Sabe, eu acredito nisso que a gente sente. Eu acredito na simetria dos gestos e dos afetos que se perdem na infinitude do sentir. Mas, acima de tudo, eu acredito na gente. Nesse formato bobo de gostar. - Dorme bem!
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Sabe, eu acredito nisso que a gente sente. Eu acredito na simetria dos gestos e dos afetos que se perdem na infinitude do sentir. Mas, acima de tudo, eu acredito na gente. Nesse formato bobo de gostar. - Dorme bem! - Você também! Eu acredito na entrega sem reservas, no desejo mútuo. - Me beija? - Beijo! Eu acredito nas palavras ditas com carinho e cuidado. E acredito no silêncio que afaga com o olhar. Sabe, eu também acredito no medo. Medo de ser pouco. Medo de ser muito. Medo do medo só pelo medo. E é assim, eu vivo de acreditar, que, é um dia de cada vez que faz o calendário inteiro. E aprendo, entre um oi e um adeus, que não adianta nada passar a vida regando cactos se a gente sabe que deles nunca vamos colher flores. Mas eu só descobri isso depois que vi que o amor não é uma só estação, ele é feito de primavera, mas também de verão. E a gente precisa descobrir quem está disposto a suportar o nosso outono e o inverno, aí sim, a gente vê brotar a semente daquilo que vamos chamar de amor da vida da gente.