Pular para o conteúdo

Frases de Evan do carmo

1.430 frases

⁠A mídia é imparcial eu li ontem no jornal, porém hoje na TV
Continuar lendo

⁠A mídia é imparcial eu li ontem no jornal, porém hoje na TV ouvi um crítico dizer que o candidato é até bonito, mas não é perito não tem qualificação. E por ser filho do nordeste homem rude, cabra da peste sofrerá oposição, da elite brasileira tão distinta e ordeira que lhe mandou pra prisão. Mas a emenda foi pior que o soneto, e hoje tanto branco como preto dá perdão, pede socorro da zona Sul até o morro não faz mais a distinção quer um tolo presidente mesmo que seja um parente do lendário Lampião.

⁠Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando d…
Continuar lendo

⁠Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve. Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..

⁠O tolo do Nietzsche diz que as máximas, que ele usou exaustivamente, são uma forma decadente de ensinar.
Continuar lendo

⁠O tolo do Nietzsche diz que as máximas, que ele usou exaustivamente, são uma forma decadente de ensinar. Segundo ele, toda máxima deve ser invertida, para se achar o sentido, se é que há algum sentido nos provérbios. Concordo com ele: "O Medo é o pai da moralidade." Esta deve ser lida assim: "O Medo não é o pai de moralidade, a moral é uma invenção do medo." Evan do Carmo

⁠ENQUANTO DORMEM OS HOMENS Enquanto o mundo desmorona o poeta ainda continua
Continuar lendo

⁠ENQUANTO DORMEM OS HOMENS Enquanto o mundo desmorona o poeta ainda continua construindo castelos em frente ao mar do absurdo das gueras. Em sua solidão insone ainda encontra motivo para criar. Como barco à deriva conta com a sorte espera que o vento do caos traga uma tempestade benfazeja que desperte do sono os animais. Como migalhas de pão à beira da estrada deixa rastro de compaixão e lucidez na ilusão sublime de UM demiurgo que seu canto rouco atonal possa recriar outra vez um ser melhor que nós uma invenção melhor que o racional. Evan do Carmo 17/08/22

Sobre as futilidades dos homens. Arthur Schopenhauer conta, que sempre que sentava num bar,
Continuar lendo

Sobre as futilidades dos homens. Arthur Schopenhauer conta, que sempre que sentava num bar, ele pegava um moeda de 20 francos e colocava sobre mesa. E dizia pra si:" Se a conversa destes homens que sentam ao meu lado não girar em torno de cavalos, mulheres e política, então eu darei esta moeda para o garçom. Fez isso por 20 anos, e nunca ficou sem sua moeda.

Silêncio Quero o silêncio onde se cria o impossível
Continuar lendo

Silêncio Quero o silêncio onde se cria o impossível quero o silêncio onde se esconde o medo. Quero o silêncio, onde tudo é calma onde tudo é alma, e sem Deus e sem culpa. Quero o silêncio onde o vinho é doce e o sangue esfria e o trabalho é livre sem suor nem lágrimas. Quero silêncio pois estou cansado de ouvir mentiras de um oráculo errado. Quero o silêncio do desassossego do amor perdido do perdão negado.

⁠Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfe…
Continuar lendo

⁠Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.

FUNDO DO POÇO Estamos vivendo No fundo do poço
Continuar lendo

FUNDO DO POÇO Estamos vivendo No fundo do poço A vida está dura Pro velho e pro moço. A guerra e a fome O mundo consomem Será culpa de Deus Ou é obra do homem?" A doença se espalha Fere como navalha Corpo e alma do povo. Mas o homem não teme Sua sorte no mal Cresce sua altivez Quando a culpa é só dele Não daquele que o fez. Poço de arrogância Tanto velho e criança Sábios na intolerância Sucumbindo ao caos. Mas a morte é distinta Fica a obra que pinta Para os bons, Para os maus.

⁠(...) Nosso prisioneiro, como todo homem preso, se encontra sem rumo, sem ninho, não pertence a lugar nenhum, apenas existe na memória. Contudo pertencer é habitar, fazer parte. Mas pertencer é mais que estar presente como ornato. Pertencer é compor, no sentido pleno, ser coauto…
Continuar lendo

⁠(...) Nosso prisioneiro, como todo homem preso, se encontra sem rumo, sem ninho, não pertence a lugar nenhum, apenas existe na memória. Contudo pertencer é habitar, fazer parte. Mas pertencer é mais que estar presente como ornato. Pertencer é compor, no sentido pleno, ser coautor de uma obra em movimento. Primeiro eu me pertenço, habito este universo chamado eu. Sou dono de mim, obra em construção, sendo autor único, posso alterar o curso do projeto de vida. Mas um homem preso não pertence a nada nem se pertence.(...)