lugar
não quer ali
ficar....
as vezes
nos sentimos entediadas
feias
descabeladas
uma tortura constante
existe
um porque
este dias sem vida
onde
pensar não é nos leva a
nada
onde o sonhar
ja
é um pesadelo
quem dera eu ter a liberdade nos
fatos
uma mochila na
costa
uma emoção passageira
a guiar meus
passos
de amar
estou sem noção
coração na
mão
a caminho para não
sei onde
esperando algo passar
pegar carona no
acaso
acaso se voce passar por aqui
please....
tem dias que sinto sinto a
ssim
tem dias....
perdida
em devaneios,
enlouquecida de pensar em
vão ...
tristeza e solidão
invadem,
dilaceram e
deixam faltar o ar
ouço
a voz de
dor
e lamúrias de almas
perdidas ...
perdidas como a
minha
sozinhas como a
tua...
dor,
que doi sem fim
ardente
dor que queima por
dentro,
será que nunca irás
me deixar ?
perpétua a tristeza,
solidão
minha companheira
minha alma,
ó triste
alma...
choras por ti,
que vais
só
até então ....
e meu
mundo desabou
como uma tempestade que não
se tem
como controlar
simplesmente cai a chuva
forte
com seus pingos a
ferir a
pele ...
raios por todos o lados
simplesmente cai
molhando pensamentos
arrancando
arvores com suas raizes
profundas...
fazendo sangrar um coração
em fuga
fugir...
eis meu destino
fugir
do que não me deixa
dormir
sem um adeus ele
se foi
ou fui eu que me
vim?
não existe adeus para
sentimentos
mal resolvidos
não existe
lugar
para onde ir quando a
fuga
é de seus pensamentos
do bater forte
de um coração na
mão...
o que me resta é acordar de
noites mal dormidas
sem relembrar
fatos
ou indagar ausencias ...
o que me
resta
é estar só e me
sentir
inteira mas com sede...
nesta
tempestade
que
eu
mesma
provoquei....
eu
nasci livre
em passadas largas
minha
liberdade gritava
e em voce encontrei um
caminho
andamos lado a
lado
em voce minhas asas
dançavam
embora amarradas pelas suas
ausencias cortantes
quando
presente eramos um
ser
em dois corpos
mas a
distancia
calou minha face
e em
determinadas
circunstancias o silêncio
mesmo
não dizendo nada
é a
melhor
resposta....
e o
tempo
o melhor
caminho...
ate
a saudade
matar a distancia
em voos
outra
vez....
deixe-me em paz...
paz?
é a tranquilidade da
própria
letra
da nudez da
palavra
da paixão nos momentos
da qual
não
me esqueço
jamais....
do êxtase insano do
evoluir
que culmina no
quase....
paz!
palavra mansa que
desata
a inquietude do
resto
sublime do que sempre
ousa
em haver
entre
nós...
odeio
os devaneios de mim
mesma...
me trair em atitudes,
me cegar,
fingir
não ser,
tolerar,
questões,
indagações....
odeio
noites mal dormidas,
as vezes
mal
vividas,
ver tremer a mão na
fotografia,
questionar o inquestionável,
ser amável,
dócil...
agressiva,
passiva...
odeio
olhar pra mim mesma,
me decifrar,
configurar,
o pensar imaturo,
o sonhar
inseguro...
o pensamento
impuro;
quem
fui....
quem serei....
eis-me
aqui.
sou
deveras humilde
mas
defeitos no meu
avesso
acredito na realidade do
dia a dia
mas
não me atrevo os olhos
fechar
minha alma em devaneios
anda
perdida
como poder sonhar
sonhos
maiores que
eu...
o que eu
sonho
me leva nas alturas
a entrar
em mares junto ao mar
não
se cansam de
voar
eu gaivota
num bater de asas
ousam alcançar
lado de
la....
só
o meu eco escuto nas
esquinas
de minha alma...
è um eco
alto
insano
de busca..
pela tradução da
verdade em
ilusões...
um medo exaustivo
sorri
em meio a alegria
letargica...
borrada pela espera...
e no beco
do meu ego aquele que
só eu
reconheço..
espero
a brisa leve do
anonimato....
é chegada a tua hora....
a hora do
meu
eu...
esquece
esquece o mundo
as coisas
o lugar
aquele em que me perdia em
voce
as rimas
o toque
a mão em meu
corpo...
desliga a vontade
o anceio
de todas tuas ancoras
inclusive do
eu...
é assim que a paz toma
conta
da gente...
se alastra por todo o
caminho
andado sozinho
esquece
o dia em que te
deixei...
pois
eu ja esqueci
agora
só mantenho umido meus
labios
o beijo aquele que
sonhado
e não realizado
esquece tudo
apaga a
luz
e sonhe...
uma
oração aos demonios que
teimam
em nos fazer rugir...
hereges
encapuzados
anunciam a vitoria sobre a
carne
que se contorce...
só
mais um gole
e não temeremos a sede de
vingança....
veias
que se inflamam
procurando a
solução
um coração a explodir...
mentes
que somente param quando
a droga efeito
faz
nossas eternas lembranças
da qual
somos contaminados
quando
amanhecemos de olhos abertos
com espinhos na
alma
a sangrar pelos vãos...
e os sonhos?
viraram
pó
anunciaram que quando pensamos
demais
ficam acuados esperando
as palpebras se
cansarem...
mais um gole letargico
e eis a oração
valha meu
PAI
esta nossa frustração
perante ti me
prosto
tentando entender o
sim e o não
embora a ignorancia prevaleça
sabes
a largura da minha
fé
sabes
que do alto vem a
luz
dando fim a escuridão
eis-me
aqui perante
ti
da-me a sua
mão....