Morpheus De quando em quando escoramos nossas vidas Tão errante que nós somos e sempre queremos mais
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Morpheus De quando em quando escoramos nossas vidas Tão errante que nós somos e sempre queremos mais É platônico eloquente misturado com morfina Tentamos até enlouquecer mais tiraram de nós Sonhos são feitos de vida Morpheus não acorda mais Cicatrizam-se as feridas Que deixamos para trás Somos a sombra errante de um pobre comediante Poeira helenista que de cena sai Cultivando rachaduras que ecoam pelos cantos Entre a bela e a fera quem que sangra mais? Será a careca de Picasso ou os óculos do genral Geisel? Nas garras do Passe Livre eu era mais voraz E agora pela janela a vida retro Estampada em minha face um sorriso já sem dor Sonhos são feitos de vida Morpheus não acorda mais Cicatrizam-se as feridas Que deixamos para trás