Nada nos pertence, exceto nossa própria memória e tudo que tecemos no papel eternizando para a história. Tudo o que tocamos, vemos, amamos ou perdemos, é como areia que escorre por entre os dedos,
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Nada nos pertence, exceto nossa própria memória e tudo que tecemos no papel eternizando para a história. Tudo o que tocamos, vemos, amamos ou perdemos, é como areia que escorre por entre os dedos, grãos fugidios na vastidão do tempo. Posses e sonhos são sombras que o tempo apaga, mas a memória gravada nos livros, essa, sim, é raiz profunda, tatuagem invisível na pele da alma, única relíquia que resiste à passagem dos dias. Nosso lar verdadeiro é o que guardamos em silêncio, paisagens secretas, histórias mirabolantes, risos ecoantes, em nossa mente, onde tudo vive eternamente, onde somos inteiros, mesmo quando o mundo desaparece.