No Abismo do Silêncio Num canto escuro da alma caída, Ecoa a dor que não foi compreendida. A tristeza sussurra em cada vão, E aperta o peito, sem dar perdão.
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No Abismo do Silêncio Num canto escuro da alma caída, Ecoa a dor que não foi compreendida. A tristeza sussurra em cada vão, E aperta o peito, sem dar perdão. A depressão chega sem avisar, Como um vento frio a soprar devagar. Rouba o riso, esvazia a cor, Transforma o amor em cinza e dor. Um coração partido, sem direção, Sangra memórias em cada pulsação. Entre os escombros da destruição, Perde-se a fé, perde-se a razão. O medo se arrasta, sorrateiro e lento, Molda o silêncio, distorce o pensamento. E a covardia, vestida de calma, Envenena os sonhos e cala a alma. Surge a tragédia em forma de adeus, Rasgando os céus com gritos seus. E resta o vazio, frio e calado, Onde antes um ser inteiro tinha habitado.