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Frases de Fabrício Hundou

63 frases

ROSAS Muito longe de Guimarães Mas muito perto da rosas
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ROSAS Muito longe de Guimarães Mas muito perto da rosas Charmoso! Apenas exalam o perfume que roubam de ti? Apenas exalo o que exilo do mundo em mim! Oh! Exudas olores redolentes Exumas o balsamo de ti Em saudades turbulentas Ressumas o odorífero aroma Das mil amoras de Roma E César clamaria a Deus Para iluminar o teu céu De rosas

PERPENDICULAR À ENCRUZILHADA prospero pela travessia perpendicular à encruzilhada
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PERPENDICULAR À ENCRUZILHADA prospero pela travessia perpendicular à encruzilhada onde se agradece pelos rumos ebó às léguas - tantas tantas estradas aonde faço-me agente/causador/recepetor artista manifesto apaixonado por homem assobiador de lembrança macramê nas entranhas caminho largo (laroyá) asé y fé em deus sinto que amor de cada dia é o meu

BR(ASAS) soubesse bulevares de vento
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BR(ASAS) soubesse bulevares de vento avenidas y tantas chances o céu lhe guiou para o vigor a sorte lhe quer muito amigo a estética da liberdade: teu estudo mapa astral artesanalmente feito arquétipos de mil outorgas Obaluaiyê asseia tuas asas brasas / brasas te aprimoras cada vez na saudade meu cuidado é a declamação nosso amor está na coragem

TUDO OU NASA a distância equivale ao peso no teorema astrofísico dum corpo em relação ao outro no espaço em que saudade é fenômeno
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TUDO OU NASA a distância equivale ao peso no teorema astrofísico dum corpo em relação ao outro no espaço em que saudade é fenômeno legitimado pela NASA vist' a olho cru sob a tese da reatividade geral cuja velocidade - em Áries - é anti gravitacional anti racional mais poema do que ponto

DIÁSPORA UM BANZO qualquer y toda penumbra do que não se vê intuir pode parecer alucinação/delírio instintivo
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DIÁSPORA UM BANZO qualquer y toda penumbra do que não se vê intuir pode parecer alucinação/delírio instintivo diáspora é um banzo saudade esquecida aguarde! vamos conversar... cessar as fantasias do que é y o que até pode ser - mas não agora ser livre é um estado emocional, ser livre é um cálculo do corpo (presença-ausência do outro) deixar que amor possa multivibrar na incosciência da coisa cuando algum esforço estiver longe ao limbo do que é sono-vigília diante à légua mensurada sob à Lua vazia numa tarde em que só o mundo gira gira sem crase desapego curado

P[R]O[BL]EMA nenhuma técnica/método receita bulário
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P[R]O[BL]EMA nenhuma técnica/método receita bulário segunda via feita a papel carbono xerox reconhecida em firma rúbrica a punho sequer ensaio para a cegueira qualquer poliqueixa minha qualquer cólera qualquer resultado não é mais que poema único num teorema do exercício de ser todo dia um poeta que firula a inquietação condicionado à metáfora programado em rima aos vocábulos que rodeiam: sou quase todo ilha

EXCESSIVO PÁSSARO Existe em mim uma carência que se renega quando encarada, faz da fuga uma jornada; um bocado de entorpecentes astrológicos. Língua solta em escrita-queixosa. Piada, piada, piada. (Sol Sagitário-Capricórnio/asc. Câncer/ Lua em Áries/Vênus, Mercúrio, nod. Norte…
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EXCESSIVO PÁSSARO Existe em mim uma carência que se renega quando encarada, faz da fuga uma jornada; um bocado de entorpecentes astrológicos. Língua solta em escrita-queixosa. Piada, piada, piada. (Sol Sagitário-Capricórnio/asc. Câncer/ Lua em Áries/Vênus, Mercúrio, nod. Norte em Sagitário) Por excesso de inteligência/lúdico/criatividade as transformações ganham justificativas ou são quantificadas no meu paradoxo. Sustento há pouco tempo essa teoria. Muitos dias de terapia frente ao espelho! - não necessariamente Narciso vi. Aliás, quis ver. Qualquer emoção eu cegamente sei nome y origem. Amo sem receita. Muitas justificativas que dei [pra mim mesmo] tornaram-se poemas. Algumas composições são meramente fantasias-reais. Perceba eu justificando. Perceba-me poetizando. Tenho muito apreço pelo uso de hífen. Ensinam-me à tudo separar. Falar no/do passado me estanha a saudade. Mistura de tesão, drama, banzo, verdade. Medito peridiocamente. Tomo banho de Anil. Acendo vela com copo de água. Uso guia. Presenteio com búzio. Rezo Ave Maria. Vejo Oxum. Não é bem "pássaro" a metáfora biográfica. Piava! Oito e Oitenta. Infinito. Hipócrita. Aprendiz. Quando demoro em alguma casa, logo penso na finitude. Defendo o aluguel, sou quem esbraveja o neoliberalismo do arbítrio. Já acordei em muitas casas. Em termos de moradia, mudei poucas vezes. Por ter muitas relações, acho que posso fazer escola dos relacionamentos. Até posso, mas inclino à autoestima ou excesso de segurança - acabo vasto na solitude. Fico pouco tempo porquê aro e mexo em Terra, construo logo outra casa...viro cidade: mapa astral. Junto!

PÁSSARO GOTA-GOTA portar um tempo pra repouso a tolerância ao estático
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PÁSSARO GOTA-GOTA portar um tempo pra repouso a tolerância ao estático sustentar o aqui-agora parece quase um obstáculo o bicho pássaro desconhece a demora virou um outono sem urro asa delta sem vento misturou-se à indiferença conheceu Canário-da-terra um pintassilgo uma rolinha dizem que nós vamos voltar y há rejeito à extinção esvoaça teu cabelo espécie de liberdade mar que conhece o chão chamasse pra conversar piou, ruminou, cantou MPB fez festa/faz festa dançou ijexá em minha BOCA foi-se embora com espelhos (também gosto presença gota em gota)

SEGU-IR difícil mesmo é jogar frasco de perfume fora
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SEGU-IR difícil mesmo é jogar frasco de perfume fora ou sacola-embrulho que veio presente; desviciar-se de café perdoar desleixo ver algo novo se quebrar difícil é esquecer do que falta lembrar do que essencialmente é risco é desejar outra infância desapego é não querer a volta segu-ir o sinuoso Aweto paradoxos do soprar o fogo deixar ( ) embora

BOLSO DE UM MOÇO a passarada verde brada o teu sorrir: a própria ortografia
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BOLSO DE UM MOÇO a passarada verde brada o teu sorrir: a própria ortografia não há graça tão mais bem acentuada só de pensá-lo, destoam as rimas há sombra fresca em tuas letras, um acanho! - o moço tímido se ajeita se esconde, mas não se cala ele é língua de brisa y timbre de gaitas mas se houver coisa na vida qu'eu desejo por teimosia é poder ser algum dia a reticência em sua poesia ou largar dessa besteira d'olhar relógio (para ver se tu chega) vou lá eu ser alfabeto nada quero ser dois bolsos e apertar as tuas mãos nas minhas

OUTRO OURO nem cambaxirra sabe a altura
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OUTRO OURO nem cambaxirra sabe a altura da sua liberdade y bem vê transição em câmara anecoica sem saber o tom, próximo dum sussurro-gemido em pé de orelha - que nunca vai sentir cheiro de adubo que perfumou cedo nem sentir moral que castra; a tendinite que ataca nem hei de reclamar do tempo que foi dado aos poucos sem saber qual dos dois amores tem + ouro mas pra barrar tanto aguadouro nem só hedonismo há (Urano em Touro) cambiar pieles gozar com cãimbras arrepiar pescoço até que no Cerrado o outono resfrie banzo de cambaxirra rouca uivar

QNM meu endereço onde padeço
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QNM meu endereço onde padeço onde me reconheço quês, nadas, Marias porquês rua cheia de Guiné vestibular pra não perder a fé já tive cabelo bom cúspide pra ser preto y dipôs doutros entusiasmos expecto somando desejo ainda quando não percebido mesmo que um lapso ríspido me arrete (desfibril-a-dor) amanhã não sei se esqueço s'eu ninar ou rezar é banzo - de qualquer jeito