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Frases de Fabio Teodosio

24 frases

Nunca é fácil de entender Afinal, não existe logica na morte Não é por azar nem sorte
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Nunca é fácil de entender Afinal, não existe logica na morte Não é por azar nem sorte Não deveria acontecer Uns se vão depois de muito sofrer Outros falacem impetuosamente Sem ao menos perceber E nós, tocamos em frente Não existe ordem natural Afinal, quem nos garante Quem morrerá depois Quem morrerá antes É imparcial, sem nenhuma seleção Não é privilegio de pobres Nem dos donos de mansão Não visa fracos , nem fortes As vezes avisa As vezes age com descrição Mas após ela Há tristeza e consternação A certeza que temos É que pra isso não vivemos Não está em nós Ficarmos sem quem amamos, sós Uma questão eu levanto Será vontade de Deus Causar tristeza aos seus? Não há logica, se assim for Afinal, Deus é amor E assim sendo, portanto Não vem Dele esse pranto Não provem do dador da vida Tamanha tristeza, tão dolorida Não provem de quem nos dá o ar O nosso folego tirar E em breve ele agirá Acabará com o sofrimento Tirará o poder do seu lamento Da morte ele livrará Essa é a logica Esse é o bem Isso é o que rogamos E dizemos, amém!

O que vale mais? Centenas de vidas? Ou trilhões de reais?
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O que vale mais? Centenas de vidas? Ou trilhões de reais? O que vale mais? O amor em ação? Ou a queda da ação? O que vale mais? A doçura da solidariedade? Ou o lucro através da inverdade? O que vale mais? A vida de um operário? Ou a assinatura de um engenheiro graduado? O que vale mais? O esplendor da natureza? Ou a ganância grupal de uma empresa? O que vale mais? A agua do rio sendo potável? Ou o copo de whisky do empresário? O que vale mais? a doce alegria da vida? Ou a vale do rio doce genocida?

Entendo o que é arte, ao te ver sambar Teus belos movimentos em harmonia A poesia do poeta que vive a rimar
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Entendo o que é arte, ao te ver sambar Teus belos movimentos em harmonia A poesia do poeta que vive a rimar A graça do palhaço que traz alegria Teu belo rosto, tua pele mulata O balanço do teu corpo, beleza nata Sedução dos teus olhos, tua covardia Olharia pra você até raiar o dia Qual o teu nome, nunca vou saber Em meus sonhos estarás, sem mesmo perceber Negra de fato, daquelas que canta Aragão Deixou vazio o meu coração Esse fraco poeta, que se atreve a poetizar Rimar o belo com feio, no mais doce amar Transformar em fantasia, o que nem de perto é a realidade A chance de com você estar, te beijar, te amar de verdade. A batucada vazia, sem a companhia do violão Põe fim ao meu sonho, ao samba , ao show Ao lar retornar com aquela sensação De olhar, sem parar, pra que nunca me olhou.

Te olhar é um vicio Arte do feitiço Teu feitiço, que me prende em tua teia
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Te olhar é um vicio Arte do feitiço Teu feitiço, que me prende em tua teia Sou refém da tua beleza Teu olhar inocente O contraste perfeito Do teu corpo bem feito Que não sai da minha mente Teu sorriso fácil Ironiza a minha capacidade Tenho poder em meu lábio De te convencer sem falsidade? Minha verdade te ofende O meu desejo é grande Do simples olhar transcende Minha certeza é não ter chance De tocar teu corpo Me entregar a vontade Beber desse copo De prazer saciar-me O meu amor está morto Viva está minha paixão Esta atinge o topo Quando vejo-te vindo em minha direção Cessarei de pensar Pois me faltaria controle, fazer o que é certo De manter-me dócil , contigo por perto. Não se assuste comigo Mas saibas do teu poder Use tua exuberância, com grande saber Entregue-te a quem realmente merecer.

Começa em rima a triste descriçao do humano que hoje vive
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Começa em rima a triste descriçao do humano que hoje vive e encara a dura missão Caracteristicas, do agora deste que explora por aqui ser e estar e escrever, e poder relatar Arrogante, que nunca me torne tal O asco e o ignorante Formando um horrivel casal Aquele que cobra Aquele que pede mudança Mas nele a atitude nao mora Nele não há esperança Chega uma hora que cansa Tanta, tanta, tanta arrogancia E que eu não entre na dança da má sobrepujança Labuto todos os dias Não me desespero em qualquer agonia Mas me maltrato no meu proprio silencio por que vivo ao lado da falta de bom senso Ando cansado de saber Que ter dinheiro, é ser melhor do que se pode ser Não compactuo com a ideia De que ser bom é ter um papel impresso seja sujo e desonesto Detesto saber, Que querer meu bem é atrair poder e saber ofender Cresci pensando, ou melhor, sabendo que viver amando é superior a viver querendo Cresci sabendo e isso defendo que o amor é união é ajudar, estender a mão Cresci sabendo que nao ia ser fácil que o mundo não é amavel que nem todo mundo é confiavel Cresci sabendo a dar valor ao que é simples a ter estima, em síntese por pessoas humildes Tudo isso cresci sabendo mas hoje não ando vendo por que o contrario vem crescendo e o que é bom, o mal vem subvertendo Hoje o aluno tem ser o numero um e o segundo é o primeiro dos ultimos a brigar pra ter livre cada segundo e desperdiçá-los teclando curvado mudo Aprendi a acreditar em mentiras Compartilha-las como verdade defender de forma agressiva o que se impoe de forma covarde Tanta luta na semana Tanto labor em vão pra descobrir que uma planta aproveita melhor o verão Tanto conhecimento jogado fora no abrir da comporta de um avião e a hipocrisia que não se esgota nem no soar de uma explosão tanto treino pra ficar forte tanto alimento pra nutrição pra nao conseguir escapar da morte e ficar sem vida num caixão Isso tudo é pelo que nos empenhamos mas o "nos" tem excessão e não sou só, pois acertamos a viver a vida na certa direção E me nego a mudar deixar de amar viver a buscar o que a riqueza tem a dar Dessa procura, digo e falo pra mim é tortura, Não me tem sustentado Quero ter a maior das fortunas Que é deixar saudade nessa terra por que não prevejo as horas futuras mas feliz estou, se essa for a que se encerra.

E a madrinha descansou Também pudera Até deitada cantou
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E a madrinha descansou Também pudera Até deitada cantou Encantando a plateia Cantou samba Em ritmo de esperança Cantou a confiança Do amar nas andanças Cantou Cartola E seu perfume das rosas Que se falassem elogiariam seu cantar de maneira esplendorosa Cantou pro malandro que malandragem não é pilantragem que o trabalhador sempre venceu e portanto podia dizer malandro sou eu! Cantou a coisinha A continuação da família E fez esse verso Alcançar o universo Essa foi Beth, Que viveu a cantar A madrinha do samba Que usou sua fama Para a arte compartilhar

Eu me indigno na ironia desse mundo, Onde quem trabalha é pobre, E por ser pobre é vagabundo.
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Eu me indigno na ironia desse mundo, Onde quem trabalha é pobre, E por ser pobre é vagabundo. Eu me indigno com quem criminalizou a palmada, E criou o monologo dialogo da reconciliação, Onde ouvimos conselhos de quem está de fralda, Respeitamos a quem nunca demos educação. Que geração! Conhecem apenas seus direitos, Transformam arte em preconceito, Liberdade, na mais pura libertinagem, Usando como argumento a famosa frase: “Meu! Eu já tenho idade!” Se pudessem olhar para o futuro Esticariam seus ouvidos, Estariam atento à ruídos Em busca das palavras de quem vive te falando: “Cuidado, cuidado , cuidado fulano”! Mas não, se acham dono do próprio nariz, E ao errarem desculpam-se dizendo: “Mas não fui eu que fiz!” Cada vez mais mimados, E não amados, São por vezes afagados, Com carinhos comprados nos mercados. Sem amigos, Estão resumidos A redes de pessoas solitárias Onde Trocam muitas palavras, Se falam por longos momentos, Porem, não externam nenhum sentimento. Sofrem calados Com um sorriso no rosto, Estão desesperados Mas continuam em seu mundo absortos. Digno de dó Expõe a soberba Dignos de pena Continuam só Não vivem paixões Afinal , são superiores Sobre o amor pressupõe Mas não são entendedores Não fazem favores Nem mencionam sacrifícios Gostam de brigas e lutadores Mas sua covardia escondem nos vícios. Se embriagam por dever Não por prazer Se drogam pra esquecer Não para viver Sem duvida Esse é o retrato da nossa juventude Infeliz e depressiva Que oprimem sua virtude E deixam a mostra suas atitudes repulsivas .

Casa de tijolo Casa de madeira Casa lá no morro
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Casa de tijolo Casa de madeira Casa lá no morro Em plena ribanceira Gente de todo tipo Gente trabalhadeira De sujeito esquisito As várias mães solteiras Muitos sons, ritmos muitos O silencio nunca impera A ostentação convive junto Com a mais plena miséria Tem a rapa da esquina Que ganham a vida parados Tem seu Zé que não para Em busca de algum trabalho Tem menina bonita Que vive fazendo coisa feia Tem criança que não brinca E pega coisa alheia Falam que lá tem de tudo, Que só não tem dinheiro Embora tenham achado um monte Com um ex-prisioneiro Hum, fofoca? é o que lá mais tem É a fulana que vai ter filho E não sabe quem é o pai do neném Lá não tem caloteiro Lá não precisa de SPC Pega emprestado algum dinheiro E não paga pra tu vê O castigo vem ligeiro A punição é um horror É melhor doer no bolso Do que morrer de tanta dor Mas lá tem muita coisa boa Gente simples, né Arlindo Gente que vem suportando Gente que vai indo Gente que não tem nada Mas divide tudo Gente que sofre em silencio Mas que nunca fica mudo Gente que para e pensa E que não usa razão pra justificar Gente que briga e luta Para paz proliferar Tem gente inteligente Que vive achando que o governo vai ajudar E gente que como o Renato Morreu por isso esperar Esse é o retrato Essa é a realidade E sei que esse sofrimento não tira da quebrada a felicidade

Levante-se, não se envergonhe de ter caído Orgulhe-se, que se por de pé, VC tenha escolhido
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Levante-se, não se envergonhe de ter caído Orgulhe-se, que se por de pé, VC tenha escolhido Aquele que gargalha com sua queda Não entende sua fé Não entende sua perda Se espanta ao te ver de pé Levante-se, jamais deixe de tentar Por que a vergonha é a desistência Não tenha medo de fracassar Só mantenha a persistência Como água mude a rota Não o sentido Mude seu caminho Não seu objetivo Busque, rebusque e siga Siga em frente, parar jamais Tropeça feio, quem olha pra trás

Sabe aquela frase cheia de sabedoria? Sabe aquela coragem que vence barreiras? Sabe aquele sorriso lindo e farto?
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Sabe aquela frase cheia de sabedoria? Sabe aquela coragem que vence barreiras? Sabe aquele sorriso lindo e farto? Sabe aquele olhar, profundo e luminoso? Sabe aquela alegria contagiante e benéfica? Sabe aquela espiritualidade de uma amiga de Jeová? Sabe alguém, impossível de não gostar? Sabe entender o pq tudo deu errado até hj? Eu sei, pq conheci alguém que me ensinou em um curto período, que as vezes a sorte bate a porta Eu sei pq conheci alguém que tem tanta esperança, fé, que montanha é pouco perto desse poder Eu sei pq conheci o que é meiguice na concepção da palavra, na personificação, ainda que imperfeita, dessa qualidade Sei tudo isso, pq conheci VC E como Jeová é bom, de fato, ele não mede bênçãos quando as distribui Tá na hora de ser feliz, querida, e muito em breve, estaremos oficialmente juntos, e se Jeová permitir, pra sempre! Bjo

Alguém já te chamou de casa? Pois é, tinha que ser ideia minha? Que você é especial pra mim, isso vc já sabe
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Alguém já te chamou de casa? Pois é, tinha que ser ideia minha? Que você é especial pra mim, isso vc já sabe Mas pq casa? Sabe aquele dia difícil, onde tudo dá errado, onde nada colabora, pra onde vc quer correr? ... Ou aquele dia maravilhoso, onde tudo deu certo, dia de sol, de alegria fácil. Aí bate aquele cansaço gostoso, aonde vc pensa em terminar o dia? ... E quando vc conhece um novo amigo, uma grande companhia, pra onde vc convida pra um café, pra conhecer? ... Sim, pra sua casa! Você é tudo isso pra mim Você é o consolo de um dia ruim Você é o descanso, depois de um dia bom Você é quem eu apresento pra quem tem meu afeto, meu respeito e confiança Você é minha vida Você é meu amor Você é minha CASA!

é tão muleca tão menina alegria fácil
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é tão muleca tão menina alegria fácil coragem que ensina carinho que de ti ganho como um grande prêmio, recebo em encanto e desse não canso o errar do falar seu charme particular menina linda, linda menina não canso de olhar ganho o dia, o ano ao fazê-la sorrir e não viso teu mal ao te reprimir doce, és doce criança, leite moça e que o mundo nos ouça que bom que Deus te trouxe e teu dançar baila Valentina Bela menina plie ao luar o canto cantado o cantar falado ao fim teu sorriso recebo encantado teus cachos encaracolados volume tão belo teu abraço eu quero ao chegar cansado princesa tão linda encheu minha vida com tanto amor florzinha, minha flor

Na boa, dizem que eu sou o senhor E pra mim isso é motivo de orgulho É pra mim um exemplo de amor puro
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Na boa, dizem que eu sou o senhor E pra mim isso é motivo de orgulho É pra mim um exemplo de amor puro Afinal, quem não quer ser um lutador Quem não quer ter bom humor Quem não quer ajudar quando pode Quem não quer ser visto como forte Aprendo contigo a deixar passar Sim, verdadeiramente a perdoar E tem gente que diz que isso é fraquejar Ser fraco é odiar Aprendo contigo a ser do contra Ser contra a não sorrir A não fazer conta A gargalhar sem reprimir Aprendo a partilhar A ter fé, acreditar Que se não há egoísmo Não há pessimismo Aprendo a me sujar E no ardor, com dor Poder buscar Seja o que for Bem suado Atrapalhado, armengado Mas se for nosso Não nós é tirado Aprendo a ter fé Na consepcao do significado Não é se ter o que quer É confiar que ser lhe-a o necessário, dado É aprender a se emocionar Chorar de alegria E se triste for um dia As lágrimas aliviar Aprendo , aprenderei Pra sempre Como confiei No seu Deus que seguirei Vc me ensinou assim Que um dia a vida não terá fim A eternidade, é na verdade O nosso futuro, sim Por isso pai, reintero E de verdade digo Com sentimento sincero Me orgulho de com vc ser parecido

⁠É fato! Ganhar a vida não é fácil Tem de lutar, muito trabalho
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⁠É fato! Ganhar a vida não é fácil Tem de lutar, muito trabalho Terminar o dia cansado Notar, que de tanto suar Quase me mato E oh, demorei pra perceber Que infimamente da certo por talento Foi mal falar a verdade, lamento Mas o que falo é real, pode crê Não é só colocar a vitória no pensamento É buscar, e fazer por merecer Já me disseram que eu nada seria Não sou melhor do que ninguém Sou semelhante, chefia Da sua arrogância não sou refém Sonhei com fé, sim , um dia E sustento meu pedido, e digo amém Nunca quis ser o melhor, e sim, fazer o meu melhor, enfim Busquei fazer o que gosto, primeiro E não buscar o que só dá dinheiro Chefe, a vida passa voando, é verdade Mas pelo menos que deixe saudade Frases bonitas, talvez em conto, eu espero Serei poeta, e sempre bem sincero A realidade é dura, e a vida é bela Tá mais pra Legião, menos Toquinho em Aquarela Pinta teu desenho Escreve tua vida E se um dia eu te desdenho Você me vence em seguida Não se iluda Nem sempre é querer Mas se hoje tudo muda Levanta a cabeça e aprenda a viver.

⁠Vida frágil Facho de luz Instante, instável
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⁠Vida frágil Facho de luz Instante, instável Um dia você é forte No outro, flerta com a morte De vc a dor toma conta De saúde nem uma ponta Apressa o passo pro fim das contas Vida frágil Barato plágio De felicidade utópica De mais intenso só amor Rivalizando com a dor E ambos nos calam É o que dizem É o que falam Aproveite seus dias felizes Pois o que te espreita na esquina É o crescer do sofrimento E o alívio que vem da morfina No fim , todos sem dignidade Não importa a idade Todos a perdem Se for só uma noite Que bom, que já passou Saímos vivos dessa Pois essa não nos matou Se acima Lobão dizia Abaixo também me serve Cazuza e a vida louca, vida Vida breve E meu observar por aqui não para Como o tempo a acelerar Ao fim da estrada Como é rápida Como é repentina Como nos surpreende O viver essa vida É tal qual, no palato O contrastar do doce Num instante, num ato O azedo fosse É como raiar do dia Em um segundo passa-se E não mais raiasse Produzindo a noite em agonia É como o verter das águas Interrompesse o ciclo Obstruído pelas mágoas Do que outrora fora vivido A vida passa E o humor perde a graça A tristeza se instala E o fôlego , como fogo, se apaga Tão óbvio, Tão previsível Estamos fadados Como se fosse escrito É como se o verão Desce lugar ao inverno E o abrasar do coração Esfriasse por completo E se assim disse Cartola Por que não Adoniram Afinal sem demora Se parte o trem da vida vã E o que se encerra Se não o sofrer em pranto E o descansar a espera Do chamar do Santo

⁠Como era bom Chegar a noite E ter a sorte
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⁠Como era bom Chegar a noite E ter a sorte De vc me esperar _________________ Como era bom Sentir o aroma Experimentar o tempero Ao te ver cozinhar _____________________ Como era bom Ter tua correção Me encher de emoção Ao reconhecer meu errar _________________________ Como era bom Correr ao encontro Consolar o teu pranto E poder te abraçar ______________________ Como era bom Presenciar teu sorriso Tua grande alegria Ao te ver gargalhar _____________________ Como era bom O afago do dia Correr ao teu colo Ao fim da noite chegar _______________________ Como era bom Ter minha mãe Por tudo que disse em rima Que pôde um dia me dar

⁠Tanta gente, que passa pela gente Tanta história que volta na mente Tanta gargalhada dada
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⁠Tanta gente, que passa pela gente Tanta história que volta na mente Tanta gargalhada dada Tanta mágoa passada Tanta mágoa esquecida Já superada e vencida Tanto tempo, muito tempo Embora pouco Eu penso Queria poder voltar A vida de agora somar A alegria dos amigos Daqueles quem vem Daqueles que vão indo Voltar no tempo Reviver momentos Rimar o que não fez sentido Trazer de volta quem estava indo Tanta amizade Das boas , das fiéis Passageiras da felicidade Afinal , vão se os anéis Ditado infeliz, De verdade, Me diz Se não sente saudade Ainda que por um triz Embora esteja tudo resolvido Nada reprimido Olha pra dentro e diz Como dá saudade Como dá vontade De voltar atrás e reviver Sem o presente desmerecer Viver os dois Sem antes e depois Sem o agora e o que ficou pra traz Viver o que foi bom Viver o que trouxe paz!

⁠Ciclos se acabam, Se encerram, se definem Se vão
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⁠Ciclos se acabam, Se encerram, se definem Se vão Para que novos se aproximem Deixam saudades Certezas, dúvidas Trazem felicidades Ou infelicidades absurdas Exagero proposital Consentido, concedido Por vezes, sem sentido Sem razão, afinal É fato , Com fundo dramático, Confuso, mas em conversão, Traz tragédia com comoção Nem tudo assim termina, Em felizes para, E sim, quase sempre Assim de repente, acaba Então, viva e torne eterno Cada momento terno Viva e guarde na mente O que lhe dá vontade de viver novamente Afinal, passa rápido Como o pensamento Anos, e anos, num lapso Progridem ao colapso evento Fico pensando e perco tempo Fazer por fazer, O mais rápido, lento Por necessidade ou prazer Sei lá, novamente repito Fazer! Agir, fato ao consumir Sem dizer , desisto Fazer repito, prometer e cumprir Se o tempo curto Se o ciclo encerra Demorar, se muito, E nunca eternizar a espera

⁠É um corre corre Apague antes que estoure Busque traga, entregue
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⁠É um corre corre Apague antes que estoure Busque traga, entregue Não pare, não descanse, não sossegue É um corre corre Atrás do que, que não se alcança A famigerada esperança Do descansar da andança No fim a gente se cansa Esperando a bonança Esperando o fim da dança Ao apagar das luzes na França Sendo Paris a cidade luz E que nada condiz Do apagar o brilho que propus Errei por muito e não por triz Então volto a ativa Eu vivo , viva Grita o empolgado Esse não parece cansado Parece feliz Será a casca que aparece O rico esquece Que o risco as vezes empobrece Fato puro e nobre É que em tudo o pobre Tudo pode Quer ele contrarie, quer concorde Repito e digo: tudo pode Menos o ter, A menos que lhe sobre, Ou que peça, ou que esmole Eles não tem nada, Só dinheiro Vazios como os buracos de um queijo Ocos, em muito , em tudo, inteiros. Vazios , ao seu sarcasmo são escravos Com meu pensar, os calo. Seu silêncio, é melhor, eu penso Do que a água, o sangue é mais denso Prefiro eu na alegria Do amor humilde, sem agonia O desfrutar ilude, Raciocino vem amiúde

⁠⁠⁠Se eu soubesse que passaria rápido, teria dado mais valor, mais atenção Se eu soubesse que passaria rápido, teria observado , cada detalhe, cada traço Se eu soubesse que riria, tanto tempo após, que o lembrar me ataria nós na garganta
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⁠⁠⁠Se eu soubesse que passaria rápido, teria dado mais valor, mais atenção Se eu soubesse que passaria rápido, teria observado , cada detalhe, cada traço Se eu soubesse que riria, tanto tempo após, que o lembrar me ataria nós na garganta Se eu soubesse que a saudade, fosse na verdade , o que te faz falta no íntimo, junto a vontade de sentir novamente Talvez não teria feito diferente, mas mais, mais intensamente, mais abrangente, pra de alguma forma viver mais, o que me faz bem Se eu soubesse simplesmente, que o simples é o mais importante, como diria antes, o poeta, teria feito mais... Talvez não só mais, mas multiplicado, relacionado, com maior inclusão, com maior emoção Se soubesse essa singular verdade, talvez não precisasse saber muita coisa, talvez esse breve fato, de saber que passa rápido, me levasse agora a não só a saudade, mas sim , a sensação de ter vivido, concluído, finalizado... Saber da brevidade , saber do fim, do último fôlego, traz de agora em diante, a obrigação de viver tudo...

⁠Eu te digo como ando me sentindo Ocupado o bastante, e bastante Sem nenhum momento ou instante
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⁠Eu te digo como ando me sentindo Ocupado o bastante, e bastante Sem nenhum momento ou instante Pra descansar, ou pensar Estou me sentindo, com o humor retraindo Com alegria ausente Tristeza e estresse presente Sem poder gargalhar Estou me sentindo, como se estivesse me traindo Com convicções ultrapassadas Com pensamentos e ideologias passadas Sem que merecessem eu raciocinar Estou me sentindo com a ira me possuindo Vendo pessoas fúteis realizadas Com seus prazeres alicerçadas Com suas estórias a dialogar Por isso posso dizer Me sinto mal Sem ter poder De me manter desigual Pensar diferente, é um combate Vai de gritos a sussurros, Dos que miam aos que latem Aos que se libertam atrás dos muros Do crescer da antagonia Do alinhar das narrativas Do buscar a harmonia A ideia particularizada coletiva E ao que se resume Esse sentimento a que não estou imune Resumidamente presente Está em mim inerente Um asco da hipocrisia O sacro elocubrar De um tempo, um dia Desse espírito aldrabão me livrar

⁠A vida é feita de antagonias De irreverentes ironias de severas e suaves discrepâncias
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⁠A vida é feita de antagonias De irreverentes ironias de severas e suaves discrepâncias De doces e amargas lembranças De suadas e tranquilas anuências De sentidas a imperceptíveis ausências Do credo a factuais existências Do abrir de mão a maior persistência Do preto ao branco Do centro ao flanco Do luar ao raiar De estrear ao encerrar Irônico, antagônico, por vezes cômico A graça de uma tragicomédia A graça de uma comédia dramática Piada intensa, enfática Essa é a vida Onde choramos de rir Ou só choramos ao ir Onde praticamos ambos Ao ver a vida, aos poucos, sucumbir

O tempo passa , essencialmente, o tempo passa Com ele se vão relações das mais diversas E quando pensamos em relações, relação
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O tempo passa , essencialmente, o tempo passa Com ele se vão relações das mais diversas E quando pensamos em relações, relação Nos vem a cabeça as diversões, diversão Talvez exista um tempo relacionado a isso, tempo curto, denso, intenso... Tempo em que são produzidas as lembranças mais saborosas, que ao piscar d'olhos, passarão, deixando apóstrofes nos lugares em que lá estávamos.... Ligeiro, intenso e saudoso, esses são os anos iniciais, que definem em grande parte a personalidade, seremos engraçados, seremos leves ou compenetrados, o certo e fato é que, levaremos pedaços da nossa rede de amigos, das pontas que mais nos atraem, que mais admiramos, e se juntarão, ao que geneticamente, somos... Os anos iniciais são os mais importantes, mais interessantes, que arrancarão suspiros quando estivermos vivendo com os resultados desses momentos, quando estivermos experimentando nossas memórias, quando estivermos experimentando o que nos tornamos e somos... Aos que ainda vivem nesses tempos, adicionem os pedaços, gravem suas memórias, e tentem se tornar o que melhor puderem ser... Aos que, como eu, estão degustando a saudade, vivam o máximo que puderem, o veloz, tempo que passa by Fábio Teodósio

O que sinto é tanta saudade... Não de paixões, nem de amores De amigos que fiz
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O que sinto é tanta saudade... Não de paixões, nem de amores De amigos que fiz de risadas que dei de orgulhos que tive... eu era eu, sem versão sem nova versão eu, essencialmente verdadeiramente, pois sonhava vivia com que tinha e me satisfazia... buscava por hoje, sem saber que o que eu mais ansiava, eu estava vivendo era bom, era doce, era suave Ainda bem que vivi, e não fui longe para isso Era logo ali, simples, mas o bastante para ser inesquecível Hoje aqui, eu olho para traz, hoje aqui, eu não sonho mais Sem tristeza, sem arrependimento, talvez alguns Mas se um poder tivesse, voltaria para viver mais O que vivi uma vez, por mais uma vez... Viver por viver.... Ser feliz, por simplesmente ser...! by Fabio Teodosio