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Frases de Fátima Arede

15 frases

⁠As quatro estações Nas estações da vida a minha alma veste-se de flores.
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⁠As quatro estações Nas estações da vida a minha alma veste-se de flores. Passeia em jardins de cores Trilha alegre e perfumada! Na primavera vestia- me de sonhos Vestido de cetim, cor de auroras! Passeava em jardins secretos Onde pousavam borboletas alegres e ternas. No verão vestia- me de certezas Pétalas vermelhas sensuais e graciosas! Desfilava na passarela da vida. Vestido vermelho, seduções ousadas! No outono visto- me de liberdade Vestidos serenos, bordados multicolores! Flores tardias, igualmente belas! Avenidas douradas, primaveras travessas!. No inverno, vestirei- me de esperanças Fluído vestido de seda, pérolas brancas! Em alamedas de árvores desnudas Na alma, raízes profundas!

Pintassilgo ⁠Um pintassilgo pousou na minha janela Numa manhã de sol esplendorosa!
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Pintassilgo ⁠Um pintassilgo pousou na minha janela Numa manhã de sol esplendorosa! Ave de beleza singular Que lindo o seu colorido! Com a sua máscara vermelha Cheio de energia e excitação! Cantava a sua doce melodia Como se quisesse chamar a minha atenção! Canta o meu ilustre visitante, com alegria e fulgor Tu és pássaro viajante Mensageiro de esperança e amor Fiquei aprazerada e encantada Com tal visita extasiada! Numa grande ópera cantava como um tenor! Intérprete de obras extraordinárias! Na chegada do crepúsculo, no fim do último ato. Fecharam-se as cortinas. É findo o espetáculo E num voo magistral Recolheu-se o tenor no espaço celestial! Aguardo-te na alvorada nobre cantor. Lindo pintassilgo de canto sedutor!

⁠Eterno fado O sol consumido oculta-se dando lugar à noite que espreita delicadamente…
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⁠Eterno fado O sol consumido oculta-se dando lugar à noite que espreita delicadamente… Deita-se devagar no horizonte atrás do mar na esperança de vislumbrar a sua amada Com deslumbramento no olhar procura pela sua amada no firmamento A lua ainda velada vê-se observada. Embevecida, compõe-se vaidosa! Com belas joias de prata adornada! Para desejar uma boa noite ao seu amado. Por breves instantes enamorados! A noite impõe-se, indiferente, ao triste fado dos apaixonados, separados eternamente. O “ASTRO REI” para sempre triste e desolado. E a lua por sua vez, só e amargurada.

⁠Tinta d'ouro A vida sorri no milagre de uma aurora. Presente de mão divina
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⁠Tinta d'ouro A vida sorri no milagre de uma aurora. Presente de mão divina Iluminando os nossos pensamentos O sol ainda adormecido. Depois de uma noite, escondido espreguiça os seus primeiros raios que espalha-se como pó de pirlimpimpim Flutuo nos meus pensamentos… Na leveza da sua magia Quimeras do meu sentir! Raios de sol que vem com a alvorada. Pujantes de brilho e cor Rei supremo do firmamento Senhor de tantos encantos! Com fulgor lança o seu manto áureo que cobre o imenso mar Numa exibição sedutora de lusco-fusco, puro êxtase! Os seus raios de vida beijam a terra e transbordam raios de amor Ardente carícia de um toque que aquece a rosa orvalhada Que brilha linda e viçosa! Espalhando perfume de amor. Os raios de sol na relva desenham uma trilha dourada escrita com tinta d'ouro pelo mais nobre poeta do universo! A noite faz parte da vida. mas a escuridão não é eterna Que tem fé sempre alcança! A esperança de um novo amanhecer -

⁠Retalhos do tempo No aconchego do tempo Costuro com carinho e cuidado
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⁠Retalhos do tempo No aconchego do tempo Costuro com carinho e cuidado uma colcha de retalhos Na minha caixinha de costura fios de linha coloridos e opacos Tecidos claros com renda incorporados. Do tempo passado desbotados Acrescento tecidos vermelhos bordados de sedução e amores passados Cores que misturam-se entrelinhadas! Fragmentos da vida coloridos! Costuro e remendo retalhos de ilusões. Sonhos de tecido desfeitos Alguns pedacinhos alegres outros de lágrimas drapeados Bainhas com viés esmeradas guardam os meus segredos encabulados Com ponto cheio bem costurados! Pedacinhos de pano indecifráveis Na minha colcha de bordas inacabadas Pretendo entrelaçar estrelas de sonhos e bordar flores ornadas de esperanças.

⁠Sou rosa encarnada cor de sangue, viçosa! Na minha fragilidade sou intensa!
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⁠Sou rosa encarnada cor de sangue, viçosa! Na minha fragilidade sou intensa! Corre nas minhas veias doce néctar de sensação! Sou sonho e devaneios Com o meu doce perfume escondo a minha solidão Apaixonei-me por um beija-flor errante que atraído pelo meu perfume exuberante flutuava e batia as suas asas Deleitava-se sob as minhas pétalas com doces beijos, sem pudor! Inebriou- se no bálsamo do amor Bateu asas e voou, sedutor galante! Beija- flor eterno viajante! É assim a tua natureza voar de flor em flor Vives de goles de amor! As minhas lágrimas copiosas em gotas de orvalho disfarçadas quando olho para o céu. Em eterno desalento sinto as carícias do vento! A minha natureza são profundas e densas raízes no chão A chuva lava as minhas lágrimas. Não vou sucumbir de paixão!

⁠Pingos de mel Nuvens sombrias, rasgavam o céu. Negras, escuras, tenebrosas!
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⁠Pingos de mel Nuvens sombrias, rasgavam o céu. Negras, escuras, tenebrosas! Prenúncio de tempestades Abriam-se as portas do Hades! A lua assustada cobre-se com um véu! Céu escuro, noite sem lua, Sussurravam as estrelas adversas! Escuridão opaca, incertezas... Lentamente num compasso desacelerado, uma chuva miudinha pinga no chão. Som que vem do céu, acordes de piano, dos teus dedos suaves, doce melodia! Musica erudita, combinação perfeita de sons! Inebriante...entorpece o coração. Gotas suaves que fecundam a alma. Carrega com ela as dores do quotidiano. Ao amanhecer depois da chuva, gotinhas de chuva misturadas com sol! Desenha-se no céu uma curva um lindo arco-íris pinta a tela celestial! O cantar vibrante dos pássaros, o cheirinho gostoso da terra molhada. As borboletas que pousam nas flores cobertas de gotículas d`água. Terra seca, ávida de amor Gotas douradas, dádivas do céu! Abençoada chuva que fertiliza a vida com pingos de mel.

⁠Bailarina da lua Dança sob a luz da lua Desliza no palco da rua
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⁠Bailarina da lua Dança sob a luz da lua Desliza no palco da rua Tal como folha de outono gira ao sabor do vento Em movimentos alegres e vivos Com passos de elevação Espírito solto, dança com o coração Na ponta dos pés primorosa elegância Nas mãos asas de borboletas! Ninguém imagina graciosa bailarina que as tuas mágicas sapatilhas escondem sangue e feridas! Ser bailarina demanda paixão Elevação de espírito e determinação! Rodopia com um sorriso no rosto e com doçura no olhar Doce bailarina teu destino é dançar Num cabriole saltas e consegues voar! És a protagonista no palco celestial! As estrelas são codjuvantes Num espetáculo magistral

⁠Mundo cor-de-rosa Pudera eu voltar a ser criança! No reino da fantasia
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⁠Mundo cor-de-rosa Pudera eu voltar a ser criança! No reino da fantasia tudo é mistério e beleza! Na imensidão do mundo Passeio no meu jardim colho flores e sonhos. Visto-me de primavera! Perco-me na floresta encantada ouço os passos das árvores que estendem os seus braços em forma de abraços. Pudera eu viveria num mundo cor de rosa! Onde não há maldade nem desenganos onde o sempre é para sempre. Num mundo mágico assim!

⁠Doce ausência Deixaste-me uma rosa encarnada. Cujas veias corre doce néctar.
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⁠Doce ausência Deixaste-me uma rosa encarnada. Cujas veias corre doce néctar. Presente da tua ausência Sobre o leito branco silencioso. Maculado pelo vinho tinto derramado Do amor vivido, saudades! No mistério do teu olhar; emoção A terna lembrança da tua presença O gosto perene da paixão A nostalgia gelada Algoz da minha alma Sangue que corre e inflama! Na imensurável tristeza Odisseia de sentimentos Dor que fere e cura.

⁠Jardim da alma Cuida do teu jardim Cultiva sorrisos
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⁠Jardim da alma Cuida do teu jardim Cultiva sorrisos Rega com amor as tuas flores. Flores que perfumam a alma! Que recebam luz divina Atente as ervas daninhas! Que teimam em nascer E consomem constantemente Todo o bem-querer. Cultiva sorrisos e esperança Para que a colheita seja farta. Um jardim bem cuidado requer paciência e dedicação Para brotar flores graciosas Que ornam o coração!

⁠Eternidade No arrebol da poesia entre o ocaso e a aurora
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⁠Eternidade No arrebol da poesia entre o ocaso e a aurora No coração do firmamento espetáculo divino! O sol cansado oculta- se envolvido pelo manto da noite dando lugar à lua e as estrelas. Depois da noite, sublime alvorada. O sol descortina-se e acorda a vida Celebração de um novo dia! Raios austrais de luz e cor tapete vermelho em cima do mar que alonga- se no horizonte. Da tinta escorrem lágrimas em forma de palavras do mar se faz sol. da vida, eternidade!

⁠Êxtase A lua e o sol apaixonaram-se. Amor fadado e condenado
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⁠Êxtase A lua e o sol apaixonaram-se. Amor fadado e condenado Pelo destino separados A lua cobria-se de tristeza! Com o seu véu, na escuridão Deus compadeceu-se dos amantes. E concedeu-lhes a dádiva do eclipse doces e raros momentos em que os amantes reencontram-se e no leito celestial proclamam o seu amor. Espetáculo de rara beleza Momentos de fascínio e êxtase Luz que cega e ilumina a escuridão!

⁠Caminhos Deambulo pelo mundo, corajosa Pela partida ansiosa…
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⁠Caminhos Deambulo pelo mundo, corajosa Pela partida ansiosa… Na bagagem dispenso banalidades Levo comigo uma mala de sonhos. Sapiente de que nada é meu! Percorro caminhos de pedras e montanhas. Longos e penosos, escuros como breu! Que me intimida e desafia! Por vezes eu desatino, no meio de tropeços. Arrasto pesadas correntes De desencontros, tristezas e tormentos Perco-me nos meus pensamentos ... Questionamentos e ambiguidades Devastadores caminhos de iniquidades Por vezes a minha alma gela! o meu corpo no tempo congela Procuro incessantemente a minha essência! Perco-me, desvio-me, reencontro-me… Porque a minha vontade é soberana! No eco silencioso dos ventos auspiciosos Ouço a minha voz em forma de oração. Confio a ti o meu destino.

⁠Ocaso Vem chegando a fria brisa. Do inverno, árvores desnudas
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⁠Ocaso Vem chegando a fria brisa. Do inverno, árvores desnudas Paisagens grisalhas Da caminhada da vida No recolher, missão cumprida! Desfrutei cada segundo Das maravilhas do mundo Na essência do meu ser Vivi intensamente cada primavera Adornada de flores e amores! Celebração da vida em flor Deliciei- me nas coisas mundanas Porque metade de mim é pagã Na retina fica gravada a imagem Do meu último sorriso... Não levo nada na bagagem! Apenas o amor que dei e recebi. Os momentos de carinho Que partilhei com a família e amigos Esses, levo no coração. O meu legado são meus escritos. Páginas amareladas da minha história! E, num último ocaso da vida Assistirei à beleza do por do sol! Que descansa nos braços do mar. Também eu repousarei…num último olhar. Abro as minhas asas no silêncio da partida. Chega a dama da noite com o seu longo manto escuro, corpo esquálido Senta-se ao piano, com as suas longas mãos. Toca brilhantemente a última sinfonia. Mergulho no silêncio da noite escura. No vazio do nada, a derradeira cerimónia