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Frases de Evan do carmo

1.430 frases

Não se muda a natureza das coisas Dizer para um ser humano que ele não deve falar o que pensa, que não deve desenvolver sua autocrítica ou que ele não deve protestar contra o que lhe oprime, é o mesmo que esperar raciocínio lógico de um animal ou querer transformar a natureza da…
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Não se muda a natureza das coisas Dizer para um ser humano que ele não deve falar o que pensa, que não deve desenvolver sua autocrítica ou que ele não deve protestar contra o que lhe oprime, é o mesmo que esperar raciocínio lógico de um animal ou querer transformar a natureza das coisas, e esperar que uma pedra fale, ou que um burro cante, toque um instrumento, coisas desse tipo. Portanto, lutar contra a natureza do homem é impedir que ele seja de fato um ser pensante e livre. Mas o que querem as ideologias, crenças e costumes? É justamente isso, enquadrar todos os homens em um molde ideal. E são tantas as formas de limitar o pensamento: Por meio de crenças, especialmente os sistemas universais, que têm como base a dicotomia entre bem e mal ─ assim, por força tentam impedir o pensamento livre, fora do padrão estabelecido, por lei ou código moral. Parece-me uma grande tolice insistir nisso, pois não se muda a natureza do homem, assim como não se muda a natureza das pedras, pedras são pedras e homens são homens. Mesmo que ocorra algum evento coletivo, aparentemente bem- sucedido, e isso é comum, sobretudo nas religiões, onde parece que todos pensam igual, porém a realidade é bem diferente. Há uma minoria que resiste ao cabresto, e mesmo que seja de forma discreta emite suas próprias ideias e impressões de mundo. Mas, com que objetivo escrevo isso? É especialmente para relatar o que tenho observado por anos. Com as vivências que tive, pude fazer um estudo pessoal sobre pessoas bem próximas de mim, além do fato de que analisando minha conduta neste contexto, posso afirmar que nunca nenhum sistema aos quais me expus foram bem-sucedidos em mudar meu modo de viver, de olhar e entender as coisas. Não abro e nem abrirei mão do que sou, sou livre para pensar, viver e dizer muito do que sei a respeito do homem. Como pensador ou não todos têm direito à fala. Penso que o respeito pelo outro envolve deixar que ele se expresse, que diga o que sente, não importa se concordamos ou não.

⁠ÓPERA DA VIDA Vi uma mulher chorando Nos cantos do mundo
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⁠ÓPERA DA VIDA Vi uma mulher chorando Nos cantos do mundo Nos becos da vida. Tão desvalida, desprotegida. Desesperada, ela chorava E perguntava se eu podia entender. Qual a razão do sofrimento, e eu não podia responder Se sou um homem que lhe consome O seu direito de viver. Se sou o homem que interrompe seu direito de crescer? Vi uma mulher chorando Nos cantos do mundo Nos becos da vida. Estava grávida, soturna e pálida a ponto de desfalecer Tão desvalida e corrompida pelo homem que lhe consome, e que lhe suga com prazer A seiva viva, e interrompe o direito de nascer. Vi uma mulher chorando Nos cantos do mundo Nos becos da vida. Tão desvalida, desprotegida Trazia ao colo uma criança quase morta E me dizia, o que importa? É só mais um que vai morrer.

⁠NORDESTINO DEU O TROCO Este povo não se rende Não se curva, nem se ofende
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⁠NORDESTINO DEU O TROCO Este povo não se rende Não se curva, nem se ofende Com os proclames lá do Sul. Que fala tanta besteira Que é gente interesseira Como xepa em fim de feira Que se compra com angu Basta lhes dar pão e bebida Um unguento pra ferida Que eles fazem a adoração. São devotos do divino São beatos peregrinos Vivem a soltar rojão. Que são tolos, pequeninos Homens fracos, são meninos Encantados por canção Mas são eles quem de fato Pegam a cobra lá no mato Cortam a cabeça no tato E da calda fazem um prato Pra comer na procissão. Mas se chega alguém sabido Pelo estado promovido Para lhes dar algum quinhão Logo surge a pergunta O que vão querer em troca Nossos votos na eleição? Não aceitam o logro fácil Nem fingem que são de aço Choram e têm um coração Mas são nobres desvalidos Pelos ricos oprimidos Que nunca serão vencidos Não importa o sofrimento A altura do lamento Ameaça ou opressão. Nordestino não se vende Nordestino só se ofende Com quem não lhe compreende E não lhe chama de irmão Com quem se acha importante Que pensa que pode tudo Senhores donos do mundo quando lhe faz distinção. Entre branco, sul e norte Nordestino é cabra forte Que não se ganha por sorte Luta e vence até morte E dá o troco na eleição.

Pré-socráticos ⁠A sabedoria dos pré-socráticos É como o tempo, imensurável
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Pré-socráticos ⁠A sabedoria dos pré-socráticos É como o tempo, imensurável Sua busca pelo imponderável Os levou a lugares improváveis Heráclito, um rio em constante fluxo Enquanto Parmênides busca o imutável Empédocles com seu amor impensável E Demócrito vendo o mundo microscópico Anaxágoras acredita no infinito E Pitágoras nos números sagrados Tales busca o elemento primordial Filósofos que buscaram o incerto E em seus pensamentos, o inimaginável Porém, deixaram um legado inesgotável

⁠ A poesia A realidade nos assola,
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⁠ A poesia A realidade nos assola, Reflete a verdade impiedosa. Mas a poesia nos consola, E suaviza a dor afetosa. A fobia que nos invade, Tão intensa, tão tenebrosa. Com a arte se dissipa, E a alma se torna mais rosa. Com Sartre aprendemos, Que o absurdo nos envolve. Com Camus nos comovemos, E a solidão se dissolve. Com Rimbaud viajamos, Por estradas de ilusão. Com Verlaine flutuamos, Em ondas de emoção. A poesia é um bálsamo, Que nos transporta a outros mundos. E nos afasta do caos, De um universo profundo. Que a fobia seja abrandada, E a realidade aceita. Mas que a poesia seja sempre amada, E a alma por ela, afetada.

O absurdo do amor O amor, esse absurdo que nos move, Que nos faz misturar as almas em um só,
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O absurdo do amor O amor, esse absurdo que nos move, Que nos faz misturar as almas em um só, É um sentimento que nos prova e comove, É doce, amargo, forte e frágil, como um só. Compartilhar de si, de suas dores e alegrias, É abrir caminho para a verdadeira conexão, Onde há espaço para as nossas mais terríveis fobias, E o amor, com paciência, nos leva a redenção. Mas, quando a separação se faz presente, Há sempre uma grande dor que incomoda, E mesmo que outra alma pareça mais existente, Será impossível apagar as marcas que a outra deixou. O amor é a maior audácia do ser humano, Nos faz encontrar no outro, o que nos faltava, o que é sagrado.

⁠O absurdo do amor O maior absurdo a que o amor nos expõe, é o fato de que para se ter uma relação verdadeira, seja de amizade ou conjugal temos que compartilhar nossa alma com outra pessoa, nos misturamos para nos adaptar ao outro.
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⁠O absurdo do amor O maior absurdo a que o amor nos expõe, é o fato de que para se ter uma relação verdadeira, seja de amizade ou conjugal temos que compartilhar nossa alma com outra pessoa, nos misturamos para nos adaptar ao outro. Contudo, ninguém se recupera ou superar o desligamento, se de fato nos misturamos em uma mesma essência. Porém, estes dois que formamos nem sempre são pessoas melhores ou mais agradáveis do que éramos quando pessoa singular.

⁠Sacrifício de Jesus ⁠Neste dia tão sublime Da morte do meu senhor
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⁠Sacrifício de Jesus ⁠Neste dia tão sublime Da morte do meu senhor Eu relembro com carinho Seu ensino, legado e amor Por ele ter me amado Antes de eu o conhecer Por ter se desfigurado Da ecelsa perfeição Por deixar seu habitat Sua vida junto ao pai Por compaixão e piedade Veio ao mundo por vontade Pra salvar os seus irmãos. Ao longo de sua vida Cristo sempre ensinou O amor, a paz, a justiça Para todos ao redor Mas foi no fim da jornada Que mostrou sua bravura Ao sacrificar sua vida Pela redenção da criatura Com a coroa de espinhos E as chagas em seu corpo Levou sua estaca de tortura Sofrendo em cada passo Mas mesmo assim, não desistiu Não deixou o medo vencer Ofereceu-se em sacrifício Para nos fazer renascer Seu sangue derramado Lavou as nossas culpas Sua dor nos trouxe alegria Sua morte trouxe a salvação E agora, em seus passos Seguimos com amor e fé Levando o seu ensinamento Com coragem e permanente Do ocidente ao oriente

⁠Eu pensei em te falar, mas fui contido Por medo da resposta que teria E então sozinho, fiquei submetido
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⁠Eu pensei em te falar, mas fui contido Por medo da resposta que teria E então sozinho, fiquei submetido A dor que a tua ausência me causaria Escolhi o sofrimento momentâneo Pra não ter que sentir eternamente A dor da tua falta, o descompasso E assim, seguindo em frente, muito embora Com o meu coração ainda ardendo Sigo fiel ao amor que ainda chora Pois mesmo sem te ver, sem te encontrar Sigo te amando, sem me arrepender Fiel ao que sinto, a te esperar.

⁠⁠É inútil, é um absurdo ter preconceito. As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos. Não há raça, gênero, orientação ou religião,
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⁠⁠É inútil, é um absurdo ter preconceito. As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos. Não há raça, gênero, orientação ou religião, Que justifique uma discriminação. Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres. Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie, e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor. Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.

O pianista no Rio de janeiro Em uma noite de verão, o casal decidiu fazer um passeio pela cidade do Rio de Janeiro. Eles caminharam pela orla de Copacabana, observando a imensidão do mar e se maravilhando com a vista deslumbrante da praia. "Como essa cidade é linda!", comentou…
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O pianista no Rio de janeiro Em uma noite de verão, o casal decidiu fazer um passeio pela cidade do Rio de Janeiro. Eles caminharam pela orla de Copacabana, observando a imensidão do mar e se maravilhando com a vista deslumbrante da praia. "Como essa cidade é linda!", comentou o pianista. "Não é à toa que atrai tantos turistas do mundo inteiro". "Realmente", concordou sua esposa, admirando a beleza da paisagem. Eles seguiram caminhando até chegar ao Pão de Açúcar, onde pegaram o bondinho para apreciar a vista ainda mais de perto. Do topo, podiam ver a cidade do Rio de Janeiro em toda sua grandiosidade: a Baía de Guanabara, a enseada de Botafogo e a vista deslumbrante da praia de Ipanema. "Olha só como a cidade brilha durante a noite!", disse a esposa, fascinada com a beleza da cidade iluminada. "Eu amo essa cidade. Ela é vibrante, pulsante e tem uma vida própria que nos envolve", complementou o pianista, que sorria feliz. E assim, eles continuaram curtindo sua noite no Rio de Janeiro, apreciando a beleza da cidade e a conexão que compartilhavam. A cidade ganhava ainda mais beleza aos olhos do casal, que sabiam que havia encontrado um lugar especial para viver e amar.

⁠Mas mesmo em meio a tanta fatalidade há uma pequena luz, uma felicidade que nos guia nesse caminho obscuro.
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⁠Mas mesmo em meio a tanta fatalidade há uma pequena luz, uma felicidade que nos guia nesse caminho obscuro. É a esperança que ainda nos move a crença de que mesmo na dor e no sofrimento podemos encontrar um mundo mais puro. E assim, seguimos nessa jornada com a certeza de que a vida é uma estrada cheia de altos e baixos, de delícias e tormentos. Mas com a coragem que nasce da poesia e o amor que nos faz seguir em harmonia encontramos nossa paz no meio do vento

⁠Mas a beleza, por vezes, pode iludir, nos fazer esquecer a dor e o sofrimento. Precisamos, então, ter discernimento
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⁠Mas a beleza, por vezes, pode iludir, nos fazer esquecer a dor e o sofrimento. Precisamos, então, ter discernimento e buscar também a verdade e o sentido. A filosofia nos ensina a questionar, a buscar a sabedoria e o conhecimento. Ela nos mostra que o belo é relativo, e que a verdade pode nos libertar. Assim, neste soneto, busco unir a beleza e a filosofia, em harmonia. Que possamos enxergar além das aparências, e encontrar a verdade, a paz e a alegria

⁠A beleza é a flor que colore o mundo, É como um raio de sol em tarde nublada Ela encanta os olhos, consola a alma
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⁠A beleza é a flor que colore o mundo, É como um raio de sol em tarde nublada Ela encanta os olhos, consola a alma E nos brinda com momentos de felicidade. A beleza mora na natureza, No sorriso de uma criança inocente E no abraço sincero de um amigo. Ela é a essência que transcende o tempo. A beleza é mais do que beleza em si É a luz de paz que ilumina a vida É a esperança que faz o coração sorrir E é a promessa de uma vida plena e colorida. Por isso, que encontremos cada dia A beleza que existe em toda via.

⁠A poesia é a arte da alma Que desvenda o que é intangível Desnuda a beleza mais bela
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⁠A poesia é a arte da alma Que desvenda o que é intangível Desnuda a beleza mais bela E revela mais que o visível Traz as cores ao cinza da vida E alivia as dores do coração Faz do sonho a realidade querida E espalha amor, paz e emoção A poesia é a voz do silêncio Que clama por justiça e igualdade E levanta-se contra o preconceito Com suas rimas e versos de verdade Transforma a dor em paz e contentamento E torna o mundo um lugar mais humano e clemente.

⁠Falando de virtudes com garbo e maestria, mas na prática apenas julgando com hipocrisia. “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude” já disse La Rochefoucauld com precisão. Mas esse disfarce é apenas uma ilusão. Pois “a verdadeira hipocrisia é acreditar sincerame…
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⁠Falando de virtudes com garbo e maestria, mas na prática apenas julgando com hipocrisia. “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude” já disse La Rochefoucauld com precisão. Mas esse disfarce é apenas uma ilusão. Pois “a verdadeira hipocrisia é acreditar sinceramente naquilo que se finge” definiu Søren Kierkegaard, e assim ninguém se rende. Que tolice é viver em falsidade, “pois nada é tão certo como a hipocrisia do mal” afirmou François Mauriac com verdade. Não se deixe enganar pela figura do hipócrita, em palavras e ações ele apenas imita. Pois “a hipocrisia é a audácia dos fracos” disse Victor Hugo, e assim o segredo se revela. Seja autêntico, verdadeiro e honrado, “pois a hipocrisia é a habilidade de mentir para si mesmo” alertou Jean Giraudoux, com argumento proclamado. Não aceite a hipocrisia em sua vida, pois como citou William Shakespeare, “os hipócritas são como as estátuas: parecem vivos, mas não estão”. Ao invés, busque a integridade querida. Enfim, não se deixe levar por essas mentiras. Como bem disse Friedrich Nietzsche, “aqui mentimos todos” – sem titubear, sem pausas, sem respirar... e quem somos nós, afinal? Eita povo cheio de dedos enternecidos, de apontar ferida alheia, com seus tumores apodrecidos.

Imerso em sonhos, o poeta cria o mundo, Que existe em sua mente, real de fato, A esquizofrenia espiritual lhe dá o dom,
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Imerso em sonhos, o poeta cria o mundo, Que existe em sua mente, real de fato, A esquizofrenia espiritual lhe dá o dom, De pensar outras vidas, de viver o sonho A alma, por vezes, é presa de um tormento, Que só a liberdade poética pode superar, E é na fantasia que encontra o alento, Para enfrentar o mundo sem medo de falhar. E, assim, o poeta traz à tona o insondável, Traduzindo em versos as emoções puras, Transformando em arte o inefável, Numa alquimia que lhe é tão segura, Criando um mundo novo e inimaginável, Que só ele pode a tornar real o imponderável.

⁠Não almejo a riqueza nem a fama Não busco o poder nem a glória eterna Pois, ao meu redor, vejo a chama
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⁠Não almejo a riqueza nem a fama Não busco o poder nem a glória eterna Pois, ao meu redor, vejo a chama De uma vida simples, feliz, plena. Sou feliz com o que tenho em mãos E meu coração transborda de amor Pois o comum é o meu dom E nele encontro meu maior valor. Não sou um rei, nem um imperador Mas sou livre para amar, para sonhar E, quando a morte vier, sem temor Sei que vivi bem, sem nada a lamentar.

⁠Um milagre é viver em meio ao caos, Chegar aos sessenta anos, como Sísifo, Nós, humanos, sobrevivemos sem viso,
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⁠Um milagre é viver em meio ao caos, Chegar aos sessenta anos, como Sísifo, Nós, humanos, sobrevivemos sem viso, Num mundo de vírus e absurdo feroz. Mas, como Sísifo, seguimos buscando, Enfrentando a pedra que nos condena, Afirmamos nossa liberdade, teimando Para viver e enfrentar essa pena. A cada dia, olhamos a montanha, E assim como a pedra, nossa vida, Sempre tentamos subir e alcançar, E Sísifo nunca perde a façanha, Pois sua busca é momento de partida, Pra renovar cada nascer, sem parar Evan do Carmo

⁠Hoje o que importa é o agora presente Como uma sala aconchegante e amiga Juntos brindamos à saúde e à mente
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⁠Hoje o que importa é o agora presente Como uma sala aconchegante e amiga Juntos brindamos à saúde e à mente E existimos sem pressa, sem intriga O ontem foi como um vento fugaz Uma bruma que se perdeu no passado Não queremos mais o que já não traz paz E seguimos em frente sem ter afundado O amanhã é como uma cortina fechada Onde resistimos ao desespero E à curiosidade, ainda não confirmada Mas este soneto é escrito sem mistério Pois do amanhã, ainda não se tem nada E o hoje é tudo o que, no presente, espero

⁠Do amor a mim, serei sempre ligado Com todo o meu cuidado e devoção E mesmo que se tenha a ilusão
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⁠Do amor a mim, serei sempre ligado Com todo o meu cuidado e devoção E mesmo que se tenha a ilusão Será meu pensamento mais encantado Em cada dia e a cada momento Quero vivê-lo com toda paixão Entoando todo meu louvor e canção E tudo que sentir, derramo ao vento E quando a vida também passe a ser infértil E se aproximar seu fim tão certo E pensar na morte, em solidão tão vaga Eu possa lembrar o amor que foi aberto Que não durará para sempre como eterno Mas será infinito se durar neste mundo.